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Administração no Blog

Conteúdos Acadêmicos da Graduação em Administração e assuntos.

31 de agosto de 2016

Impeachment, tudo sobre



O Senado brasileiro decidiu pelo Impeachment da Presidente Dilma (PT) no dia 31/08/2016, e devido a isso, abordaremos neste post tudo sobre a história e o processo de Impeachment – a saber, esse é um termo de origem inglesa que significa impedimento e é aplicado a um chefe de Estado para afastá-lo do seu cargo. Nos países onde a democracia existe e o sistema presidencialista está em vigência sempre é possível que o presidente da República seja afastado do poder em casos de crimes contra o bem público – e para que isso possa acontecer é preciso que esses crimes estejam previstos em suas Cartas Constitucionais.

Esse tipo de processo remonta à tradição política inglesa e às mais antigas civilizações, num caso clássico de exclusão, que ocorria no seio da civilização ateniense, na Grécia Antiga.



O Impeachment na História

O bom entendimento do termo impeachment nos leva até um significado limitado de “impedimento” – esse termo apareceu pela primeira vez na segunda metade do século XIV, no final da Idade Média. Conta-se que por volta do ano de 1376, o Lord Latimer foi alvo de um processo da Câmara dos Comuns (Parlamento Inglês), o que, possivelmente, se tornaria no primeiro processo de impeachment do mundo. Neste processo foram definidos os primeiros trâmites que seriam aperfeiçoados no decorrer dos séculos.

Este modelo inglês começou a ser incorporado pela maioria das nações onde a democracia passou a vigorar - os Estados Unidos foi um dos primeiros países a incluir o impeachment  em seu ordenamento jurídico. Este processo evidenciou-se com o famoso escândalo Watergate, quando se fez uso dessa prerrogativa na década de 1970, no afastamento do cargo do então presidente Richard Nixon.

Aqui no Brasil, já houveram dois casos em que o Presidente  da República sofreu o 'impeachment' - o primeiro deles aconteceu com o ex-presidente Fernando Collor de Melo no ano de 1992 e o segundo caso aconteceu na data de 31/08/2016 quando a ex-presidente Dilma Vana Rousself do Partido dos Trabalhadores (PT), também sofreu o impeachment  - a saber, a previsão de impedimento do cargo para presidentes da República já estava inclusa na legislação brasileira desde a primeira constituição republicana, outorgada em 1891. É importante saber que com o processo de redemocratização do Brasil, que foi iniciado em 1985 após a vigência dos Governos Militares – a saber, essa legislação do Impeachment foi elaborada e aprovada na nova Constituição em 1988. É fato que essa Constituição está vigente até os dias de hoje e ela, além de assegurar ‘as liberdades individuais’ e as eleições diretas, também preservou em sua estrutura a possibilidade de impeachment para o Presidente da República.

Quaisquer atitudes que o Presidente faça que atentem contra os itens elencados abaixo podem desencadear um processo de impeachment:

1)  A existência da União;

2)  O livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;

3)  O exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;

4)  A segurança interna do País;

5)  A probidade na administração;

6)  A lei orçamentária;

7)  O cumprimento das leis e das decisões judiciais


O Passo a passo do impeachment

Se existir alegações contra o presidente da República, o processo de impeachment irá se desdobrar em seis fases:
1) Pedido,
2) Acolhimento,
3) Primeira votação (na Câmara),
4) Envio para o Senado,
5) Segunda votação (no Senado) e
6) Penalização.



Recapitulando todas essas fases 
O pedido do impeachment pode ser apresentado à Câmara dos Deputados (uma das casas do Parlamento Brasileiro) por qualquer cidadão que goze plenamente de seus direitos políticos. Neste pedido, é necessário que haja a devida caracterização do crime cometido pelo presidente - a partir daí, o presidente da Câmara tem o poder de decidir se há procedência no pedido e se ele será arquivado ou encaminhado aos parlamentares. Se o acolhimento for favorável ao andamento do pedido, o presidente da Câmara o encaminhará aos deputados federais.
Após os deputados receberem esse pedido, eles formam uma comissão para apreciá-lo em dez sessões – durante este período, o presidente da República tem a possibilidade de apresentar a sua defesa. Há uma primeira votação na Câmara. Se dois terços dos deputados optarem pela continuidade do processo, este seguirá para o Senado Federal, onde será montada outra comissão para apreciação. Nessa fase, o presidente da República estará obrigado a se afastar do cargo por um período de 180 dias, até que ocorra a votação no Senado. A sessão com os senadores será presidida pelo presidente do Superior Tribunal Federal e será necessário também que dois terços dos senadores votem a favor para que o impeachment se cumpra. Se a votação for favorável, o presidente da República é condenado, afastado do cargo e fica inelegível por oito anos. Seu posto é sumariamente ocupado pelo seu vice.














Fonte e Sítios Consultados

http://brasilescola.uol.com.br



23 de agosto de 2016

Marketing de Emboscada



Para alguns este termo pode até ser uma novidade, mas essa malandragem já é muito antiga - o marketing de emboscada é uma estratégia que consiste em tirar proveito publicitário invadindo um evento ou espaço de veículos de comunicação ‘sem amparo contratual’ com os detentores do direito. É comum que em todos os grandes eventos esportivos exista um alerta contra este tipo de “patrocínio pirata”.


Atualmente, nos grandes eventos esportivos, como: Copa do Mundo de Futebol, Jogos Pan Americanos, Campeonatos Mundiais de diversos esportes e Olimpíadas já é praxe que as empresas organizadoras como, por exemplo, a FIFA e o COB fiquem ‘atentas’ e com o seu departamento jurídico de prontidão para combater essa prática. E isso acontece pelo simples fato, só em uma edição de Copa do Mundo, por exemplo, chega-se a comercializar mais de 700 milhões de dólares em cotas de patrocínios. 

   Os personagens centrais estão divididos desta forma: de um lado estão às marcas, que pagam dezenas ou centenas de milhões de reais/dólares para patrocinar grandes torneios esportivos e, do outro lado estão às empresas que tentam chamar atenção desembolsando muito menos do que as patrocinadoras oficiais. 

É fato que a prática do marketing de emboscada é muito comum em competições, só entre os anos de 2010 e 2014, a FIFA notificou mais de 450 casos brasileiros de emboscada relacionados à Copa do Mundo 2014. De acordo com informações da organização à EXAME.com, algumas empresas infratoras foram punidas com multas, porém a FIFA não revelou os valores ou a natureza dos casos. 
Talvez muitos não saibam, mas o COI (Comitê Olímpico Internacional) tentou impedir o jogador Neymar de usar a faixa que trazia escrita a palavra JESUS durante a sua premiação nas Olimpíadas do Rio de 2016 – isso em razão do regulamento do COI tentar impedir a manifestação de cunho religioso, comercial e político nos eventos organizados pela entidade. Porém, neste caso as autoridades entenderam que se tratou somente de um “deslize pessoal” do jogador Neymar, então este fato não ocasionou nenhuma punição ao conjunto brasileiro. O COI adotou apenas uma “postura educativa“, chamando a atenção para que se evitem gestos semelhantes no futuro.


Alguns exemplos do Marketing de Emboscada


                                                    Tênis de ouro

Aconteceu nas Olimpíadas de 1996, que foram memoráveis para a Nike. O velocista americano Michael Johnson quebrou um recorde mundial cruzando a linha de chegada com um belo par de Nikes dourados. Mais tarde, ele foi capa da revista Time com os tênis envoltos no pescoço, junto com suas duas medalhas de ouro. Uma visibilidade e tanto, para a tristeza da Reebok, que pagou 20 milhões de dólares para ser patrocinadora oficial dos Jogos. 





                                          Comemoração nº. 1

Quem não se lembra daquela inocente comemoração de gol com o dedo indicador erguido, comemoração essa muito comum entre jogadores da seleção brasileira e que acabou ganhando a fama por não ser um ato tão espontâneo assim – isso surgiu no ano de 1994 quando o jogador Romário era garoto-propaganda da campanha “Número 1” da marca de cervejas Brahma. E mais tarde esse gesto acabou entrando no repertório das comemorações de Gol das Copas do Mundo de Futebol, como mostra a foto de Ronaldo em 2002.


                                              Cueca acidental
Quem nunca viu algum jogador de futebol deixar aparecer à cueca, como no caso do Neymar, quando ele repetiu insistentemente o ato de levantar a camisa e deixar a sua cueca à mostra, num jogo entre Barcelona e Atlético de Madrid, esse ato chegou a ser mais comentado e discutido do que a atuação desse jogador em campo – depois a empresa Lupo, patrocinadora oficial do jogador, negou publicamente que a tal exposição tenha sido planejada.


                                             Fones de Ouvidos
É fato que desde o ano de 2010 as empresas que produzem fones de ouvido premium, que custam mais de R$ 1 mil, expõem seus materiais quando os jogadores passam pela imprensa nas chamadas zonas mistas dos estádios. Alguns ganham para isso. Na seleção, por exemplo, Neymar tem contrato com a Monster, produtora do modelo Beats by Dr. Dre. Thiago Silva, por sua vez, é patrocinado pela Skullcandy.








Fonte e Sítios Consultados

http://exame.abril.com.br

22 de agosto de 2016

Qual o Brasil que os brasileiros desejam?




     Ideias para um Brasil melhor
   
Vamos acompanhar algumas ideias e propostas para a construção de um Brasil 'melhor' – essas ideias são fruto do seminário "O Brasil que Queremos Ser", onde se reuniram 500 personalidades da política, economia e cultura.

Os melhores momentos deste seminário podem ser visualizados no endereço do site www.veja40anos.com.br.





EDUCAÇÃO

 CHOQUE DE MERITOCRACIA NA EDUCAÇÃO - Mérito é premiar com promoção e aumento de salário os professores que formam mais alunos capazes de atingir boa colocação em disputas acadêmicas internacionais. O conceito é desconhecido no Brasil. Aqui quase sempre o professor recebe aumento de salário por tempo de serviço. Na ausência de outros fatores e só com a aplicação de um choque de meritocracia, o desempenho dos alunos brasileiros em matemática ficaria entre os 43 melhores do mundo, ombreando com o de Israel e Itália, e não, como é agora, em 53º lugar, ao lado do Quirguistão. 


CONVENCER OS PAIS DE QUE ELES SÃO PARTE DA ESCOLA - Pais educam. Escolas ensinam. Esse provérbio caducou. As pesquisas mostram que, além de um bom professor, nada pode melhorar mais o desempenho escolar, do que o envolvimento dos pais no processo educacional. É uma guerra cultural que pode ser vencida com as armas certas: a internet (os pais podem até acompanhar algumas aulas) e os cursos para pais. 


AMPLIAR A REDE DE ENSINO TÉCNICO SUPERIOR - O ensino de geografia, ciências sociais e outras áreas de humanas contam pouco.
O fator decisivo para o progresso material está no ensino da matemática, das engenharias e da física aplicada. Apenas 8% dos jovens brasileiros se formam em algum curso superior dessas áreas – contra 18% nos países avançados. A saída é popularizar as faculdades técnicas. Nelas, em dois anos, o jovem obtém um diploma de ensino superior e tem lugar garantido no mercado de trabalho. Foi um sucesso na Coréia do Sul, que, assim, colocou um diploma e um emprego nas mãos de 80% dos jovens. 


FOMENTAR A COMPETIÇÃO ENTRE AS UNIVERSIDADES - Nenhuma universidade brasileira figura entre as 100 melhores do mundo. Não é surpresa. Elas não têm incentivo para isso. As 100 melhores do mundo lutam para sê-lo para obter financiamento. Aqui, com ou sem desempenho, as verbas públicas chegam religiosamente. Melhorar para quê? 


FINANCIAR OS MELHORES PESQUISADORES - Apenas duas de cada 1 000 patentes registradas no mundo são brasileiras. Faltam incentivos. O pesquisador brasileiro que registra patentes ganha, em geral, a mesma verba de quem não registra nenhuma. A tendência mundial é dar mais aos pesquisadores que produzem mais conhecimento original e valioso. 


CRIAR CURRÍCULOS OBRIGATÓRIOS PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA - Um ponto em comum entre os dez países de maior sucesso educacional, social e material do mundo é a existência de um currículo obrigatório na educação básica. Sem um currículo com metas acadêmicas bem definidas, nenhum país progride. Na maior parte do Brasil, não há esse currículo. 


INVESTIR NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES E DE QUEM FORMA PROFESSORES - A cadeia do ensino tradicional tem alunos, professores, diretores e pedagogos. Falta uma categoria: a dos profissionais que ensinam os professores como ensinar. Apenas 20% das disciplinas nas faculdades de pedagogia se dedicam às metodologias de ensino, mostra um estudo da revista Nova Escola/Fundação Carlos Chagas. 


MAIS PESQUISA AMBIENTAL NO BRASIL - Tanto a Amazônia como as áreas de proteção ambiental no Brasil recebem pouquíssimos pesquisadores. Apesar de ocupar cerca da metade do território nacional e ser o cenário da maior biodiversidade do planeta, a Amazônia concentra apenas 5% dos pesquisadores brasileiros. Significa que há um cientista para cada 4.000 quilômetros quadrados. Apenas 10% das espécies da região estão catalogadas. Só com conhecimento profundo dos biomas brasileiros será possível criar estratégias mais eficazes para a preservação daqueles tesouros naturais. 





AMBIENTE

DOBRAR O SANEAMENTO BÁSICO EM DEZ ANOS - Menos de 50% dos domicílios brasileiros são ligados à rede de esgotos. Destes, apenas 35% recebem tratamento. O restante é despejado diretamente em rios, córregos e lagos. O Brasil ainda é africano nessa área. O ministro Carlos Minc estima que tratar 70% dos esgotos até 2018 custaria 12 bilhões de reais por ano. O custo é elevado? Não em vista dos benefícios. Entregar a tarefa à iniciativa privada, por meio de concessões, é uma saída. 

TRANSFORMAR PASTOS EM ÁREAS PRODUTIVAS - O avanço da fronteira do boi e da soja derruba oito de cada dez árvores das florestas de clima da Amazônia. Para deter esse avanço é vital ocupar áreas já desmatadas. Cerca de 16 milhões de hectares de áreas de pasto estão abandonados na Amazônia. Com sua recuperação e uso, a produção de grãos pode crescer 30% na região sem exigir a derrubada de uma única árvore. Recuperar custa o dobro do que simplesmente desmatar. Subsidiar a recuperação de áreas degradadas é a abordagem econômica mais racional. 

PREMIAR AS PREFEITURAS PELA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL - A degradação ambiental tem maior impacto sobre a qualidade de vida dos habitantes das cidades do que para o morador de um grotão isolado na floresta. Por essa razão, iniciativas locais de preservação são mais impactantes. É exemplar o sucesso do programa ICMS Verde que foi adotado no Paraná para premiar municípios com desempenho acima da média no tratamento de lixo e na conservação de bacias hidrográficas. A área preservada no estado cresceu doze vezes nos últimos dez anos. 


UNIFICAR AS LEIS AMBIENTAIS - O Brasil tem mais de trinta leis ambientais federais. Combinadas às regras estaduais e municipais essas leis deixam apenas 30% do território livre para a ocupação econômica. Como não temos 70% do território ocupado por paraísos ecológicos, fica óbvio o exagero das restrições. O emaranhado legal provoca insegurança jurídica, dificulta a fiscalização e cria oportunidades para a corrupção. Leis mais simples são, sempre, mais eficientes. 


DAR INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA AOS PARQUES ECOLÓGICOS - Os 63 parques nacionais ocupam uma área de 24,1 milhões de hectares, o equivalente ao território do estado de São Paulo. Em comum, têm o fato de ser mal administrados – são apenas 348 funcionários para cuidar de todos. Eles falham na missão preservacionista e, quando abertos à visitação, oferecem serviços precários. São como os cofres públicos para os corruptos: uma riqueza a ser apropriada pelo mais esperto. Os Estados Unidos têm oitenta vezes mais visitas pagas em seus parques. É hora de valorizar os nossos, protegê-los e mantê-los com o dinheiro arrecadado dos visitantes. 


CRIAR UM PLANO NACIONAL DE ZONEAMENTO ECONÔMICO-ECOLÓGICO - O governo paga aventureiros para derrubar a floresta amazônica, dando-lhes crédito destinado à atividade agrícola. Isso não se faz por maldade, mas por ignorância sobre quais são as áreas aráveis do território nacional e quais são as preserváveis. Ninguém sabe ao certo onde começa uma e acaba a outra. Muitos debates gastam horas apontando a mesma área no mapa e enxergando nela solos diferentes. O zoneamento agroclimático é ferramenta vital para planejar o desenvolvimento sustentável. 

TORNAR MAIS VANTAJOSO MANTER UMA ÁRVORE DE PÉ DO QUE CORTÁ-LA - Dez milhões de moradores da Amazônia Legal dependem da atividade extrativista ou agropecuária. Para eles, discurso e consciência ecológica não funcionam. Eles precisam de medidas que tornem mais vantajoso preservar do que destruir. O governo da Costa Rica remunera proprietários que conservam as matas nativas em suas terras. Um estudo mostra que, em Mato Grosso, dar 1.000 reais ao ano por hectare preservado seria estímulo suficiente para conter a devastação. É quase de graça.

INVESTIR EM FONTES RENOVÁVEIS DE ENERGIA - Nos próximos dez anos o Brasil precisará acrescentar produção equivalente à de três usinas de Itaipu para suprir sua necessidade de energia elétrica. O sol e os ventos abundantes no país podem oferecer parte da solução. O potencial da produção de energia eólica é estimado em dez Itaipus. A incidência solar no Brasil é o dobro da registrada na Alemanha, um dos países que mais investem nessa fonte renovável de energia elétrica. 

NÃO DESPERDIÇAR ENERGIA - Para cada dólar produzido pela economia, o Brasil precisa de 40% mais de energia do que os Estados Unidos e 70% mais do que a Alemanha. Isso se deve menos ao custo de geração do que ao desperdício. O Brasil perde 16,5% de toda a energia elétrica produzida. É quase uma Itaipu que se joga fora a cada ano. Para tornar mais eficiente o aproveitamento da energia, seria preciso investir em duas frentes: programas de conscientização dos consumidores e a busca de processos industriais e equipamentos mais econômicos. 





ECONOMIA

REFORMA DA PREVIDÊNCIA JÁ - O custo da Previdência é um dos principais motivos pelos quais o Brasil lidera o ranking mundial de juros reais e tem uma carga tributária de 36% da riqueza produzida pelo país. Ele consome 12% do PIB. Nenhum país emergente consegue crescer de forma acelerada com tamanho peso nas costas. A China e o Chile gastam 3%. A Colômbia, apenas 1%. Se a despesa previdenciária brasileira fosse de 6%, o país economizaria 180 bilhões de reais ao ano. Com esse dinheiro, as pessoas e empresas pagariam 17% a menos de impostos, com melhoria de qualidade de vida para todos. 


CRIAR UM TETO PARA OS GASTOS PÚBLICOS - De todos os agentes econômicos, quem gasta pior é justamente aquele que não produz nenhuma riqueza: o governo. No Brasil, os gastos do governo federal crescem, em termos reais, duas vezes mais rápido do que a economia. Dentro de quinze anos os impostos vão equivaler à metade de toda a riqueza que o país produz. É ruinoso? Sim. Reversível? Só por força superior. O aumento real do gasto público brasileiro deveria ser limitado por emenda constitucional ao teto de 1% ao ano. 


UM BANCO CENTRAL INDEPENDENTE - Se o Banco Central brasileiro tivesse a independência assegurada por lei, à taxa real de juros cairia imediatamente até Três pontos porcentuais – de 7% para 4% ao ano. O crescimento do país saltaria dos atuais 5% para 7% ao ano. É preciso outra justificativa? 


APLICAR A LEI DA RESPONSABILIDADE FISCAL AO GOVERNO FEDERAL - Essa lei revolucionou o controle das contas públicas. Com ela, os estados e municípios foram obrigados a reduzir sua necessidade de financiamento em 20% desde 2001. Imune a ela, a União fez o movimento inverso e aumentou seu déficit em 79% no mesmo período. 


MODERNIZAR AS LEIS TRABALHISTAS - Ao lado de Zimbábue e Zâmbia, o Brasil ocupa a 119ª posição no ranking mundial de adequação das leis trabalhistas. Por isso, metade dos brasileiros tem ocupação informal. Uma mudança radical que extirpasse os arcaísmos custosos e corporativistas incentivaria a contratação formal com consequências saneadoras na Previdência (mais gente contribuindo), positivas na carga fiscal (mais gente pagando menos) e redentoras para o ambiente de negócios.


TORNAR AS AGÊNCIAS REGULADORAS MENOS VULNERÁVEIS AO LOTEAMENTO POLÍTICO - A certeza do cumprimento de contratos é uma das condições definidoras de um país moderno, ao lado do direito de propriedade e do ambiente de negócios. E como garantir que os governos preservem seus contratos? O mecanismo clássico, adotado e aprovado nas melhores economias, são agências reguladoras equipadas e protegidas contra a ingerência política. No Brasil há agências reguladoras, mas elas estão longe de ser imunes às pressões políticas. 


GARANTIR A CONCORRÊNCIA NA EXPLORAÇÃO DO PRÉ-SAL - Desde o século XVI a humanidade sabe que os recursos naturais não levam, necessariamente, ao progresso econômico e social. Isso foi aprendido com sangue no ciclo de exploração da prata e do ouro na América Latina. Foi reafirmado pelos diamantes da África subsaariana e agora o petróleo da Venezuela. É a maneira de explorar esses recursos que produz conhecimento e bem-estar. Só se obtém riqueza efetiva quando os recursos naturais são explorados de forma transparente e competitiva.


POUPAR OS DÓLARES DO PETRÓLEO - A humanidade vai um dia encontrar um substituto para esse líquido escuro e pegajoso. Enquanto isso não ocorre, é crucial utilizar as reservas com sabedoria. Se todo o potencial dos depósitos de petróleo na chamada camada pré-sal do litoral brasileiro for confirmado, o Brasil pode vir a se transformar em um grande exportador de petróleo. O que fazer com os dólares obtidos? A opção mais racional é o depósito dos lucros do petróleo em um fundo externo, gastando-se apenas parte dos rendimentos. Isso preservaria a riqueza para as gerações futuras e impediria pressões cambiais e inflacionárias desestabilizadoras. 


PRIVATIZAR A GESTÃO HOSPITALAR - Hospitais administrados pelo estado são menos eficientes e tratam pior seus pacientes. No estado de São Paulo, a taxa de mortalidade em hospitais geridos diretamente pelo governo é de 5,3 em cada 1 000 pacientes e o custo de cada internação é de 400 reais por dia. Em 25 hospitais terceirizados no mesmo estado, a taxa de mortalidade cai para 3,3 por 1 000 pacientes e o gasto por internação, para 360 reais. Essas e outras estatísticas a favor da privatização da gestão da saúde são absolutamente convincentes. 


PRIVATIZAR A INFRAESTRUTURA - Não fosse pela infraestrutura caótica, hoje majoritariamente nas mãos do governo, o Brasil poderia contar com 250 bilhões de reais a mais no PIB – um valor equivalente ao PIB do Chile. 





LIBERDADE DE EXPRESSÃO


ACABAR COM A LEI DA IMPRENSA - A Lei de Imprensa foi aprovada em 1967 – plena ditadura militar. Seu objetivo era intimidar jornalistas e meios de comunicação. Numa democracia, uma lei como essa não faz sentido. Há dispositivos suficientes na Constituição e nos códigos Civil e Penal para coibir abusos nos jornais e revistas. Mas seria recomendável a criação de uma lei sucinta para delimitar o valor das ações de direito de resposta e de dano moral.
Isso daria segurança jurídica aos jornalistas e às empresas que mantêm um dos pilares da democracia: a liberdade de informação. 






DEMOCRACIA, RAÇA E POBREZA


PROFISSIONALIZAR A GESTÃO PÚBLICA - A palavra burocracia nasceu com sentido positivo: um estamento dedicado à organização ágil e racional. Com o tempo a burocracia passou a ser um fim em si mesmo. O público que se dane. Em estados brasileiros como São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal, a burocracia começa a retomar seu sentido original. Para isso foram adotados modelos empresariais, como a orientação para resultados, à flexibilidade e a recompensa do mérito. Quando a prática se espalhar e chegar a Brasília, será o caso de comemorar um novo descobrimento do Brasil. 


RECRIAR O FEDERALISMO
- Com a Constituição de 1988, o governo federal passou a concentrar a receita dos impostos, e com isso usurpou uma parte do poder de estados e municípios para decidir onde investir dinheiro. Reverter esse processo daria ao governo federal o papel de coordenador e aos estados e municípios maior autonomia para atender às necessidades dos cidadãos. Pois o fato é que ninguém vive nesse espaço abstrato chamado "União". 


FISCALIZAR OS PROGRAMAS SOCIAIS - Uma pesquisa do ‘iBase’ com brasileiros no Bolsa Família mostra que 64% dos próprios beneficiários excluiriam todos aqueles que se recusassem a cumprir as poucas exigências do programa – a mais importante delas é manter o filho na escola. O mesmo estudo revela que o governo é leniente e falha ao vigiar o cumprimento das exigências. Dar dinheiro é entregar o peixe. Cobrar a contrapartida é ensinar a pescar. 


INSERIR OS POBRES NO MERCADO DE TRABALHO - A melhor coisa que programas assistencialistas podem fazer por um miserável é transformá-lo num trabalhador capaz de prover as próprias necessidades. Dar qualificação profissional a quem nunca a teve, ou criar programas de microcrédito, que transformam excluídos em pequenos empreendedores, é mais que um paliativo. É uma cura real da pobreza. 




MEGACIDADES

ELIMINAR AS FAVELAS DAS PAISAGENS - Nas cidades do país, 12,3 milhões de pessoas vivem em casebres, a maioria deles em situação irregular. Se nada for feito, em 2020 haverá 55 milhões de favelados – praticamente uma Itália – no Brasil. É preciso revogar a negligência e o populismo que permitem o surgimento de favelas. No caso das já existentes, eliminar as que estão em área de risco ou proteção ambiental. Conferir títulos de propriedade é um primeiro passo para a urbanização dessas chagas das grandes cidades. 


SUPERPREFEITOS PARA AS REGIÕES METROPOLITANAS - Os prefeitos das cidades que fazem parte de uma região metropolitana são como condôminos que jamais se reúnem para discutir os problemas do prédio onde moram. São Paulo é um exemplo dramático. A prefeitura não consegue limpar o Tietê porque Guarulhos não tem rede de esgoto tratado e despeja imundície no rio. Um ‘super prefeito’ seria como um síndico eficiente. Com perfil técnico, poderia coordenar o uso da água, o saneamento, o destino do lixo, a unificação do transporte entre cidades. Quem escolheria o ‘superprefeito’? O governador do estado. 


COMBATER O TRÁFICO DE DROGAS COM REALISMO - O tráfico de drogas é o principal responsável pela criminalidade no Brasil.
No Rio de Janeiro, os barões da cocaína controlam 300 das 752 favelas. Não é possível extirpar a droga do cotidiano urbano, mas dá para diminuir as taxas de violência associadas a ela. Para tanto, urge eliminar o caráter territorial do tráfico brasileiro. É pelo controle de áreas geográficas, nas quais também exploram outros serviços tão lucrativos quanto ilegais, que os bandos se digladiam. Há mais cocaína em Nova York do que no Rio, mas lá os traficantes não têm feudos a defender ou tomar. Circulam para vender o seu único produto.

PLANEJAR O CRESCIMENTO - As cidades médias, com população entre 100 000 e 500 000 habitantes, são as que mais crescem no Brasil. Como resolver um problema urbano custa 100 vezes mais do que preveni-lo, é óbvio o ganho em se planejar a expansão dessas cidades. As prefeituras devem estabelecer regras férreas sobre o que pode ou não ser feito em termos de ocupação do solo, tendo em vista o futuro almejado para seus municípios.


TIRAR A MAJESTADE DO CARRO - No Primeiro Mundo, progresso é transporte coletivo de qualidade e restrição severa à circulação de carros, por meio de medidas como rodízio e pedágio. O Brasil está na contramão, porque suas cidades continuam a reduzir o espaço para pedestres, a ampliar as vias para automóveis particulares e a tratar o transporte público com descaso. São Paulo, onde já rodam mais de 6,1 milhões de carros, pode parar de vez em 2015. 


ORGANIZAR O TRANSPORTE COLETIVO - O Brasil é o lugar em que eufemismos viram solução de governo. É o caso do chamado transporte alternativo. A palavra correta é "ilegal". No Rio de Janeiro, a ‘bandalha’ já superou os serviços regulares. Circulam na cidade 7.500 ônibus de empresas formais e 8 000 vans ilegais. Estabelecer um sistema integrado de transporte é a melhor forma de evitar a invasão de perueiros e assemelhados. 


CONFERIR AO ÔNIBUS O PADRÃO DO METRÔ - Nos pontos de ônibus londrinos e parisienses há luminosos que informam em quanto tempo chegará o próximo carro de cada linha. A margem de erro é muito pequena, mesmo no horário do rush. É a prova de que o serviço de ônibus pode ser pontual, rápido e guardar intervalos curtos entre as partidas. Para seguirem o exemplo, as cidades brasileiras precisam criar corredores exclusivos. 


NÃO SE INTIMIDAR COM OS DESAFIOS – Quando se fala em problemas urbanos, surgem cifras que, não raro, paralisam as administrações e os cidadãos. Mas sempre é possível encontrar soluções baratas. Curitiba tornou-se referência de transporte público sem gastos excessivos. Também se deve levar em conta que parte dos custos embute a corrupção. São Paulo e Cidade do México começaram a construir metrô no mesmo período. A primeira conta, hoje, com 60 quilômetros de linhas. A segunda, com 200. O quilômetro escavado paulistano custa 500 milhões de reais. O mexicano, 90 milhões. E olhe que a Cidade do México enfrenta terremotos... 














Fonte e Sítios Consultados


http://planetasustentavel.abril.com.br



20 de agosto de 2016

Liderança por objetivo



          Liderança sempre foi um tema muito discutido e recorrente, e em razão disso, é comum encontrarmos aquela mesma pergunta: quais são as atribuições de um líder? Bom, podemos listar algumas, como: tomar decisões, direcionar a equipe e comandar projetos, mas, também é fato que não existe uma fórmula única para executar todas as tarefas com sucesso. Talvez seja por essa razão que é comum encontrar várias frases ‘bem diferentes’ sobre liderança espalhadas pela internet e nem precisamos procurar muito, basta pedir ao Google e logo aparecerão algumas, como:


· A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns.

·        O verdadeiro líder não tem necessidade de liderar - contenta-se em apontar o caminho.

·    Quem quiser ser líder deve ser primeiro servo. Se você quiser liderar, deve servir.

·    Um soberano jamais deve colocar em ação um exército motivado pela raiva; um líder jamais deve iniciar uma guerra motivado pela ira.

·        O gerente pergunta ‘como’ e ‘quando’; o líder pergunta ‘o quê’ e ‘por que’.

·  Um bom líder toma um pouco mais de sua parte na culpa e um pouco menos de sua parte no crédito.




   Percebemos que essas frases só reforçaram aquela ideia de que existem vários tipos de liderança, afinal, cada liderança deve atuar de acordo com o objetivo que se pretende alcançar. Para entender melhor este assunto, recorremos aos estudos do professor George Kohlrieser, da escola de negócios suíça IMD, uma das mais importantes do mundo, que criou um guia com cinco tipos de liderança indicando para quais situações eles funcionam melhor – sabendo que este trabalho foi baseado em conceitos definidos pelo psicólogo e consultor Daniel Goleman que foram cedidos a EXAME.com.

·        Liderança coercitiva - O que é: é aquele estilo de liderança retratado no ditado "manda quem pode, obedece quem tem juízo". É marcado por controle e comando. Funciona? Sim, mas nó no curto prazo. "Ameaças funcionam se você aumentar o grau delas cada vez mais. Quando líderes coercitivos ficam sem ameaças novas, eles não conseguem fazer as coisas", escreve Kohlrieser. Deve ser usado? É uma boa alternativa para situações de crise, para ajudar no início de uma recuperação ou solução de um problema. Mas, se o líder sabe demonstrar seu "senso de confiança e autenticidade", provavelmente não precisará disso, reforça o professor.

·        Liderança confiante - O que é: é marcado pela habilidade do líder de inspirar outras pessoas a confiar em sua visão e segui-la por vontade própria. É um estilo "forte, positivo e visionário", nas palavras de Kohlrieser, e que exige um vínculo forte baseado na confiança. Funciona? Sim, pois a equipe confia na ligação que tem com o líder e, por isso, irá segui-lo. É um tipo de liderança crucial quando uma nova visão é exigida ou quando é necessária uma direção clara. Deve ser usado? Sim. É a melhor forma que os chefes têm para conseguir que seus subordinados atinjam alto desempenho no longo prazo, segundo o especialista.

·        Liderança afiliativa - O que é: é um tipo de liderança que coloca as pessoas em primeiro lugar e evita conflitos. Funciona? É efetivo para curar feridas em equipes divididas e para motivar durante períodos de estresse. Mas, por outro lado, "líderes afiliativos podem ter dificuldades em dar feedbacks duros ou chamar a atenção", pondera o professor. Deve ser usado? Com parcimônia. Kohlrieser lembra que o estilo tem pontos positivos, mas que o líder precisa ter uma postura mais confiante quando uma ação crítica for necessária.

·        Liderança democrática - O que é: é o viés seguido pelo chefe que considera a opinião de todos e espera um consenso para tomar decisões. Funciona? Pode até dar certo, mas com ressalvas. Esperar que todos participem para decidir algo pode demorar muito e criar uma "burocracia terrível". Mas pode ser positivo nas organizações que conseguirem simplificar a democracia para que ela não impeça o progresso, diz o professor. Deve ser usado? Em partes. Algumas características desse estilo podem ser combinadas com as da liderança confiante. Nas equipes em que as pessoas confiam umas nas outras e nos seus líderes, cada funcionário está disposto a permitir que os demais tomem decisões em seu nome, mas também a opinar quando for preciso.

·        Liderança de ritmo - O que é: é o clássico modo do líder que pressiona o time por meio da definição de metas duras. Funciona? Depende. Se a equipe for altamente motivada, pode ser eficaz para trazer resultados rápidos. Se combinado com empatia e compaixão, pode ajudar a desenvolver a equipe; sem esses pontos, terá inevitavelmente um efeito negativo, escreve Kohlrieser. Deve ser usado? Sim, desde que seja no curto prazo e que esteja aliado à empatia e compaixão. "Caso contrário, não use", adverte o especialista.


 Como atingir o topo?

Existe muita curiosidade em relação à formação dos profissionais que assumem a presidência das empresas – segundo Michael D. Watkins, professor da escola de negócios suíça IMD, o caminho para amadurecer um líder é longo e possui algumas etapas, para chegar a essa conclusão, o especialista em liderança e mudança organizacional ouviu 40 executivos seniores para compreender como eles enxergavam as transições pelas quais passaram para chegar a seus postos.


Vamos conferir quais são esses passos e como vencê-los.




§  De especialista para generalista - Para o professor Michael D. Watkins, da escola de negócios IMD, a primeira (e uma das mais desafiadoras) transição que um profissional precisa passar para se tornar líder em uma empresa é a de especialista para generalista. É aquela fase em que ele deixa de comandar um departamento com atividades específicas, como vendas, e assume uma função de gestão mais abrangente. Um gestor de sucesso precisa saber como integrar diferentes áreas. O caminho para isso, segundo o professor, não é se tornar um expert em todos os setores (até porque isso levaria décadas), mas extrair o melhor das pessoas que trabalham em cada função. Conseguir essa façanha depende, primeiramente, de ser capaz de traduzir a linguagem dos especialistas para o mundo dos negócios. Depois, é preciso entender o modelo mental dos trabalhadores de cada área (pessoas de finanças interpretam as situações do ponto de vista de gastos, custos e benefícios, por exemplo). Por último, é necessário ser capaz de julgar a performance de quem administra cada atividade essencial, o que envolve saber o que perguntar e que métricas observar. O professor lembra que ninguém estará totalmente preparado para se tornar um líder generalista, mas que alguns exercícios podem ajudar a desenvolver os talentos citados acima. Um deles é dedicar algum tempo a funções diferentes da sua área inicial e também participar de equipes multifuncionais como a de desenvolvimento de produtos e a de aquisições, por exemplo, que abrangem diversos conhecimentos. 





§  De analista para "integrador" - Unir as áreas de uma empresa depende muito mais de entender como elas afetam o negócio como um todo do que conhecer profundamente os detalhes de funcionamento de cada uma, segundo o professor. É nessa mudança de foco que se instala a transformação de analista para integrador. Por exemplo: o líder não precisa saber afundo como construir uma nova campanha de marketing, mas deve enxergar que consequências ela trará para a companhia e se é o momento certo de lançá-la. Para administrar bem o custo benefício de cada decisão sem inconscientemente "puxar sardinha" para o setor no qual iniciou sua carreira, Watkins aconselha que os líderes se baseiem no maior número de dados possível. Mas, como o professor lembra, nem sempre é possível encontrar a resposta somente nos números. A saída então é chamar a equipe para participar, fazendo cada um perguntar a si mesmo "como a companhia pode fazer melhor?". 




§  De tático para estrategista - O estrategista consegue ver a organização como um todo e enxergar padrões em ambientes complexos, além de saber comunicar as implicações da estratégia para outras pessoas. Já o tático precisa focar nos detalhes da execução da estratégia. Os dois são essenciais para uma empresa, mas o líder precisa ter conhecimentos mais amplos, segundo Watkins. Ele considera que parte das habilidades de um estrategista é inata, mas que é possível desenvolver algumas delas a partir de exercícios. O primeiro é responder a quatro perguntas básicas: o que a companhia precisa realizar, por que, como será feito e quem estará envolvido no processo. Juntas as respostas a esses questionamentos formam a "visão", de acordo com o professor. Depois, é necessário focar no que é essencial para a companhia e simular a reação do mercado às suas ações, tentando antecipar, por exemplo, como os consumidores reagiriam ao lançamento de um produto. Por fim, o estrategista precisa aprender a comunicar bem o seu plano a todos os integrantes da empresa. 





§  Do pedreiro ao arquiteto - Watkins defende que à medida que um líder corporativo vai se firmando, ele deixa de construir sua carreira tijolo por tijolo, por meio de uma única função, e passa a ser responsável por criar a sustentação para o desenvolvimento da empresa, como um arquiteto projeta uma obra. Dessa forma, ele precisa entender como cada parte da companhia interfere no todo e desenvolver a maneira mais eficiente de colocá-las juntas ou fazer mudanças na estrutura sem danificar a base, o objetivo maior. Em caso de alterações, para não tomar as decisões erradas é necessário entender o motivo fundamental da mudança para depois agir. 

   


§  Do solucionador de problemas a quem define a agenda - De acordo com o professor, a capacidade de solucionar problemas pode contribuir bastante para que um profissional seja alçado ao posto de líder, mas, uma vez no topo, seu foco deve estar voltado para decidir o que a empresa deve ou não fazer. Definir a agenda de uma companhia envolve entender quais são as necessidades essenciais para ela e ter disciplina para direcionar os funcionários a cumprir o que é prioridade. Para fazer isso de maneira eficiente, Watkins recomenda que o líder tenha uma rede de conselheiros para ajudá-lo a testar ideias. O estudioso também diz que, sem perder o controle do que acontece internamente, é preciso estar muito atento ao meio externo (não só aos clientes e competidores, mas aos reguladores, à mídia e ao público em geral).


§  De guerreiro para diplomata - Mais do que brigar por espaço no mercado, gestores que estão no topo precisam saber como cooperar com seus competidores, aponta o especialista. Isso porque eles passam a ter relações mais próximas com governos, ONGs, mídia e investidores, por exemplo, e devem saber administrá-las. Assim, estariam passando de lutadores para mediadores. Ele defende que quanto mais alto é o posto, maior a necessidade de o líder ser político (no sentido de conciliador) para saber negociar com poderosos que podem ter egos muito fortes, por exemplo. Segundo Watkins, os CEOs mais bem-sucedidos gastam muito tempo em compreender como seus públicos se comportam ou como poderão reagir diante de uma decisão, desde os funcionários aos órgãos reguladores.





§  De coadjuvante para o papel central - Quando um profissional assume o cargo de presidente de uma empresa, ele passa a ser o centro das atenções. Suas opiniões e reações podem extrapolar o contexto original e pode mexer com todo o mercado. Ele passa a ser fonte de inspiração para outras pessoas e influencia, "para o bem ou para o mal", o comportamento de toda a organização. Por isso, de acordo com o professor, o líder precisa trabalhar o seu autocontrole e repensar o que fala e faz. Para isso, a ajuda de treinamentos (como os de mídia e comportamento) é bem-vinda, diz Watkins. O estudioso lembra que nem todos os líderes se sentirão confortáveis em todas as sete transições estudadas por ele. É natural, por exemplo, que um CEO seja um ótimo estrategista, mas precise desenvolver melhor a comunicação. O importante, segundo ele, é nunca deixar de aprender.











Fonte e Sítios Consultados

http://exame.abril.com.br
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