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Administração no Blog

Conteúdos Acadêmicos da Graduação em Administração e assuntos.

25 de setembro de 2016

Os Primórdios da Administração



Talvez muitos não saibam, mas os conceitos e as técnicas da Administração já são utilizados desde muito tempo, mesmo que de formas inconscientes, por exemplo, relata-se que Moisés utilizava alguns princípios da administração durante o Êxodo do Egito em 1250 a.Cisso contribuiu para ele desenvolver características de liderança. Afinal, o fato de viver os conhecimentos do povo egípcio só favoreceu na forma de lidar com o faraó no momento da libertação de seu povo, e na fixação por 40 anos numa região desértica desenvolvendo nela habilidades para enfrentar desafios futuros aparentemente difíceis de vencer. Moisés é apontado como um grande legislador do povo hebreu, um gênio militar e sem dúvida, um dos maiores lideres da história mundial.


       Vamos pensar um pouco, se já existiam alguns conceitos do pensamento administrativo, porque os pensamentos administrativos demoraram tanto tempo para se desenvolver? 


Existem várias razões para isso, vejamos algumas:

·        Em primeiro lugar, desde o tempo dos filósofos gregos até a Idade Média, e mesmo em um período mais moderno, as atividades comerciais ou industriais não eram aceitas como profissões respeitáveis.

·        Em segundo lugar, os primeiros economistas e cientistas políticos não se preocuparam com os aspectos empreendedores ou administrativos das empresas.

·  Em terceiro, os próprios administradores não ajudaram no desenvolvimento da administração, pois eles consideravam a sua profissão como uma arte e não uma ciência, explicando que princípios científicos não podem ser aplicados à administração, como o eram nas outras ciências.

·        Em quarto lugar, até quase o fim do século XIX, os negócios eram operados principalmente em bases pessoais e escala reduzida, com alguns proprietários e poucos sócios. Portando não havia incentivo para o desenvolvimento da teoria da administração.




As diversas influências na História da Administração:

Influência da Filosofia:

*    Sócrates (400 a.C. na Grécia) em sua discussão com ‘Nicomaquides’ expõe seu ponto de vista sobre a Administração como uma habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência. Também foi o primeiro a afirmar a Universalidade da Administração.

*    Platão (370 a.C. na Grécia) discípulo de Sócrates analisou os problemas políticos e sociais decorrentes do desenvolvimento social e cultural do povo grego. Em sua obra, a República, expõe a forma democrática de governo e de administração dos negócios públicos.

*    Aristóteles (300 a.C. Grécia) discípulo de Platão deu o impulso inicial à filosofia, Cosmologia, Nosologia, Metafísica, Lógica e Ciências naturais, abrindo as perspectivas do conhecimento humano. No livro Política, sobre a organização do Estado, distinguem as três formas de administração pública:

o   Monarquia ou governo de um só (que pode redundar em tirania);
o   Aristocracia ou governo de uma elite (que pode descambar para oligarquia);
o   Democracia ou governo do povo (que pode degenerar em anarquia).

*    Idade das Trevas - Período silencioso em produção e criatividade científico administrativo – Domínio católico romano até a reforma protestante e início da Renascença. (325 a 1520 d.C.)

*    Francis Bacon (1561-1626), filósofo e estadista inglês e fundador da Lógica Moderna baseada no método experimental e indutivo, mostra a preocupação prática de se separar experimentalmente o que é essencial do que é acidental ou acessório. Bacon antecipou-se ao princípio conhecido em Administração como princípio da prevalência do principal sobre o acessório.

*    René Descartes (1596-1650), filósofo, matemático e físico francês, considerado o fundador da Filosofia Moderna, criou as coordenadas cartesianas e deu impulso à Matemática e a Geometria da época. Na Filosofia, celebrizou-se pelo livro O Discurso do Método, no qual descreve seu método filosófico denominado “Método Cartesiano”. Sob sua influência outros filósofos aumentaram a abrangência na ordem e no controle do trabalho pelos princípios cartesianos.

*    Thomas Hobbes (1588-1679), filósofo político inglês, no livro Leviatã, assinala que o povo renuncia a seus direitos naturais em favor de um governo que, investido do poder a ele conferido, impõe a ordem, organiza a vida social e garante a paz, porém o mesmo (estado) ao crescer alcança as dimensões de um dinossauro, ameaçando a liberdade de todos.

*    Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) grande pensador e político; desenvolveu a teoria do Contrato Social. Contrato social é um acordo entre os membros de uma sociedade pelo qual reconhecem a autoridade igual sobre todos de um regime político, governante através de regras.

*    Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895), eles propõem uma teoria da origem econômica do Estado. O poder político e do Estado nada mais é do que o fruto da dominação econômica do homem pelo homem. No Manifesto Comunista, afirmam que a história da humanidade é uma história da luta de classes.


A influência da Organização da Igreja Católica:

A história relata que durante vários séculos, as normas administrativas e os princípios de organização pública foram se transferindo das instituições das instituições dos Estados (como Atenas e Roma) para as instituições da Igreja Católica - à medida que o cristianismo se espalhava e surgiam diferentes seitas, ela precisava definir com mais clareza sua missão, fins objetivos, diretrizes, regras e regulamentos, assim como sua hierarquia organizacional. Desenvolveu-se um relacionamento altamente centralizado de autoridade e responsabilidade. Entretanto o conflito entre a autoridade centralizada e descentralizada continua até hoje. Este ponto é um dos principais fatores de diferenciação das seitas cristãs; além do grau de imposição de diretrizes, procedimentos, doutrinas, regras e regulamentos.


A influência da Ética protestante (do trabalho)

Vários ministros protestantes, liderados por Martinho Lutero (Alemanha) e João Calvino (Inglaterra), começaram a desafiar algumas doutrinas católicas. Embora eles não fossem capitalistas, seus ensinamentos levaram a mudanças radicais – até no mundo dos negócios - Lutero e Calvino desenvolveram então, a crença de que “Deus ajuda a quem se ajuda”, o que passou a ser chamado de Ética Protestante ou Ética do Trabalho. Mais tarde, o sociólogo Max Weber afirma que a Ética Protestante teve grande impacto no desenvolvimento do capitalismo, pois liberou as pessoas do estigma de fazer negócios e de lidar com o comercio. Inúmeros corolários apareceram, apoiando a Ética Protestante, com, por exemplo: “Perda de tempo é um pecado mortal” e “Quem não quiser trabalhar, também não deve comer”.



A influência da Organização Militar

A organização militar influenciou o aparecimento das teorias da Administração - A organização linear. O princípio da unidade de comando. A Escala hierárquica. Como o crescimento das guerras, cresceu a necessidade de se delegar autoridade ara os níveis mais baixos da organização militar. Outra contribuição foi o princípio de direção, que preceitua que todo soldado deve saber perfeitamente o que se espera dele e aquilo que ele deve fazer. O general prussiano Karl von Clausewitz, é considerado o pai do pensamento estratégico. Clausewitz considerava a disciplina um requisito básico para uma boa organização. Para ele, a organização requer um cuidadoso planejamento, no qual as decisões devem ser científicas e não apenas intuitivas. O administrador deve aceitar a incerteza e planejar de maneira a minimizar seus efeitos.


A influência da Primeira Revolução Industrial

Depois da invenção da máquina a vapor por James Watt (1736-1819) e sua aplicação à produção, surgiu uma nova concepção de trabalho que modificou completamente a estrutura social e comercial da época, provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica, política e social que, em um lapso de um século, foram maiores do que as mudanças, ocorridas em todo o milênio anterior.


  Foram quatro fases até alcançar o século XIX e acelerar com ímpeto, vejamos:

1ª fase: Mecanização da indústria e da agricultura, em fins do século XVIII, com a máquina de fiar (Hargreaves – Inglaterra/1767), do tear hidráulico (Arkwright – Inglaterra/1769), do tear mecânico (Cartwright – Inglaterra/1785) e do descaroçador de algodão (Whitney – Inglaterra/1792). O descaroçador de algodão trabalhava mil libras de algodão, enquanto, no mesmo tempo, um escravo conseguia trabalhar apenas cinco libras.

2ª fase: Aplicação da força motriz à indústria. Com a aplicação do vapor às máquinas, iniciam-se grandes transformações nas oficinas (que se converteram em fábricas), nos transportes, nas comunicações e na agricultura.

3ª fase: O desenvolvimento do sistema fabril. Fábricas e usinas baseadas na divisão do trabalho. A migração de grandes massas das áreas agrícolas para as proximidades das fábricas. Urbanização.

4ª fase: Um espetacular aceleramento dos transportes e das comunicações. Navegação a vapor (1807). A locomotiva a vapor foi aperfeiçoada por Stephenson, surgindo à primeira estrada de ferro na Inglaterra (1825) e logo depois nos EUA (1829) e no Japão (1832). Graham Bell inventa o telefone (1876).



Influências da Segunda Revolução Industrial

Isso só ocorreu devido a três fatos importantes:
- O aparecimento do processo de fabricação do Aço (1856);
- O aperfeiçoamento do dínamo (1873) e
- A invenção do motor a combustão interna (1873).

As características da 2ª Revolução Industrial são as seguintes:

·        Substituição do ferro pelo aço como material industrial básico.
·        Substituição do vapor pela eletricidade e derivados do petróleo como fontes de energia.
·        Desenvolvimento da maquinaria automática e da especialização do trabalho.
·        Crescente domínio da indústria pela ciência.
·        Transformações radicais nos transportes e nas comunicações.
·        Desenvolvimento de novas formas de organização capitalista.
·        Expansão da industrialização desde a Europa até o Extremo Oriente.
·        Transferência da habilidade do artesão para a máquina.
·        Substituição da força do animal ou do músculo humano pela potencial da máquina a vapor e depois pelo motor elétrico, permitindo maior produção e economia.


A organização e a empresa moderna nasceram graças a vários fatores, como:

-  A ruptura das estruturas corporativas da Idade Média.

- O avanço tecnológico e a aplicação dos progressos científicos à produção, a descoberta de novas formas de energias e a enorme ampliação de mercados.

-  A substituição do tipo artesanal por um tipo industrial de produção.



A influência dos Economistas Liberais:

Foram as ideias básicas dos economistas clássicos liberais que serviram para constituir os fragmentos iniciais do pensamento administrativo de nossos dias. O novo sistema era baseado no conceito econômico francês da livre empresa. Adam Smith, um professor escocês de filosofia moral – e o primeiro economista do mundo – usou essa expressão em seu livro: “A Riqueza das Nações”, para enfatizar que o governo não deveria interferir no comércio. Ele achava que se os empresários tivessem liberdade de procurar seu próprio interesse, seriam guiados por uma “mão invisível” que os faria agir “no interesse da sociedade total”.  Smith reforçou a importância do planejamento e da organização dentro das funções da Administração. A partir da metade do século XIX, o liberalismo econômico começou a perder sua influência, enfraquecendo na medida em que o capitalismo se agigantou com o despontar dos Dupont, Rockefeller, Morgan, Krupp, etc.

O novo capitalismo se inicia com a produção em larga escala de grandes concentrações de maquinaria e de mão de obra, criando situações problemáticas de organização de trabalho, de concorrência econômica, de padrão de vida, etc.





Sabe-se que Karl Marx (filósofo, sociólogo, jornalista e revolucionário socialista, nascido na Prússia) com o seu conceito de “Mais valia” exerceu enorme influência tanto por sua obra como por sua intensa militância política. O Socialismo e o sindicalismo obrigaram o capitalismo no início do século XX a enveredar pelo caminho do aperfeiçoamento de todos os fatores de produção envolvidos e sua adequada remuneração. Dentro dessa situação, surgem os primeiros esforços nas empresas capitalistas para a implantação de métodos e processos de racionalização do trabalho, cujo estudo metódico e exposição teórica coincidiram com o início do século XX.


A influência dos Pioneiros e Empreendedores:

Os maiores negócios empresariais do início do século XIX, nos EUA, foram às estradas de ferro - antes de 1850, poucas empresas tinham uma estrutura administrativa que exigisse os serviços de um administrador em tempo integral, pois, em geral, as empresas industriais eram pequenas e familiares, exemplo: O presidente era o tesoureiro, o comprador ou o vendedor e atendia aos agentes comissionados. Se o negócio crescia, os agentes se tornavam sócios da firma, integrando produção e distribuição. Em 1871, a Inglaterra era a maior potencia econômica mundial. Em 1865, John D. Rockefeller fundou a Standard Oil, Carnegie funda o truste de aço, ultrapassando rapidamente a produção de toda a Inglaterra. Swift e Armour formam o truste das conservas. Guggenheim do cobre e Melo o truste do alumínio. Logo a seguir, teve o início a integração vertical nas empresas. Os “criadores de impérios” passaram a comprar e a integrar concorrentes, fornecedores ou distribuidores para garantir seus interesses.

Em1880, a Westinghouse e a General Eletric dominavam o ramo de bens duráveis e criaram organizações próprias de vendas com vendedores treinados, dando início ao que hoje denominamos “marketing”. Ambas assumiram a organização do tipo funcional que seria adotada pela maioria das empresas americanas, a saber:

-  Departamento de Produção para cuidar da manufatura de fábricas isoladas;

- Departamento de Vendas para administrar um sistema nacional de escritórios distritais;

-  Departamento Financeiro.

Por volta de 1889, o capital da Westinghouse Electric e da General Electric já ultrapassavam a marca dos 40 milhões de dólares em cada uma delas. (Nesse mesmo período o Brasil ainda estava livrando da Monarquia e das influências portuguesas para proclamar a República). Os grandes capitães de indústrias, como Rockefeller, Westinghouse Daimler e Bens, Henry Ford e outros – não tinham condições de sistematizar seus muitos negócios com eficiência em razão de serem empreendedores e não organizadores. Naquele momento da história, a organização era um desafio em fase da magnitude dos recursos que conseguiram reunir.

 Estava chegando à era da competição e da concorrência como decorrência de fatores como:

-  Desenvolvimento tecnológico, que proporcionou um crescente número de empresas e nações concorrendo nos mercados mundiais;
-  Livre comércio;
-  Mudança dos mercados vendedores para mercados compradores;
-  Aumento da capacidade de investimento de capital e elevação dos níveis de ponto de equilíbrio;
-  Rapidez do ritmo de mudança tecnológica que rapidamente torna obsoleto um produto ou reduz drasticamente seus custos de produção.

Sabendo que foram estes os fatores que propiciaram uma busca de bases científicas para a melhoria da prática empresarial e para o surgimento da teoria administrativa.

Veja mais um pouco sobre este tema.

Os PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO, versão 2


Nas universidades ensinam que a história da Administração é recente porque ela é um produto típico do século XX – isso em razão da Administração ter pouco mais de cem anos e constituir o resultado histórico e integrado da contribuição cumulativa de vários precursores como: filósofos, físicos, economistas, estadistas e empresários que, no decorrer dos tempos, foram cada qual em seu campo de atividades, desenvolvendo e divulgando suas obras e teorias.

Apesar dos progressos no conhecimento humano, a chamada Ciência da Administração somente surgiu no início do século XX. A TGA é uma área nova e recente do conhecimento humano. Para que ela surgisse foram necessários séculos de preparação e antecedentes históricos capazes de permitir e viabilizar as condições indispensáveis ao seu aparecimento. Uma das razões para tanto é que nos dias de hoje a sociedade pluralista de organizações, na qual a maior parte das obrigações sociais (como a produção de bens e serviços em geral) é confiada a organizações (como indústrias, universidades e escolas, hospitais, comércios, comunicações, serviços públicos, etc.) que precisam ser administradas para se tornarem mais eficientes e eficazes. Pouco antes, em meados do século XIX, a sociedade era completamente diferente.

As organizações eram poucas e pequenas e predominavam:

·        Pequenas oficinas,

·        Artesãos independentes,

·        Pequenas escolas e

·      Profissionais autônomos-como médicos, advogados e artistas que trabalhavam por conta própria – o lavrador, o armazém da esquina etc.

Apesar do trabalho sempre ter existido na história da humanidade, as organizações e sua administração formam um capítulo que teve seu início há pouco tempo.

Influência dos Filósofos:

 • Sócrates

 • Platão

• Aristóteles: livro- Política – três formas de administração pública: Monarquia, Aristocracia e Democracia.

• René Descartes: livro – O Discurso do Método – (método cartesiano)


Influência da Organização da Igreja Católica: Ao longo dos séculos, a Igreja Católica foi estruturando sua organização, sua hierarquia de autoridade, seu estado-maior e sua coordenação funcional. Hoje a igreja tem uma organização hierárquica simples e eficiente, podendo funcionar satisfatoriamente sob o comando de uma só cabeça executiva. De qualquer forma, a estrutura da organização eclesiástica serviu de modelo para muitas organizações que, ávidas de experiências bem sucedidas, passaram a incorporar uma infinidade de princípios e normas administrativas utilizadas na Igreja católica.


Influência da Organização Militar: A Organização Militar tem influenciado enormemente no desenvolvimento das teorias da Administração ao longo do tempo.


A escala hierárquica, ou seja, a escalas de níveis de comando de acordo com o grau de autoridade e responsabilidade correspondente é tipicamente um aspecto da organização militar utilizado em outras organizações.


Princípio da Unidade de Comando (pelo qual cada subordinado só pode ter um superior) – fundamental para a função da Direção.


Princípio da Direção


Influência da Revolução Industrial:


• 1780 a 1860- 1ª Revolução Industrial do carvão e do ferro:

1-   Mecanização da indústria e da agricultura.
2-   A aplicação da força motriz à indústria.
3-   O desenvolvimento do sistema fabril.
4-   Espetacular crescimento dos transportes e das comunicações.


• 1860 a 1914: 2ª Revolução Industrial ou do aço e da eletricidade:

1-   Substituição do fero pelo aço.
2-   Substituição do vapor pela eletricidade.
3-   Especialização do trabalhador.
4-   Crescente domínio da indústria pela ciência.
5-   Transformação radical nos transportes e nas comunicações.
6-   Desenvolvimento de novas formas de organização capitalista.
7-   Expansão da industrialização.
















Fonte e Sítios Consultados

www.novosolhos.com.br

http://www.ceap.br





22 de setembro de 2016

Sociologia – discussão critica da sociedade Capitalista





Iremos falar agora de quem também viu a consolidação da sociedade capitalista e fez uma forte crítica a ela. O alemão, filósofo e economista Karl Marx (1818–1883), foi um dos responsáveis, se não o maior deles, em promover uma discussão crítica da sociedade capitalista que se consolidava, bem como da origem dos problemas sociais que este tipo de organização social originou.

E veja, também, que interessante. Para ele “a história de todas as sociedades tem sido a história da luta de classes”.

Mas como assim, lutas de classe? Quais são elas?

Nas sociedades de tipo capitalista a forma principal de conflito ocorre entre suas duas classes sociais fundamentais: a burguesia versus o proletariado. Segundo Marx, a burguesia foi tendo acesso, a partir da atividade comercial à posse dos meios de produção, enriqueceu e também passou a fazer parte daqueles que controlavam o aparelho estatal, o que acabou, por fim funcionando, principalmente como uma espécie de “escritório burguês”. Com esse acesso ao poder do aparelho estatal, a burguesia foi capaz de usar sua influência sobre ele para ir criando leis que protegessem a propriedade privada (particular), condição indispensável para sua sobrevivência, além de usar o Estado para facilitar a difusão de sua ideologia de classe, isto é, os seus valores de interpretação do mundo.

Enquanto isso, a classe assalariada (os proletários), sem os meios de produção e em desvantagem na capacidade de influência política na sociedade, transforma-se em parte fundamental no enriquecimento da burguesia, pois oferecia mão-de-obra para as fábricas, (as novas unidades de produção do mundo moderno).

Marx se empenhava em produzir escritos que ajudassem a classe proletária a organizar-se e assim sair de sua condição de alienação.

Alienado, segundo Marx, seria o homem que não tem controle sobre o seu próprio trabalho, em termos de tempo e em termos daquilo que é produzido, coisa que o capitalismo faz em larga escala, pois o tempo do trabalhador e o produto (a mercadoria) pertencem à burguesia, bem como a maior parte da riqueza gerada por meio do trabalho.

O objetivo do sistema capitalista, como modo de produção, é justamente a ampliação e a acumulação de riquezas nas mãos dos proprietários dos meios de produção. Mas de onde sai essa riqueza? Marx diria que é do trabalho do trabalhador.

Veja um exemplo. Quantos sofás por mês um trabalhador pode fazer? Vamos imaginar que sejam 15 sofás, os quais multiplicados a um preço de venda de R$ 300,00 daria o total de R$ 4.500,00.

E quanto ganha um trabalhador numa fábrica? Imagine que seja uns R$ 1.000,00, para sermos mais ou menos generosos.

Bem, os R$ 4.500,00 da venda dos sofás, menos o valor do salário do trabalhador, menos a matéria-prima e impostos (imaginemos R$ 1.000,00) resulta na acumulação de R$ 2.500,00 para o dono da fábrica.

Esse lucro Marx chama de mais-valia, pois é um excedente que sai da força de cada trabalhador. Veja, se os meios de produção pertencessem a ele, o seu salário seria de R$ 3.500,00 e não apenas R$ 1.000,00.

Então podemos dizer que o trabalhador está sendo roubado? Não podemos dizer isso, pois o que aqui exemplificamos é consequência da existência da propriedade privada e de os meios de produção nas mãos de uma classe, a burguesia.


                                                                             O alemão Karl Marx

Para entender a sociedade, por Marx

Devemos partir do entendimento de que as coisas materiais fazem a sociedade acontecer. De outra maneira, seria dizer que tudo o que acontece na sociedade tem ligação com a economia e que ela se transforma na mesma medida em que as formas de produção também se transformam. Por exemplo, com a consolidação do sistema capitalista, toda a sociedade teve que organizar-se de acordo com os novos moldes econômicos.

Marx também via o homem como aquele que pode transformar a sociedade fazendo sua história, mas enfatiza que nem sempre ele o faz como deseja, pois as heranças da estrutura social influenciam-no. Assim sendo, não é unicamente o homem quem faz a história da sociedade, pois a história da sociedade também constrói o homem, numa relação recíproca.

Vamos tentar explicar melhor. As condições em que se encontram a sociedade vão dizer até que ponto o homem pode construir a sua história. Por essa lógica podemos pensar que a classe dominante, a burguesia, tem maiores oportunidades de fazer sua história como deseja, pois tem o poder econômico e político nas mãos, ao contrário da classe proletária que, por causa da estrutura social, está desprovida de meios para tal transformação.  Para modificar essa situação somente por intermédio de uma revolução, pois assim a classe trabalhadora pode assumir o controle dos meios de produção e tomar o poder político e econômico da burguesia.

Finalizamos com este pensamento de Marx, para ele a classe trabalhadora deveria organizar-se politicamente, isto é, conscientizar-se de sua condição de explorada e dominada por meio do trabalho e transformar a sociedade capitalista em socialista por intermédio da revolução.











Fonte e Sítios Consultados

www.convenio.cursoanglo.com.br


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