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3 de maio de 2016

O ponto da virada, o livro





O livro “O ponto da virada” de Malcolm Gladwell pretende responder uma importante questão: Qual seria a razão de alguns comportamentos, produtos ou ideias se espalharem como epidemias e outros não? Seria possível controlar intencionalmente tais processos? Na busca dessa resposta o autor Malcolm Gladwell, partiu da seguinte ideia: a melhor maneira de compreender o fluxo e refluxo das tendências sociais é pensá-las como epidemias – isso porque as ideias, os produtos, as mensagens e alguns comportamentos se espalham como uma espécie de vírus.

Antes de iniciarmos é preciso saber que esse livro pretende demonstrar a maneira dos seres humanos agirem e como eles são – sabendo que isso não depende apenas dos genes, e sim, de uma influência do meio que vivem e da personalidade das outras pessoas ao redor. De acordo com o autor é graças a isso que se propagam os fenômenos que conhecemos como epidemias sociais. O título do livro, o ponto da virada, é justamente o momento em que pequenas mudanças entram em ebulição, fazendo com que uma tendência ou um comportamento dê uma guinada e se alastre (ou se acabe).

Vamos saber um pouco mais sobre o autor Malcolm Gladwell - ele é colunista do jornal The New Yorker e escreveu três livros que alcançaram um grande sucesso de vendas: The tipping point (O ponto da virada), Blink (A decisão num piscar de olhos) e Outliers (Fora de série).

Para provocar uma transformação profunda nas crenças e no comportamento das pessoas – uma Transformação Social e Política – é necessário criar em torno delas uma comunidade em que esses valores possam ser praticados, manifestados e nutridos. O mundo, por mais que queiramos, não corresponde àquilo que nossa intuição nos diz. As pessoas que têm sucesso na criação de uma epidemia social testam sua forma de ver as coisas e a adaptam para que a inovação possa se assimilada e disseminada.

Sofremos uma influência extrema do meio em que vivemos e da personalidade e do comportamento das pessoas que nos cercam. Nossas convicções mais íntimas e o verdadeiro conteúdo dos nossos pensamentos são menos importantes na orientação de nossas ações do que o contexto imediato em que se dá nosso comportamento. Ponto da Virada é justamente o momento em que pequenas mudanças entram em ebulição, fazendo com que uma tendência ou um comportamento dê uma guinada e se alastre. Ou se acabe.

Alcançar o Ponto da Virada é tentar mudar nosso público em algum aspecto, pequeno, porém, crítico: pretendemos contaminá-lo, arrebatá-lo com nossa epidemia, fazer com que ele passe da hostilidade para a aceitação.

Três “agentes de mudança” explicam o processo de contágio que origina uma epidemia: 

A Regra dos Eleitos – essa regra explica como algumas pessoas com características particulares (sociabilidade, entusiasmo, energia, conhecimento e influência) são capazes de transmitir ou espalhar uma novidade, criando uma tendência.

O Fator de Fixação - A era da informação criou um problema de Fixação. O Fator de Fixação explica como uma mensagem pode conter elementos inovadores, é, também, aquela característica da mensagem que a torna memorável e inesquecível, ampliando a intensidade do seu impacto. Nas epidemias, o mensageiro é fundamental: é ele que faz alguma coisa se disseminar. Porém, o conteúdo da mensagem também é importante. E o aspecto específico necessário ao seu sucesso é a ‘fixação’. As ideias precisam ter a capacidade de se manter em nossa memória e nos fazer agir. A mensagem deve ser algo tão simples de lembrar que, de fato, consiga promover uma mudança. Deve ser capaz de estimular alguém a agir. A técnica agressiva aterrorizando as pessoas na maioria das vezes não funciona. O impacto que causamos em alguém está na qualidade inerente das ideias que apresentamos. A dificuldade não é fazer a mensagem chegar ao destinatário. É conseguir que ele pare, leia, lembre-se dela e aja.

Poder do Contexto – essa regra explica como as pessoas são profundamente influenciadas pelo ambiente, o que também contribui para a criação de tendências. O Poder do Contexto é a constatação de que as epidemias são sensíveis às condições e circunstâncias do tempo e do lugar em que ocorrem. O comportamento é uma função do contexto social, mas há momentos, lugares, e condições que grande parte da influência do contexto pode ser anulada.

A Regra dos Efeitos diz que existem pessoas que são excepcionais e capazes de iniciar epidemias - Basta encontrá-las - a lição sobre fixação é a mesma. Há uma forma simples de embalar uma informação que, nas circunstanciais certas, torna-se irresistível – basta descobri-la. Segundo a Regra dos Eleitos, as epidemias são geradas por “pessoas dotadas de um conjunto raro e particular de talentos sociais.” Essas pessoas podem ser classificadas como: “Comunicadores, Experts e Vendedores”.

Os Comunicadores são aqueles “com um talento especial para reunir pessoas” ou “com um talento extraordinário para fazer amigos e conhecidos.” A importância dos Comunicadores não está apenas na quantidade de pessoas que conhecem, mas também na diversidade. Para o autor, “a capacidade de circular entre muitas áreas tem origem em algo intrínseco à sua personalidade – uma combinação de curiosidade, autoconfiança, sociabilidade e energia.” Acolhendo o conceito do sociólogo Mark Granovetter sobre “a força dos laços fracos”, onde se afirma que a melhor maneira de entrar em algum lugar é por meio de um contato pessoal, os Comunicadores tornam-se socialmente poderosos e valiosos porque têm muitos conhecidos em lugares diversos, o que amplia suas oportunidades de acesso a mundos, lugares e ambientes aos quais não pertencem.

Assim como os Comunicadores são especialistas em gente, os Experts são especialistas em informações. O Expert é o que acumula conhecimento. Porém, “não são colecionadores passivos de informações.” É aquele tipo de gente que quando descobre uma novidade valiosa, quer difundi-la para que todos tirem proveito. Os Experts têm o conhecimento e as habilidades sociais para iniciar epidemias de propaganda boca a boca. O que os distingue, porém, não é tanto o que sabem, mas como passam adiante o que conhecem. O fato de os Experts quererem ajudar simplesmente porque gostam de fazer isso acaba sendo uma excelente maneira de chamar a atenção dos outros.

Entretanto, a preocupação dos Experts é apenas a de passar adiante uma informação relevante. Eles não estão preocupados em ser convincentes, em persuadir. Numa epidemia social, os Experts são uma espécie de bancos de dados. Eles fornecem a mensagem. Os Comunicadores são a cola social: eles a espalham. Entretanto, existe também um conjunto seleto de indivíduos – os Vendedores – estes são capazes de nos convencer quando não acreditamos no que estamos ouvindo.

Encerramos este com o autor se aprofundando em cada trecho teórico com a citação de exemplos e as aplicações do que propõe. É recomendável essa leitura, principalmente para quem analisa e pretende estudar os fenômenos sociais na web – afinal, a grande maioria dos conceitos que ele propõe é totalmente aplicável para entendermos diversos aspectos da internet, principalmente a questão da ‘viralização’ de conteúdo.


Fonte e Sítios Consultados

http://www.midializado.com.br

http://tercodatranformacao.blogspot.com.br




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