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Administração no Blog

Conteúdos de Administração e assuntos atuais.

19 de dezembro de 2012

Como abrir uma Loja Virtual?


Os caminhos de abertura de uma Loja Virtual
 

ü  Para vender pela internet (ter uma loja virtual) preciso ter um CNPJ obrigatoriamente?

          Resposta: SIM!

 

ü  Quais os impostos que incidem sobre uma loja virtual?

          Resposta: Depende se enquadrar como MEI, pagará menos de 60,00 fixo mensal, se enquadrar como Simples Nacional, pagará 4% de imposto mensalmente.

 

ü  Quais são os passos “Contábeis” para abrir oficialmente uma loja virtual

          Resposta: Primeiro Passo: Escolha o “tipo” da empresa:
 
 
 
 
 



1ºPasso – Escolha o tipo da empresa

A legislação brasileira estabelece 5 (cinco) tipos de sociedade, dentre as quais a “sociedade  empresária” deverá optar:


     1.     Sociedade em Nome Coletivo;

2.     Sociedade em Comandita Simples;  

3.     Sociedade em Comandita Por Ações;

4.     Sociedade Anônima;

5.     Sociedade Limitada.
 
Obs. pode ser uma microempresa também.

As sociedades Anônima e Limitada são as mais comuns no Brasil em virtude da responsabilidade dos sócios ser limitada em relação às obrigações assumidas pela empresa. Os demais tipos societários possuem sócios que respondem ilimitadamente pelas obrigações sociais, portanto, não são aconselháveis. Para se ter uma ideia, segundo dados divulgados pelo Departamento Nacional de Registro do Comércio – DNRC, aproximadamente 99% das sociedades registradas entre 1985 e 2001, foram do tipo “Sociedades por Cotas de Responsabilidade Limitada”.

 

A “Sociedade Anônima” é mais adequada aos grandes empreendimentos, ou seja, às grandes empresas, em virtude da rigidez das regras que a regulamenta. Portanto, não é uma boa opção para as pequenas empresas. A melhor opção para a pequena empresa, sem dúvida nenhuma, é o tipo “Sociedade Limitada”, uma vez que possui regras mais simples que as demais, além de preservar melhor a figura dos sócios.

 

2º Passo – O Nome da Empresa

O passo seguinte é a escolha do nome da empresa. Dependendo do tipo de sociedade escolhida, o nome da empresa pode ser em forma de: denominação social ou firma.

A sociedade limitada pode adotar tanto firma como denominação social, tanto faz, mas ao final do nome deve constar a palavra “limitada” ou sua abreviatura “Ltda.”

A firma será composta com o nome de um ou mais sócios, desde que pessoas físicas, de modo indicativo da relação social. Ex.: José Terra e Luis Marte Comércio Virtual Ltda.
A denominação deve designar o objeto da sociedade, sendo permitido nela figurar o nome de um ou mais sócios. Ex.: Intergaláxia Loja Virtual Ltda.

 

DICA DE OURO: Cuidado! A omissão da palavra “Limitada” ou de sua abreviatura “Ltda.” determina a responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores que assim empregarem a firma ou a denominação da sociedade.

 

A inscrição do nome da empresa (firma ou denominação social) no respectivo órgão de registro (Junta Comercial) assegura o seu uso exclusivo, no mesmo ramo de atividade, nos limites do respectivo Estado em que a empresa for registrada. Entretanto, caso você queira estender a proteção e o uso com exclusividade do nome (marca) de sua empresa para todo o território nacional, você deverá requerer o registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI.

 

Escolhido o nome da empresa, é preciso fazer o pedido de busca na Junta Comercial para verificar se não há outra sociedade registra da com o mesmo nome. Esta busca é realizada mediante o pagamento de uma taxa. É muito importante também que você faça uma pesquisa no INPI para saber se existe alguma marca registrada semelhante ao nome de sua empresa.




 

3º Passo – Providenciar os seguintes documentos

          
          • Fotocópia do IPTU do imóvel onde será a sede da empresa;

• Contrato de locação registrado em cartório (se o imóvel for alugado), ou declaração do proprietário (quando o imóvel for cedido);

• Fotocópia autenticada do RG e CPF/MF dos Sócios;

• Fotocópia autenticada do comprovante de endereço dos Sócios;

• Verificar as exigências do Conselho Regional quanto à elaboração do Contrato Social, especialmente sobre formação societária e responsabilidades técnicas.

 

4º Passo – Contrato Social

Para o registro da sociedade, é preciso elaborar e apresentar o contrato social da empresa na Junta Comercial. Para se ter uma ideia sobre a importância do contrato social, ele representa para a empresa (pessoa jurídica), o que a certidão de nascimento representa para as pessoas físicas. Neste contrato devem constar cláusulas exigidas pela legislação em vigor, que estabeleçam regras a serem observadas pelos sócios, inclusive os direitos e deveres de cada um. Recomendamos que ele seja elaborado por um advogado, entretanto, muitos contabilistas possuem modelos para este fim. Ao final, o contrato deve ser assinado por um advogado, exceto se tratar de microempresa ou empresa de pequeno porte nos termos da Lei nº 9.841/99.

Obs.: Você deverá providenciar a averbação do contrato social junto ao Conselho Regional antes de registrá-lo na Junta Comercial do Estado de S ã o P a u l o – J U C E S P.

 

Cláusulas necessárias de um contrato social:

a)    Tipo societário;

b) Qualificação completa dos sócios;

     c) Endereço completo da empresa;

     d) Nome empresarial (firma ou denominação social);

     e) Objeto social (indicação da atividade da empresa);

     f) Capital social (é a quantia necessária, representada por bens ou dinheiro, necessária para que a empresa possa iniciar suas atividades);

     g) Valor da quota de cada sócio no capital social;

     h) Responsabilidade limitada dos sócios;

      i) Forma de convocação das reuniões ou assembleias;

      j) Nomeação do administrador e seus poderes (no próprio contrato social  
         ou em documento separado);

     k) A participação de cada sócio nos lucros e nas perdas;

      l) Exclusão ou falecimento de sócio;

    m) Regulamentar a cessão de cotas sociais;

     n) Foro de eleição (indicação do juízo em que deverá ser resolvida qualquer controvérsia referente ao contrato social);

     o) Prazo de duração da empresa.

 

Para obter informações complementares, Acesse O site do Departamento Nacional de Registro de Comércio – DNRC:http://www. dnrc.gov. br/ – Clique em: Serviços-Código Civil/2002.

 



5º Passo – Órgãos de Registro

 
a)     Registro na Junta Comercial

O registro da Sociedade Empresária é feito na Junta Comercial e deve
 seguir as seguintes FASES:

 

Depois de escolher o nome da empresa, realizar a busca do nome e providenciar a documentação mencionada, você deverá confeccionar 4 (quatro) vias de igual teor do contrato social, com todas as folhas rubricadas e a última assinada pelos sócios, testemunhas e advogado (micro ou pequena empresa está dispensada da assinatura de advogado). Em seguida, o contrato social deverá ser entregue na Junta Comercial, juntamente com os demais documentos exigi- dos pelo órgão.

 

No Estado de São Paulo, a Junta Comercial – JUCESP traz em seu site todas as informações e documentos necessários para se constituir uma empresa. Para tanto, basta acessar o seguinte endereço: www.jucesp.sp.gov.br.Caso não seja possível acessar o site, dirija-se ao posto da Junta Comercial mais próximo.

 

b)     Receita Federal (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ)

Todas as pessoas jurídicas, inclusive as equiparadas (empresário e pessoa física equiparada à pessoa jurídica), estão obrigadas a se inscrever na Receita Federal. Todas as informações e documentação necessárias ao cadastro podem ser obtidas no seguinte endereço na internet: www.receita.fazenda.gov.br. Procure no site: • Cadastros da Receita Federal• Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ• Orientações ao Contribuinte.

 
Caso não seja possível acessar o site, vá pessoalmente ao posto da Secretaria da Receita Federal mais próximo.

 

c)    Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo

O fato de sua LOJA VIRTUAL realizar vendas de mercadorias faz com que ela seja contribuinte do ICMS e, consequentemente, está obrigada a se registrar na Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Saiba que para este registro será necessário que você indique o número do CRC (registro no Conselho Regional de Contabilidade) do contabilista responsável.

 
O registro na Secretaria da Fazenda para obtenção da Inscrição Estadual (IE), destinada aos contribuintes do ICMS, deve ser feito junto ao Posto Fiscal Eletrônico da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, pela internet, no seguinte endereço www.pfe.fazenda.sp.gov.br • Serviços Eletrônicos – “Abertura: Deca Inicial”. Caso você tenha dúvidas sobre o procedimento, clique em “Treinamento” que o sistema irá simular o preenchimento das guias necessárias ao registro.

 
“O Posto Fiscal Eletrônico também dispõe de outros serviços, tais como: alteração de dados Cadastrais, a nova AIDF (Autorização para a Impressão de Documento Fiscal), sua conta-corrente com o Fisco, a possibilidade de calcular e atualizar seu débito, incluindo a impressão da respectiva GARE (Guia de Arrecadação do Estado) ou pagamento por home-banking, transmitir sua GIA (Guia de Informação e Apuração de ICMS) pela internet. Tudo isso com segurança devido a sistema rigoroso de controle de acesso e indecifrável sistema de geração e distribuição de senhas”.
 

Caso não seja possível acessar o site, compareça ao posto da Secretaria da Fazenda mais próximo.

 
 
 

d)    Inscrição na Prefeitura Municipal de São Paulo

Estão sujeitas à inscrição no Cadastro de Contribuintes Mobiliários (CCM) do Município de São Paulo, as pessoas físicas e jurídicas estabelecidas no Município que desenvolvam algum tipo de atividade. Se você pretende atuar no município de São Paulo, visite o site da Secretaria de Finanças de São Paulo e obtenha maiores informações:


http://www.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/financas/servicos/guia_do_contribuinte/tributos_mobiliarios_iss.asp. A inscrição é gratuita, dispensa intermediário e deve ser procedida no prazo de 30 (trinta) dias contados do início da atividade.

 
Se não for possível acessar o site, dirija-se ao Departamento de Rendas Mobiliárias da Secretaria das Finanças do Município de São Paulo (Rua Brigadeiro Tobias, 691 – São Paulo).

 
e)    Inscrição em outro Município

Se sua empresa for constituída em outro município, consulte a Prefeitura local para obter informações sobre a inscrição da mesma. Registro de Empresário O interessado em obter personalidade jurídica como empresário, deverá seguir os mesmos passos relacionados no processo de constituição de uma sociedade empresária. Entretanto, ao invés do contrato social, o interessado deverá apresentar uma declaração própria exigida pela Junta Comercial.

 

A Junta Comercial do Estado de São Paulo – JUCESP disponibilizou em seu site (www.jucesp.sp.gov.br) o programa Cadastro Digital, que permite ao usuário gerar, em disquete, informações cadastrais relativas aos arquivamentos de constituições ou anotações do Empresário. O sistema permitirá, também, que todos os formulários necessários sejam emitidos corretamente, com o mínimo de trabalho para ,seu operador.

 
Caso não seja possível acessar o site, vá pessoalmente ao posto da Junta Comercial mais próximo.

 
E lembre-se, o comércio eletrônico operou no Brasil livremente durante alguns anos, a partir de 2010 a fiscalização aumentou e não há como escapar do “registro contábil e fiscal ” da sua loja virtual; Exemplo disso é a determinação da Secretaria da Fazenda de São Paulo, que obrigou as empresas paulistas de hospedagem de sites de e-commerce a informar, até o dia 20 de janeiro 2011, os dados de usuários que fizeram vendas maiores do que nove itens de mercadorias, ou R$ 60 mil, em um dos trimestres do ano passado.

 

Fonte: ecommercenews.com.br

Pequena empresa e o e-commerce - dever de casa

e-commerce e o dever de casa da pequena empresa



 

Cada vez mais temos observado a preocupação de grande parte das empresas em fazer negócios via web; porém, ainda assim, a quantidade de empresas que efetivamente está conseguindo fazer isso é muito pequena tendo em vista o mercado brasileiro.

 Se levarmos em consideração que apenas dez empresas são responsáveis por aproximadamente 75% do faturamento do e-commerce no Brasil podemos pensar que não haja mais espaço para novos negócios. Ai é que está o grande engano, pois a web oferece a possibilidade de atender a nichos de mercado bastante específicos, permitindo atender a públicos muitos segmentados, que demandam conhecimento especializado no momento da venda, o que chamamos de nicho de mercado.
 
 

As microempresas e as pequenas empresas, que ainda estão sem saber o que fazer, podemtestar” o e-commerce com investimento muito baixo, participando de sites que são integradores de lojas, como num shopping. Com isso os custos são rateados, permitindo estar on-line, vendendo, ou seja, tendo uma experiência com essas ferramentas. Esses “shoppings” cobram um valor similar a uma taxa de aluguel ou condomínio, dessa forma o lojista pode verificar se consegue interagir no mundo on-line, se tem estrutura para manter a loja no ar e atualizada, e ainda medir os resultados.

Em geral, a operação para estar presente nesse tipo de portal de compras é muito simples, não requer uma grande especialização. Obviamente, esse modelo não permite muitas customizações e adequações, mas mesmo assim, é uma ótima alternativa para quem está começando, a preços realmente muito atrativos.

O ideal mesmo é buscar criar vários canais de acesso para seus clientes. Como exemplo há lojas que permitem comprar on-line e retirar o produto diretamente na loja física, isso serve para os mais céticos que ainda não se sentem confortáveis em realizar todo processo via web.

          Ferramentas de Busca


Mas o “X” da questão não está somente em ter uma loja ou estar on-line. É fundamental ser encontrado por aqueles que demandam esse tipo de produto e isso ocorre se a empresa for localizada por buscadores, como o Google, hoje o principal canal de pesquisa que antecede as compras de quase tudo. Isso sim demanda conhecimento especializado e bastante trabalho, além de novos investimentos, que podem ser bem superiores ao investimento no próprio e-commerce.

Isto vale para produtos ou serviços. A importância de ser localizado pelos buscadores como Google e Yahoo é crucial para o sucesso ou fracasso dos negócios. Para citar um exemplo de serviço, que é um setor menos comentado do que outros, o negócio pode ser uma assistência técnica de eletrodomésticos. O site da empresa deve indicar claramente se ela é autorizada de que fabricantes, sua localização, tempo de resposta, tipo de atendimento, bem como horário de funcionamento. Por que tudo isso? Pois esses são pontos muito relevantes para quem estiver procurando esse tipo de serviço e será importante isso aparecer rapidamente para ele e ser transparente em sua mensagem é cada vez mais necessário.
 
Entenda Seu Cliente

É preciso tentar pensar com a mente do cliente – e isso é um ponto óbvio em marketing, que poucas empresas fazem. O que quero dizer? Não é necessário realizar grandes, e caras, pesquisas de mercado para identificar qual é o processo de decisão do cliente. Basta perguntar diretamente a alguns deles para descobrir qual o caminho que percorrem até chegar à sua loja.

Por exemplo, falando desse caso, como a pessoa vai procurar nos buscadores a tal assistência técnica? Em geral ela digitaria “assistência técnica da marca tal”, e poderia complementar colocando a cidade ou o bairro para refinar a busca. Com isso, surgirão nas primeiras páginas, como “resposta”, empresas cujos sites estiverem bem construídos e que fizeram sua lição de casa adequadamente.

 

Fonte: Sandra Turchi

 

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Observação: Nem sempre o que aparenta ser de fácil execução, assim o é; entretanto, por vezes o que aparenta ter uma dificuldade extrema em acontecer, pode ser muito mais difícil do que a sua aparência demonstra; muito embora o impossível não existe.

18 de dezembro de 2012

e-commerce 11 anos: uma explosão de crescimento


e-commerce 11 anos: uma explosão de crescimento


  Por Dailton Felipini

Este ano comemoramos 11 anos de fundação do e-CommerceOrg, o portal Top 1 da Internet brasileira para e-commerce, criado praticamente na mesma época em que as vendas on-line começaram a deslanchar no Brasil. Vamos aproveitar esse marco e analisar de maneira objetiva o que aconteceu no e-commerce brasileiro nesse período, considerando-se as métricas fundamentais: o número de usuários da Internet, a quantidade de e-consumidores e o faturamento do setor. Podemos considerar como ponto de partida o ano de 2011, ano marcado pela crise das empresas pontocom nos Estados Unidos e pela superação do marco de um milhão de consumidores mais no Brasil. Veremos como esses indicadores de crescimento corroboram o que já sabemos: a evolução do e-commerce tem sido estupenda nos últimos anos.
 

Usuários da Internet = aumento de 650%
Além de representar o grau de penetração da Internet na sociedade brasileira, o número de pessoas com acesso à Internet é a base sob a qual se sustenta o crescimento do e-commerce. Em 2001 nós ultrapassavamos a barreira de 12 milhões de pessoas com acesso a Internet. Este número representava, na ocasião, 7,6% da população brasileira. Já em 2012, deveremos fechar o ano com mais de 90 milhões de pessoas conectadas a web, considerando-se todos os principais canais de acesso: residenciais, no trabalho e nas lan-houses, segundo dados do Ibope Nielsen. Esse número representa mais de 45% da população brasileira e um salto de 650% em relação ao número de usuários em 2001. O que está diretamente relacionado à próxima métrica fundamental.

Compradores da Internet = aumento de 3.536%

No ano de 2001 comemorávamos a superação da barreira de um milhão de usuários. 1,1 milhão para ser mais exato, o que representava na ocasião pouco mais de 0,6% da população brasileira. Segundo dados da empresa e-Bit, fecharemos 2012 com cerca de 40 milhões de consumidores on-line, o que representa mais de 20% da população e nos leva ao crescimento de 3.536% no período de 11 anos. Esse fabuloso aumento na base de e-consumidores demonstra a intensidade com a qual o brasileiro abraçou o e-commerce e que propiciou também a expansão do faturamento, conforme a métrica seguinte.

Faturamento do e-commerce = aumento de 4.400%

Em 2001, o e-commerce B2C faturou no Brasil pouco mais de 0,5 bilhão de reais, o que sequer despertou interesse na mídia em geral, principalmente pelo fato de que as pessoas estavam ainda impactadas pela quebradeira geral de empresas ponto-com ocorrida nos Estados Unidos na virada do milênio. Mas o fato é que a semente do e-commerce germinou e cresceu cada vez mais forte. A uma taxa média de crescimento ao redor de 30% ao ano, as vendas do varejo on-line deverão fechar 2012 com cerca de 22,5 bilhões de reais o que nos leva a soberba taxa de crescimento de 4.400% no período de 12 anos. Você conhece algum setor que tenha crescido com taxas sequer parecidas em tão pouco tempo?  

Fonte: http://www.e-commerce.org.br/artigos/ecommerce-11anos.php
Dailton Felipini é mestre e graduado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. Consultor especialista em e-commerce, autor de cinco livros sobre ecommerce, editor do site www.e-commerce.org.br e da LeBooks: Livraria de eBooks.

Como micro e pequenas empresas devem usar e-commerce?


Como micro e pequenas empresas devem usar e-commerce?

 O e-commerce, o chamado comércio eletrônico, vem tomando grandes proporções ao longo dos anos. Praticamente todas as grandes lojas do Brasil e do mundo possuem uma página na web ofertando seus produtos...

 
 
 
O e-commerce, o chamado comércio eletrônico, vem tomando grandes proporções ao longo dos anos. Praticamente todas as grandes lojas do Brasil e do mundo possuem uma página na web ofertando seus produtos, é um meio de conquistar mais clientes, pois possibilita às pessoas que não possuem tempo ou mesmo moram longe de uma determinada loja encontrar e comprar o produto que ela deseja.

         E as pequenas e micro empresas, será que também necessitam de uma loja virtual? Esta resposta somente poderá ser esclarecida pelo próprio empreendedor. Sabemos, porém, do grande aumento das lojas virtuais e que a tendência é só aumentar assim, ficar fora dessa alternativa de venda é abdicar da oportunidade de crescer nos negócios.

        Muitos lojistas deixam de abrir uma loja virtual devido a grande concorrência com grandes empresas, no entanto, o que poucas tem em mente é que a Internet é um espaço democrático e repleto de oportunidades e que, da mesma maneira que um grande empresário ou lojista tem seus produtos expostos na internet, um pequeno ou micro empresário também terá o mesmo local para apresentação, praticamente a oportunidade de venda é igual para ambos. No entanto, quem realmente deseja abrir uma loja virtual deve estar atento a alguns detalhes. Veja abaixo:

·                 Conheça o mercado virtual: Do mesmo modo que antes de abrir uma loja física é necessário fazer um levantamento de local, de estratégias e de mercado, o mesmo deverá ser feito para uma loja virtual. Analise se os seus produtos podem competir com a concorrência, analise todo o custo/benefício, enfim, faça um levantamento criterioso;

·         

·                 Selecione os produtos que serão vendidos: Faça uma seleção dos produtos que pretende vender na loja virtual. Separe fotos e informações detalhadas sobre eles;

·         

·                 No momento de criação de um site de vendas, já inclua blogs ou mesmo redes sociais para uma interação maior entre lojista e cliente assim, o elo entre os dois maiores personagens do e-commerce será menor e consequentemente, maior exposição, com maiores oportunidades de bons negócios;

·        Inicialmente, para chamar a atenção de seu site, crie um diferencial, seja uma promoção de primeiras compras, um sorteio, distribuição de brindes, enfim, você pode aproveitar as redes sociais e divulgar o seu site e a tal promoção de inauguração;

·                 Estipule os meios de pagamento: Faça uma pesquisa e veja qual o melhor meio de pagamento é interessante para o seu comércio. Existe na internet algumas alternativas próprias para e-commerce, muitas delas é necessário pagar uma porcentagem para a prestadora do serviço.


        Assim, pesquise antes de selecionar. Quando for construir o seu site de vendas converse com o programador e veja quais opções ele recomenda. Bom, agora que o lojista já definiu os produtos que serão vendidos, já selecionou as fotos com as devidas informações e pensou em uma boa divulgação, é hora de partir para o principal, colocar tudo em prática e principalmente, a loja virtual na web.

        Tanto paras as pessoas leigas no assunto como também para aqueles que já possuem um certo conhecimento de mercado eletrônico, o ideal, obviamente é contratar um bom profissional para construir um site que consiga atender todas as suas necessidades e expectativas de venda.

        Porém, fiquem cientes que é necessário três itens pra que o seu site de vendas entre na web:

·                Domínio: O domínio nada mais é que o endereço de seu site na internet. Por exemplo, www.lojavirtual.com.br. Para conseguir este domínio é necessário fazer um registro, escolher e comprar o domínio. Na hora da escolha do nome de seu site, selecione algum que tenha a ver com o que ele se propõe que não seja muito longo, não possua termos com língua estrangeira e que seja de fácil memorização;

·         

·                Hospedagem: Agora é necessário locar um local para colocar o seu site. Para isso, pesquise e selecione alguma empresa de hospedagem, existem inúmeras disponíveis na internet, com diferentes promoções e valores;

·         

·                O E-commerce propriamente dito: Um especialista na área, podendo ser um web designer, um webmaster ou um programador irá ajudar a sua loja virtual entrar na web. Nesta hora é necessário contratar alguém de sua confiança ou mesmo com um bom conhecimento e não, esqueça-se de solicitar que seu site fique presente nos mecanismos de buscas, isso é muito importante.


         Por fim, com tudo pronto, seu site construído e já no ar, para garantir sucesso nas suas vendas é muito importante a atenção com os seus clientes. Aceite todas as críticas, se forem boas, agradeça, se forem desagradáveis, analise o que está errado e veja o que é possível fazer para melhorar e acima de tudo, ponha-se sempre a disposição de qualquer dúvida, responda-as todas sem discriminação. Não esqueça igualmente ao comércio físico o virtual também precisa de propaganda, divulgação e muito empenho.

Fonte: http://www.oficinadanet.com.br/artigo/e-commerce/como-micro-e-pequenas-empresas-devem-usar-e-commerce

 

Empreendedores mostram como administrar uma loja eletrônica


Empreendedores mostram como administrar uma loja eletrônica

 
Confira as lições que os responsáveis pela Eletrônica Santana e a Baby.com.br podem deixar para quem deseja entrar no mundo do e-commerce

 
por Agatha Justino, Eber Freitas, Fábio Bandeira, Mayara Chaves e Simão Mairins.

 
 
 
Pouco investimento, sem necessidade de ter um espaço físico para atender e possibilidade de vender para um número ilimitado de pessoas. O e-commerce é, sem dúvida, a "menina dos olhos" de muitos empresários que desejam iniciar um negócio ou pretendem expandir o que já possuem. Ainda mais que a evolução da internet, com tecnologias mais ágeis e interativas, vem proporcionando uma maior confiança e satisfação do consumidor com os serviços dessas lojas virtuais.

 
Foi assim que a visão de encarar um novo desafio transformou uma loja de bairro da Zona Norte de São Paulo em uma empresa de sucesso no comércio eletrônico brasileiro. Há 48 anos no mercado, a Eletrônica Santana resolveu entrar nesse mundo virtual em 2003 e colhe os frutos de ter ido nessa direção.

 
O diretor da empresa, Rubens Branchini Martins, conta que na época precisava decidir entre abrir uma filial em outro bairro ou entrar para os negócios virtuais. "Em 2003, o e-commerce ainda estava caminhando e a cultura de comprar pela internet ainda não era um hábito entre os brasileiros", explica o empresário. Abrir uma loja virtual era um grande desafio. "Sabíamos que era hora de expandir e decidimos que a nossa filial estaria localizada em cada casa, no computador dos nossos futuros clientes", afirma Martins.

 
Os primeiros anos foram os mais difíceis. Além da coragem e iniciativa, o novo negócio virtual exigia habilidade e conhecimento. "Descobrimos que a internet não era tão segura e precisamos estar atentos às fraudes e golpes online", lembra o diretor. Alguns programas foram adquiridos deixando cada vez mais a loja virtual protegida, evitando os famosos golpes de cartão de crédito. Em 2004, primeiro ano após a criação do site, as receitas da empresa chegaram a 1,5 milhão de reais, o dobro do ano anterior.

 
Hoje a empresa atua em três segmentos: a loja física, o e-commerce e soluções corporativas, como sistemas de videoconferência e call center. Com 75 colaboradores, o negócio familiar se tornou uma empresa de médio porte. Hoje, comercializa mais de oito mil produtos que vão desde uma pilha até os mais modernos sistemas de telecomunicações, telefonia e segurança. A Eletrônica Santana dobra seu faturamento em e-commerce ano a ano. O e-commerce faturou 24 milhões de reais em 2011, 50% a mais que em 2010.

 
A startup

Fazer um produto ou serviço significativo e rentável. A Baby.com.br, empresa de serviço de comércio eletrônico criada especialmente para bebês e gestantes, surgiu assim. Apesar de criada em outubro de 2011, a empresa passou de três mil artigos na época do lançamento, para mais de 10 mil, e continua expandindo. Foram mais de três milhões de fraldas vendidas neste primeiro ano.

 
"Os resultados conquistados rapidamente pela Baby.com.br mostram a credibilidade que a empresa já adquiriu no segmento, tornando-se a principal plataforma para quem procura produtos para gestantes, recém-nascidos e crianças de 1 a 3 anos, afirma Davis Smith, co-CEO e co-fundador da empresa. Para manter seu posicionamento, a Baby.com.br busca constantemente expandir sua oferta de artigos e agilizar o processo de entrega para os clientes. "Montamos parcerias importantes com algumas das maiores marcas no espaço do bebê. “Por termos nosso próprio depósito, controlamos muito mais da experiência para os nossos clientes, o que nos permite ter tempos de envio muito mais rápido do que nossos concorrentes” destaca Davis.

 
O empresário relata que atualmente todos os itens estão prontos para serem enviados dentro de horas para o local de destino. "Uma mãe em São Paulo que compra produtos em nosso site hoje, vai ter esses itens entregues dentro de 24 horas. Mães não têm o luxo de esperar um longo tempo para os produtos do bebê que eles precisam, por isso, nos certificamos de fornecer um serviço que é rápido, seguro e de confiança para que possamos facilitar suas vidas", ressalta o empreendedor.

 
E, para agilizar o processo, a Baby.com.br conta com nove transportadoras diferentes. Cada uma se especializa em uma região do Brasil e na entrega de produtos de determinados tamanhos e pesos. "Sempre nos certificamos de usar o transporte perfeito para garantir o menor custo para nossos clientes e os tempos de entrega mais rápida. Estamos muito orgulhosos de dizer que entregamos no prazo em 97% das vezes. Nós, naturalmente, estamos trabalhando para fazer ainda melhor", acredita Davis.

A empresa, inclusive, foi a vencedora na categoria "Startup" do Prêmio Empreendedor de Sucesso 2012, promovido pela revista Pequenas Empresas Grandes Negócios. "Foi uma grande honra receber esse prêmio, entre tantas empresas grandes que estão sendo iniciadas aqui no Brasil. Sentimos fortemente que o motivo de termos tanto sucesso é devido à nossa equipe. Cerca de 60% dos nossos funcionários são mulheres, e muitas das quais são mães. Nosso objetivo é fornecer às mamães um serviço como se nunca tivessem vivido com qualquer outra compra", conclui o empresário.

Quer começar?

Confira quatro dicas para abrir uma loja virtual

- Investimento em tecnologia: Na hora de comprar a sua plataforma de loja virtual, fique atento, nem todas são tão boas quanto parecem. Escolha muito bem o seu parceiro. Tecnologia é muito importante para que uma loja online esteja preparada para um rápido crescimento.

- Formas de pagamento: inicie o seu site de vendas com o maior número de parcerias (Visa, Mastercard, American Express, entre outros) para facilitar a compra do e-consumidor.

- Estoque: Cuide do seu estoque e da logística para atendimento ágil ao e-consumidor. A primeira impressão é a que fica.

- Atração e retenção de clientes: Invista em marketing e meça cada detalhe das campanhas digitais, aperfeiçoe as estratégias do dia a dia.

 Fonte:  www.administradores.com  
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