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26 de setembro de 2017

e-Business e o e-Commerce - suas características





e-Business e suas características

 Aplicativos de e-Business - Este item explora o mundo de rápidas mudanças das aplicações de tecnologia da informação em e-business e de e-commerce. O e-Business é o uso da Internet, de outras redes e das tecnologias de informação no apoio ao comércio eletrônico, à comunicação e colaboração entre empresas e aos processos de negócios de atuação na web, tanto nas conexões internas da empresa como naquelas com seus clientes e parceiros de negócios.

Distinção entre e-commerce e e-business:

·        e-Commerce é definido como a compra e a venda por meios digitais.

·        e-Business abrange o e-commerce, mas inclui ainda tanto as aplicações de front-office como as de back-office que compõem a máquina empresarial moderna. A e-Business redefine os velhos modelos empresariais, com a ajuda da tecnologia, para maximizar o valor do cliente.


Sistemas Empresariais Interfuncionais - Muitas organizações estão utilizando a tecnologia da informação para o desenvolvimento de sistemas empresariais interfuncionais que transpõem os limites tradicionais das funções organizacionais a fim de reestruturar e melhorar os processos de negócios vitais de toda a empresa. Tais organizações encaram os sistemas interfuncionais como um método estratégico de utilização da TI para compartilhar recursos de informação e melhorar a eficiência e a eficácia de processos de negócios, auxiliando, assim, uma e-business a atingir seus objetivos estratégicos.

     Os sistemas de informação geralmente são compostos por combinações integradas de sistemas empresariais interfuncionais. Tais sistemas apoiam processos empresariais, tais como:

·        Desenvolvimento do Produto
·        Produção
·        Distribuição
·        Gerenciamento de pedidos
·        Apoio ao cliente



o  Planejamento de Recursos Empresariais (ERP)

Planejamento de recursos empresariais (ERP) é um sistema interfuncional que atua como uma estrutura para integrar e automatizar muitos dos processos de negócios que devem ser realizados pelas funções de produção, logística, distribuição, contabilidade, finanças e de recursos humanos de uma empresa. As características dos softwares de ERP incluem:

·        O software de ERP é parte de uma família de módulos de software que apoia as atividades empresariais envolvidas em processos de back-office vitais.

·        O ERP é concebido como um ingrediente, essencial à eficiência, agilidade, e responsabilidade para com clientes e fornecedores, que uma empresa de e‑business precisa ter para conseguir êxito no mundo dinâmico do e‑commerce.


O valor para os negócios do software de ERP - O ERP cria uma estrutura para integrar e aperfeiçoar seus sistemas internos de escritório, responsável por importantes melhorias no atendimento ao consumidor, na produção e na eficiência da distribuição.

·  O ERP fornece rapidamente informação interfuncional vital sobre o desempenho da empresa para que os gerentes melhorem significativamente sua capacidade para tomar as melhores decisões pela empresa em todas as suas atividades.

 



Gerenciamento do Relacionamento com o Cliente (CRM)

·        Custa seis vezes mais vender a um novo cliente que a um cliente antigo.
·  Normalmente, um cliente insatisfeito com a empresa contará suaexperiência para oito a dez pessoas.
·   Uma companhia pode aumentar seus lucros em 85% aumentando sua retenção anual de clientes em apenas 5%.
·      As chances de vender um produto a um novo cliente são de 15%, enquanto as chances de vender a um cliente existente são de 50%.
·    70% dos clientes insatisfeitos farão novamente negócios com a empresa, caso ela corrija seu erro rapidamente.
·    Mais de 90% das companhias existentes não possuem a integração entre vendas e serviços, necessária no suporte ao e-commerce.


Gerenciamento do Relacionamento com o Cliente

·   O CRM é descrito como uma aplicação interfuncional de e-business que integram e automatizam muitos processos de atendimento ao cliente em vendas, marketing direto, contabilidade e gerenciamento de pedidos, e atendimento e suporte ao cliente.

·  Os sistemas de CRM criam uma estrutura de TI que integra todos os processos funcionais com o restante das operações de negócios de uma empresa.


·     Os sistemas de CRM consistem numa família de módulos de software que executam as atividades empresariais envolvidas nos procedimentos de contato com o público.

·   O software de CRM fornece as ferramentas que permitem que uma empresa e seus funcionários prestem rapidamente um serviço acessível, seguro e uniforme a seus clientes.


Os programas de CRM geralmente englobam

·   Vendas. O software de CRM acompanha os contatos com os clientes e outras empresas e eventos do ciclo de formação de clientes por vendas cruzadas e aumentos nas vendas.

·   Marketing Direto e Satisfação. O software de CRM pode automatizar tarefas como qualificação de contatos, controle de reações, programação de contatos de vendas e fornecimento de informações para clientes atuais e potenciais.

·   Atendimento e suporte ao consumidor. O CRM ajuda rapidamente os gerentes de atendimento a criar, programar e administrar solicitações de serviço. O softwareHelp-desk ajuda os representantes de atendimento ao consumidor a auxiliar os clientes com problemas com um produto ou serviço, fornecendo dados e sugestões para solucioná-los.


Exemplos de vantagens do gerenciamento do relacionamento com o cliente para os negócios incluem:

·  O CRM permite que uma empresa identifique e escolha seus melhores clientes — os mais lucrativos para a empresapara poder mantê-los como clientes duradouros de serviços maiores e mais lucrativos.

·    O CRM possibilita personalização em tempo real de produtos e serviços com base em desejos, necessidades, hábitos de compra e etapas de desenvolvimento do cliente.

·   O CRM pode manter acompanhamento dos contatos do cliente com a empresa independentemente do meio utilizado.

·     O CRM possibilita que uma companhia desenvolva uma relação consistente com o cliente, além de serviço e suporte superiores em todos os contatos que o cliente tenha com ela.

 



Integração das Aplicações da Empresa


     Muitas companhias abandonaram seus sistemas legados e compostos por mainframes devido a aplicações interfuncionais integradas. Isso geralmente envolve a instalação de:

·        Software de planejamento de recursos empresariais
·        Software de gerenciamento da cadeia de suprimentos (SCM)
·        Software de gerenciamento do relacionamento com o cliente (CRM)

          Esses softwares de aplicações empresariais interfuncionais estão focados no suporte a grupos integrados de processos empresariais envolvidos nas operações de uma empresa.

          O software de Integração das aplicações da empresa (EAI), que possibilita a interconexão desses grupamentos de aplicações, está se tornando disponível. O software EAI:

·  Permite aos usuários moldar os processos de negócios envolvidos nas interações que devem ocorrer entre as aplicações das empresas.

·     Propicia middleware que executa a coordenação e a conversão de dados, a comunicação de aplicações e serviços de mensagens, e acesso às interfaces de aplicações envolvidas.

·     Integram diversos conjuntos de aplicações das empresas, permitindo a troca de dados de acordo com regras derivadas dos modelos de processos de negócios desenvolvidos pelos usuários.

·  Integrar aplicações de uma e-business, próximas (front-office) e distantes (back office) do público, de forma que funcionem de forma coerente e integrada. Essa é uma capacidade vital que oferece um valor evidente ao negócio de um empreendimento de e-business que deve reagir rápida e eficazmente a eventos de negócios e a demandas de clientes.



Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos

     O gerenciamento da cadeia de suprimentos (SCM) é um conceito de administração que integra o gerenciamento dos processos da cadeia de suprimentos. Muitas companhias, em suas iniciativas de e-business, estão convertendo o SCM num objetivo estratégico de proa. Isso é um requisito indispensável se elas desejarem atender às exigências de valor de seus clientes de e-commerce. As companhias estão reestruturando os processos de sua cadeia de suprimentos, apoiadas em tecnologias da Internet e em software de gerenciamento da cadeia de suprimentos. Os objetivos do gerenciamento da cadeia de suprimentos são:

·        Dar ao cliente o que ele deseja
·        Dar ao cliente o que ele desejar e onde ele desejar
·  Dar aos clientes o que eles desejam, onde desejam e pelo menor custo possível.


A meta do SCM é:
·        Reduzir custos
·        Aumentar a eficiência
·        Ampliar os lucros
·        Melhorar os tempos de ciclos da cadeia de suprimentos
·        Melhorar o desempenho nos relacionamentos com clientes e fornecedores
·        Desenvolver serviços de valor adicionado que dão a uma companhia uma vantagem competitiva.


     De acordo com o Advanced Management Council, o gerenciamento da cadeia de suprimentos possui três objetivos empresariais:

·        Obter o produto certo no lugar certo pelo menor custo.

·      Manter o menor estoque possível e também oferecer melhor atendimento ao cliente.

· Reduz o tempo. O gerenciamento da cadeia de suprimentos procura simplificar e acelerar as operações que se relacionam com a forma como os pedidos do cliente são processados pelo sistema até serem atendidos, e também com a forma de as matérias-primas serem adquiridas e entregues pelos processos de fabricação.




Processamento de Transações On-line


     Os sistemas de processamento de transações on-line desempenham um papel estratégico no comércio eletrônico.

·        Muitas empresas estão utilizando Internet, Extranets e outras redes que as conectam eletronicamente aos seus clientes ou fornecedores para o processamento de transações on-line (OLTP).

·        Esses sistemas em tempo real, que captam e processam imediatamente as transações, podem ajudá-las a fornecer um atendimento superior aos clientes e outros parceiros comerciais.

·        Tais sistemas agregam valor aos produtos e serviços de uma companhia, dando-lhes, assim, uma forma importante de diferenciação em relação a seus concorrentes.



e-Commerce - O comércio eletrônico é mais do que a mera compra e venda de produtos on-line. Em lugar disso, ele engloba o processo on-line inteiro de desenvolvimento, marketing, venda, entrega, atendimento e pagamento por produtos e serviços comprados por companhias virtuais de clientes conectadas à rede, com o apoio de uma rede mundial de parceiros comerciais.

Os sistemas de comércio eletrônico se valem de recursos da Internet, Intranets, Extranets e outras redes de computadores. O comércio eletrônico pode incluir:

·     Processos de marketing interativo, pedidos e pagamento na Rede Mundial de Computadores.

·  Acesso por Extranet a bancos de dados de estoque pelos clientes e fornecedores.

·       Acesso por Intranet a cadastros de clientes por representantes de vendas e atendimento ao consumidor.

·   Envolvimento no desenvolvimento de produtos via grupos de notícias na Internet e trocas de e-mail.



Escopo do e-Commerce


     Companhias envolvidas no e-Commerce – quer como compradoras quer como vendedoras – dependem de tecnologias baseadas na Internet e de aplicações e serviços de e-commerce para realizar o marketing, a exposição, o processamento das transações e os processos de atendimento ao cliente e manutenção do produto

    A Internet, Intranets e Extranets fornecem links vitais de comércio eletrônico entre os componentes de uma empresa e seus clientes, fornecedores e outros parceiros comerciais. Isto permite que as empresas se dediquem a três categorias básicas de aplicações de comércio eletrônico:

·        E-commerce de empresa-a-consumidor (B2C):
Nesta forma de e-commerce, as empresas devem desenvolver praças de mercado eletrônico atraentes para seduzir seus consumidores e vender produtos a eles. As companhias podem oferecer:

·        websites de e-commerce que apresentem fachadas de lojas virtuais e catálogos multimídia
·        processamento interativo de pedidos
·        sistemas seguros de pagamento eletrônico
·        suporte on-line ao cliente




·        E-commerce de empresa-a-empresa (B2B)
Esta categoria de e-commerce envolve mercados eletrônicos e ligações diretas de mercado entre empresas. As companhias podem oferecer:

·        Websites seguros de e-commerce na Internet ou em Extranets para seus clientes e fornecedores
·        Intercâmbio eletrônico de dados (EDI) pela Internet ou Extranets para trocas de documentos de e-commerce de computador-a-computador com seus maiores clientes e fornecedores
·    Portais de e-commerce B2B que oferecem leilões e mercados de troca para as empresas


·        E-commerce de consumidor-a-consumidor (C2C):

Os sucessos de leilões on-line como os da e-Bay, permitem que os consumidores (e as empresas) comprem e vendam em forma de leilão, num website de leilões

·    Os leilões on-line para empresas ou consumidores constituem uma importante alternativa de e-commerce de tipo empresa-a-consumidor ou de empresa-a-empresa.

·    A propaganda pessoal eletrônica de produtos ou serviços para a compra ou venda por consumidores em sites de jornais eletrônicos, portais de e-commerce de consumidores, ou websites pessoais também é uma forma importante de e-commerce de consumidor‑a‑consumidor


Tecnologias de Comércio Eletrônico

As tecnologias de comércio eletrônico incluem:

·       Tecnologias da informação
·       Tecnologias das telecomunicações
·       Tecnologias da Internet



Processo Básico de e-Commerce

     As nove categorias essenciais de processos de e-commerce requeridas para a operação ou gerenciamento bem-sucedido das atividades de e-commerce consistem em:

·        Controle de acesso e segurança
·        ‘Perfilamento’ e personalização
·        Gerenciamento de busca
·        Gerenciamento de conteúdo
·        Administração de projeto
·        Pagamento
·        Gerenciamento do fluxo de trabalho
·        Notificação
·        Colaboração e comércio


Controle de acesso e segurança

          Os processos de e-commerce devem estabelecer confiança mútua e acesso seguro entre as partes numa transação de e-commerce, por meio da autenticação dos usuários, autorização de acesso e reforço das características de segurança.



Perfilando e Personalizando

     Os processos de criação de perfis recolhem dados sobre um indivíduo, seu comportamento e suas escolhas no website e criam perfis eletrônicos de suas características e preferências. Os perfis de usuários são desenvolvidos utilizando ferramentas de criação de perfis como o registro do usuário, os arquivos de cookies, os softwares de acompanhamento do comportamento no website, e o feedback do usuário.


Gerenciamento de Busca

          Processos de busca eficientes e eficazes propiciam uma capacidade superior de e-commerce ao website que auxilia os clientes a encontrarem o produto ou serviço específico que desejam examinar ou comprar.


Gerenciamento de Conteúdo e Catálogo

          O software de gerenciamento de conteúdo auxilia as empresas de e‑commerce a desenvolver, criar, entregar, atualizar e arquivar dados de texto e informações de multimídia em websites de e-commerce. Comumente o conteúdo de e-commerce assume a forma de catálogos multimídia de informação do produto. Criar e controlar o conteúdo do catálogo é um importante subconjunto do gerenciamento de conteúdo.

          O gerenciamento de catálogo e conteúdo pode ser ampliado para incluir processos de configuração de produto que apoia o autosserviço de clientes on-line e a personalização em massa dos produtos de uma empresa. O software de configuração auxilia os clientes na web a selecionarem o melhor conjunto possível de características do produto que podem fazer parte de um produto acabado.


Administração do Fluxo de Trabalho (Workflow)

          Os sistemas de fluxo de trabalho de e-business ajudam os funcionários a colaborarem eletronicamente para realizar tarefas estruturadas de trabalho, existentes nos processos de negócios que dependem de conhecimentos. O controle do fluxo de trabalho em e-business e em e‑commerce depende de uma rotina de software de fluxo de trabalho que contém modelos de software dos processos de negócios a serem realizados. O modelo de fluxo de trabalho representa os conjuntos predefinidos de regras de negócios, os papéis dos acionistas, os requisitos de autorização, as alternativas de rumos, os bancos de dados utilizados e a sequência de tarefas necessárias para cada processo de e-commerce.


Notificação do Evento

          A maioria das aplicações de e-commerce é formada por sistemas dirigidos ao evento que respondem a uma grande variedade de eventos. Os processos de notificação de evento desempenham um importante papel nos sistemas de e-commerce, uma vez que clientes, fornecedores, funcionários e outros parceiros de negócios da empresa devem ser notificados sobre todos os eventos que possam afetar sua situação numa transação.


Colaboração e comércio

          Essa categoria dos processos de e-commerce abrange aqueles que apoiam os arranjos de colaboração e os serviços de comércio de que os clientes, fornecedores e outros parceiros de negócios da empresa precisam para efetuar transações de e-commerce.



Tendências das Aplicações de e-commerce

O e-commerce está mudando a forma como as empresas fazem negócios tanto interna como externamente com seus clientes, fornecedores e outros parceiros de negócios. A forma como as empresas aplicam o e-commerce a seus negócios também está sujeita a mudar à medida que seus gerentes deparam-se com uma variedade de alternativas.


Tendências do e-Commerce

·  O e-commerce B2C transformou-se da mera oferta de informações multimídia da companhia (brochureware), à oferta de serviços de e‑commerce em sites de lojas na web com catálogos eletrônicos e vendas on-line.

·        Capacidades de marketing interativo têm sido adicionadas para dar suporte a uma experiência personalizada de e-commerce, e uma loja inteiramente integrada à web dá suporte completo às muitas experiências de compras de clientes.

·        O e-commerce B2C está se transformando num modelo de autosserviço no qual os clientes configuram e personalizam os produtos e serviços que desejam comprar.

·        O e-commerce B2B começou com o apoio do website de autosserviço do cliente de negócios e está se transformando em sistemas de abastecimento por Extranets e Intranets.

·  Os participantes do e-commerce B2B foram os primeiros usuários de Extranets a conectar-se com parceiros de comércio e, agora, em grande maioria se encaminham ao uso de portais de e-commerce que oferecem mercados de leilões e de trocas para clientes de negócios de um ou de diversos setores.



E-commerce do tipo Empresa-a-Consumidor (B2C)

     O comércio eletrônico na Internet entre empresas e consumidores está acelerando a influência da tecnologia de informações sobre o comportamento do consumidor, processos de negócios e mercados


Fatores do Sucesso no e-Commerce

     Um fato básico do varejo na Internet (e-tailing) é que todos os websites varejistas são criados de modo igual no que tange ao imperativo localização para seu sucesso em vendas. Nenhum site está mais próximo de seus clientes, pois os concorrentes oferecem bens e serviços similares situados a um clique além. Isso faz com que o encontro de formas de melhorar a satisfação do cliente, sua fidelidade e o relacionamento com ele seja vital para as empresas, a fim de manterem os clientes retornando a suas lojas na web. A chave para o sucesso no varejo eletrônico é aperfeiçoar fatores como:

·        Seleção e valor
·        Desempenho e eficiência no atendimento
·        Aparência e impressão do site
·        Propaganda e incentivos à compra
·        Atenção pessoal
·        Relações comunitárias
·        Segurança e confiabilidade


Necessidades de uma Loja Virtual

     A maioria dos empreendimentos de e-commerce do tipo empresa-a-consumidor (B2C) assume a forma de sites de empresas varejistas na WWW. O foco principal dos varejistas eletrônicos é desenvolver, operar e administrar seus websites a fim de se tornarem destinos prioritários para consumidores que repetidamente prefiram visitá-los para adquirir produtos e serviços.


Desenvolvendo uma Loja Virtual


A fim de lançar sua própria loja de varejo na Internet, você deve:

·   Construir um website de e-commerce. Muitas empresas utilizam ferramentas (softwares) simples para projetar websites e também modelos pré-projetados fornecidos pelo website que as patrocina para construir sua loja de varejo na web. Empresas maiores podem utilizar seus próprios desenvolvedores de softwares ou contratar uma empreiteira externa de desenvolvimento de websites para construir um site de e-commerce com projeto personalizado.

·  Desenvolver seu website como uma empresa varejista da web, aplicando marketing de diversas formas para atrair visitantes e os transformar em clientes fiéis de seu site.


Atendendo Seus Clientes

     Uma vez que sua loja de varejo esteja na web e recebendo visitantes, o website deve ajudá-lo a acolhê-los e atendê-los de forma personalizada e eficiente a fim de que se tornem clientes leais. A maioria dos varejistas eletrônicos utilizam várias ferramentas de website para criar perfis de usuário, arquivos de cliente, páginas da ‘webs pessoais’ e promoções que lhes permitam desenvolver um relacionamento de um-para-um com seus clientes. Isso pode ser feito por meio da:

·        Criação de incentivos que estimulem os visitantes ao registro.

·        Desenvolvimento de arquivos cookies para identificar automaticamente os visitantes que retornam.

·        Contratação de empresas de acompanhamento de websites por softwares que registram e analisam automaticamente os detalhes do comportamento e das preferências dos compradores no website.

·   Certeza de que seu website tenha a aparência e a impressão de uma atraente, amigável e eficiente loja da web.

 


Administrando uma Loja Virtual


     Uma loja de varejo na web deve ser administrada como uma empresa e como um website, e a maioria das empresas que as hospedam oferecem softwares e serviços para ajudá-lo a fazer exatamente isso. Por exemplo, – os provedores de serviço podem oferecer a seus clientes:

· Uma variedade de relatórios de controle que registram e analisam o movimento da loja virtual, o estoque e os totais de vendas

·  Relações de clientes para e-mail e promoções de páginas da Web, ou funcionalidades de gerenciamento do relacionamento com o cliente para ajudá-lo na retenção de seus clientes. Alguns softwares de e-commerce incluem links para baixar dados de vendas e do estoque para os pacotes de contabilidade.

·        Funcionamento durante 24 horas por dia, diariamente.

·        Proteção de criptografia e senhas nas transações da loja e nos registros de clientes e emprego de firewalls e monitores de segurança para repelir ataques de hackers e outras ameaças à segurança.

·        24 horas de suporte diário a seus problemas técnicos



E-commerce do tipo Empresa-a-empresa

     O e-commerce do tipo B2B é o lado atacadista e de suprimentos do processo comercial, no qual as empresas compram, vendem, ou comercializam com outras empresas. O e-commerce do tipo B2B depende de muitas tecnologias de informação, a maioria das quais implementadas em websites de e-commerce na Internet, Intranets e Extranets corporativas.

Podem ser exemplos de aplicações de tipo B2B:
·        Sistemas de catálogo eletrônico
·        Sistemas de trocas eletrônicas como portais de leilão e intercâmbio
·        Intercâmbio eletrônico de dados
·        Transferências eletrônicas de fundos

          Muitas empresas estão integrando seus sistemas de e-commerce a seus sistemas de e-business para gerenciamento da cadeia de suprimentos, de gerenciamento do relacionamento como o cliente, e de processamento de transações on-line, e ainda a seus sistemas tradicionais, ou legados, de contabilidade informatizada e de informação corporativa. Isso garante que todas as atividades de comércio eletrônico sejam integradas com os processos de e-business e tenham o suporte de bancos de dados com estoques atualizados da empresa e de outros, por sua vez, automaticamente atualizados pelas atividades de vendas na web.


Mercados de e-Commerce

     Empresas de qualquer tamanho podem agora comprar tudo em mercados de e-commerce de tipo empresa-a-empresa. Numerosos mercados de e-commerce são utilizados pelas empresas na atualidade. Muitos portais de e-commerce do tipo B2B dão acesso a vários tipos de mercados

Por exemplo:
·  Um site de pedidos e compras por catálogo eletrônico de produtos de muitos fornecedores num mesmo setor

·     Compra e venda por meio de um processo de negociação de preços.

·   Um website de leilões de tipo empresa-a-empresa para produtos e serviços.


     Esses portais de e-commerce de tipo B2B são desenvolvidos e patrocinados por empresas produtoras de mercado que atuam como uma terceira parte, ‘infomediárias, que reúnem compradores e vendedores em mercados de catálogo, de troca e de leilão. As Infomediárias são as empresas que atuam como intermediárias em transações de e-business e de e-commerce. 

     O valor para os negócios de utilizar empresas infomediárias de e-commerce B2B abrange:

· A capacidade de tornar as decisões de compra mais rápidas, simples e eficazes em relação a seus custos.

·    Os compradores conseguem comprar num ponto, informações precisas para comprar, e conselhos imparciais de infomediários que não podem ser obtidos em sites de fornecedores e distribuidores.

·   As empresas podem negociar ou receber melhores preços de um grande conjunto de fornecedores.

·   Os fornecedores beneficiam-se do fácil acesso a clientes de todo o mundo.


Intercâmbio Eletrônico de Dados

     O intercâmbio eletrônico de dados (EDI) envolve a troca eletrônica de documentos de transações comerciais pela Internet e outras redes entre parceiros comerciais da cadeia de suprimentos (organizações e seus clientes e fornecedores). Dados representando uma multiplicidade de documentos de transações comerciais são trocados entre computadores que utilizam formatos padronizados em documentos de mensagem


As características do software de EDI incluem:

· O software de intercâmbio eletrônico de dados é utilizado para converter os formatos de documentos de uma companhia em formatos padronizados de EDI especificados por vários setores e protocolos internacionais.

·   Os dados de transações num mesmo formato são transmitidos pelas conexões de rede diretamente entre os computadores, sem documentos de papel ou intervenção humana.

· Além das conexões diretas de rede entre os computadores de parceiros comerciais, são extensamente utilizados serviços de terceiros

· O EDI elimina a impressão, envio, conferência e manuseio por funcionários de numerosos formulários com várias cópias de documentos comerciais.


Dentre os benefícios de utilizar o EDI destacam-se:

·        Redução de papel, remessas e custos de mão-de-obra

·  Fluxo mais rápido de transações, pois os dados formatados das transações são transmitidos em conexões de redes diretamente entre computadores, sem papéis e sem a intervenção humana.

·        Reduções nos erros

·        Aumento na produtividade

·        Suporte às estratégias de estoque just-in-time (JIT)

·        Reduções nos níveis de estoques

·        Empresas em rede de valor agregado oferecem múltiplos serviços de EDI. Elas oferecem serviços seguros e de baixo custo na Internet

·        As empresas menores podem agora arcar com o custos dos serviços de EDI


O Virtual e o Material no e-Commerce

          Os gerentes de e-business precisam entender as alternativas e compensações dos benefícios que as empresas de e-business enfrentam quando escolhem uma estratégia de e-commerce “virtual e material”. Eles devem responder a essa importante pergunta: “Devemos integrar nossas operações virtuais de negócios de e-commerce às nossas operações materiais de negócios tradicionais ou mantê-las separadas?”


Integração do e-Commerce

          Muitas empresas têm optado por estratégias virtuais e materiais integradas, de forma que suas operações de e-business se integrem de várias formas importantes às operações tradicionais da empresa

A razão para tais estratégias baseia-se em:
·  Destacar uma capacidade estratégica qualquer, existente nas operações tradicionais de uma empresa, que possa ser utilizada para apoiar uma empresa de e-commerce.
·  Ganhar vários benefícios estratégicos pela integração do e-commerce ao negócio tradicional da empresa, como o compartilhamento de marcas estabelecidas e informações-chave, e a articulação do poder de compra e a capacidade de distribuição.



Outras Estratégias Virtuais e Materiais compreendem

· Integração parcial de e-commerce utilizando joint ventures e parcerias estratégicas

·      Completa separação por meio de uma companhia subsidiária independente da empresa de e-commerce


Benefícios e desafios de uma estratégia virtual e material inteiramente separada

· Acesso a recursos financeiros de capital, criação de uma cultura empreendedora, atração de uma administração de qualidade, manutenção de um alto grau de flexibilidade nos negócios, e de decisões mais rápidas.
















Fonte e Sítios Consultados


http://www.gustavo.pro.br/wp-content/uploads/2012/01/Apostila-ASI.doc

11 de setembro de 2017

Contratos Administrativos, Poder Público





Conceitos importantes:



Contratos administrativos típicos: são todos aqueles ajustes celebrados pela Administração Pública por meio de regras previamente estipuladas por ela, sob um regime de direito público, visando à preservação dos interesses da coletividade; a marca característica dos contratos celebrados com a Administração Pública encontra-se no regime jurídico debaixo do qual os ajustes são fixados; em vista dos interesses a serem preservados, ou seja, os da coletividade, as regras são estabelecidas de forma unilateral pelo Poder Público, sem que os particulares que com ele contratem possam estabelecer qualquer tipo de interferência; aos olhos dos particulares, os contratos administrativos surgem como ajustes de adesão, posto que não podem eles interferir de forma alguma quando da sua elaboração; a Administração Pública são conferidas prerrogativas, vantagens que não se estendem aos particulares, que a colocam em uma posição de superioridade em relação a elas, quando da celebração de contratos administrativos, por força dos interesses que representa (“cláusulas exorbitantes”).

 Características: exigência de prévia licitação, só dispensável nos casos previstos em lei; participação da Administração com supremacia do poder de fixar as condições iniciais do ajuste (cláusulas exorbitantes).

cláusulas exorbitantes: nos contratos administrativos são contempladas hipóteses e cláusulas que asseguram a desigualdade entre os contratantes; para uma das partes são deferidas prerrogativas incomuns, que extrapolam o direito comum (direito privado), colocando-a em posição de supremacia, estas recebem o nome de “cláusulas exorbitantes”, porque exorbitam o direito privado, sendo ilegais se previstas em contratos firmados exclusivamente por particulares, dentre elas:

as que traduzem o poder de alteração e rescisão unilateral do contrato (existência de justa causa, presente na modificação da necessidade coletiva, ou do interesse público, restando ao particular eventual indenização pelos danos que vier a suportar);

as que impõem a manutenção do equilíbrio econômico e financeiro;

a possibilidade de revisão de preços e de tarifas contratualmente fixadas;

a inoponibilidade de exceção de contrato não cumprido - "exceptio non adimpleti contractus" (no direito privado, o descumprimento de obrigação contratual pode desobrigar a outra parte; tal não ocorre nos contratos administrativos, ante a incidência dos princípios da continuidade dos serviços públicos e da supremacia do interesse público sobre o particular; o atraso de pagamentos - 90 dias, se ausente justa causa - ou a imposição de gravame insuportável para o contratado podem, porém, autorizar a suspensão da execução do contrato);

permitir estranhos a acompanhar a execução do objeto pactuado;

a possibilidade de aplicação de penalidades, ante o descumprimento das obrigações assumidas - advertência, multa, rescisão unilateral do contrato, suspensão temporária (impede a contratação ou a participação de licitação pelo órgão ou entidade que a realizou - ex.: Secretaria de Estado, não se estende a outros - como as outras Secretarias; pelo prazo não superior a dois anos) e declaração de inidoneidade (estende-se a toda a Administração contratante - a todas as Secretarias de Estado, por ex.);

a exigência de garantias.

  Cláusulas essenciais: a que determina a inclusão do objeto com seus elementos característicos, o regime de execução ou a forma de fornecimento, os prazos de início de etapas de execução, de conclusão, de entrega, e o crédito pelo qual correrá a despesa; essa última de forma a evitar possa a Administração alegar, durante a execução do ajuste, a falta de verbas para financiá-lo.


 Instrumento: o contrato administrativo poderá ser verbal, nas pequenas contratações que tenham por objeto compras, sendo escrito em todas as demais hipóteses; o instrumento tanto pode ser o termo registrado em livro próprio da contratante ou a escritura pública, nas hipóteses em que esta é exigida (como na venda e compra); ele é obrigatório nas concorrências e tomadas de preços e nas contratações diretas (por dispensa ou inexigibilidade), podendo ser dispensado nas demais hipóteses em que for substituído por “carta-contrato”, notas de empenho, ordem de serviço ou autorização de compra (como nas compras com entrega imediata).

 Vigência: tem início com a formalização da avença (data e assinatura), salvo se outra posterior no instrumento estiver contemplada.

 Eficácia: pode ser coincidente com a vigência; corresponde à possibilidade de produção dos efeitos; a publicação resumida do contrato é condição para a eficácia; via de regra, a eficácia extingue-se com a extinção do contrato.

 Prazo de duração: é via de regra, coincidente com a vigência do crédito orçamentário, que é idêntica ao ano civil, salvo se celebrado o negócio no último quadrimestre; excepcionam a regra, ainda, os projetos contemplados no plano plurianual (aqueles projetos cuja duração se estenda por mais de um orçamento), os serviços prestados de forma contínua (o prazo poderá ser prorrogado por até 60 meses, admitindo-se, em caráter excepcional e desde que devidamente justificado, o seu prolongamento, por mais 12 meses), o aluguel de equipamentos e a utilização de programas de informática (esses dois últimos poderão se prolongar pelo prazo de até 48 meses).

Garantias: o contratante deverá, conforme indicado no edital ou instrumento convocatório, ofertar garantia capaz de assegurar a fiel execução do objeto contratado; a garantia será escolhida pelo contratado, desde que prevista no edital, podendo ser: caução (em dinheiro ou títulos da dívida pública), seguro-garantia (ou "performance bond"; apólice de seguro que obrigue a segurada a executar o contrato ou à indenização) ou fiança-bancária (garantia fidejussória); o limite da garantia será de até 5% do valor do contrato, salvo se se referir a obras, serviços e fornecimento de grande vulto, quando será de até 10% do valor do contrato; a Administração deve exigir a prestação das seguintes garantias: seguro de bens e de pessoas, compromisso de fornecimento pelo fornecedor, importador, ou fabricante de bens, materiais ou produtos contratados, sempre que tais cautelas forem convenientes.

  Execução: no curso da execução do contrato administrativo detém a Administração o dever de fiscalizar e orientar o contratado, o que não retira deste a responsabilidade por sua fiel execução.

  Extinção: é a cessação do vínculo obrigacional entre as partes pelo integral cumprimento de suas cláusulas (conclusão do objeto) ou pelo seu rompimento, através da rescisão (administrativa / amigável ou consensual / judicial) ou da anulação.

 Inexecução: o descumprimento do pactuado leva à imposição de sanções, penalidades e à apuração da responsabilidade civil; nas hipóteses em que se apresenta justificada a inexecução contratual, aplica-se a estas a chamada teoria da imprevisão, como causa justificadora da inexecução do contrato (força maior, caso fortuito, fato do príncipe, fato da Administração e interferências imprevistas).



força maior – retrata aquela criada pelo homem, surgindo como exemplo a deflagração de um movimento grevista posterior à assinatura do contrato, impedindo que a empresa contratada possa cumprir o ajuste nos termos inicialmente fixados.

caso fortuito – eventos da natureza que impedem ou dificultam a execução do ajuste conforme o combinado inicialmente e que não poderiam ter sido previstos pelas partes - ex.: presença de chuvas torrenciais em região normalmente sujeita a longos períodos de estiagem ou mesmo o exemplo contrário, eis que a falta constante de chuvas poderia trazer problemas quanto ao fornecimento de energia elétrica de forma a prejudicar a execução do contrato.

fato do príncipe – é toda determinação estatal, positiva ou negativa, geral, imprevista e imprevisível, que onera substancialmente a execução do contrato administrativo; obriga o Poder Público contratante a compensar integralmente os prejuízos suportados pela outra parte, a fim de possibilitar o prosseguimento da execução (revisão), e, se esta for impossível, rende ensejo à rescisão do contrato, com as indenizações cabíveis - ex.: a criação de um novo tributo, aumentando os encargos para os contratados, demandando uma revisão das cláusulas inicialmente fixadas para o equilíbrio da equação econômico-financeira; situações criadas pelo governo que importem em medidas de racionamento de energia elétrica.

fato da Administração – é toda ação ou omissão do Poder Público que, incidindo direta ou especificamente sobre o contrato, retarda ou impede sua execução; enquanto no “fato do príncipe” a atitude tomada pelo Poder Público gerava reflexos apenas indiretos sobre o ajuste, em razão do caráter geral da medida, aqui os reflexos são diretos, incidindo especificamente sobre o contrato e somente sobre ele - ex.: a não realização das desapropriações necessárias pra que uma obra possa ser executada, a falta de pagamento que impeça o particular de cumprir com os compromissos assumidos perante terceiros, levando a uma impossibilidade de cumprimento do ajuste, ao menos nos termos inicialmente estabelecidos.

interferências imprevistas – não se confundem com outras eventuais superveniências (caso fortuito, força maior, fato do príncipe, fato da administração), porque estas sobrevêm ao contrato, ao passo que aquelas o antecedem, mas se mantêm desconhecidas até serem reveladas através das obras e serviços em andamento, dada sua omissão nas sondagens ou sua imprevisibilidade para o local, em circunstâncias comuns de trabalho; não são impeditivas da execução do contrato, mas sim criadoras de maiores dificuldades e onerosidades para a conclusão dos trabalhos, o que enseja a adequação dos preços e dos prazos à nova realidade encontrada in loco, como numa obra pública, o encontro de um terreno rochoso e não arenoso, como indicado pela Administração, ou mesmo a passagem subterrânea de canalização ou dutos não revelados no projeto em execução.

  Espécies de Contratos:

 - de obra pública – é todo contrato que tem por objeto uma construção, uma reforma ou uma ampliação de obra pública, podendo ser por:

- empreitada - a contraprestação (remuneração) é previamente fixada por preço certo, ainda que reajustável (preço global - abrange a entrega de toda a obra); por preço certo de unidades determinadas (preço unitário - refere-se a segmentos ou etapas, como o pagamento por metro quadrado ou por quilômetro de estrada concluída), por preço certo e cujo pagamento se dará ao final (integral - contratam-se a obra e os serviços, e também as instalações, para se obter uma unidade funcional, como, por exemplo, a encomenda de uma usina de força);

- tarefa (empreitada de pequeno porte) - a contraprestação é devida na proporção em que é realizada a obra, periodicamente, após medição da Administração.

de serviço – é todo ajuste que tem por objeto a prestação de uma atividade, pelo contratado, à Administração; os serviços podem ser comuns ou técnicos profissionais (generalizados ou especializados).

de fornecimento – são os contratos de compra que preveem a aquisição de bens móveis pela Administração, tais como materiais ou produtos de qualquer natureza; pode ser de três modalidades: integral, parcelada ou fornecimento contínuo; na primeira hipótese o contrato exaure-se com a entrega da coisa adquirida; na segunda, apenas com a entrega final, e na terceira, como a entrega é sucessiva, nas datas prefixadas.

de concessão

de obra pública - é o contrato pelo qual a Administração transfere, mediante remuneração indireta e por prazo certo, ao particular a execução de uma obra pública, a fim de que seja executada por conta e risco do contratado; a remuneração será paga pelos beneficiários da obra ou usuários dos serviços dela decorrente, como ocorre com as praças de pedágio; exige a realização de licitação, na modalidade concorrência, e depende de lei autorizativa.

de serviço público - é o contrato pelo qual a Administração transfere ao particular a prestação de serviço a ela cometido, a fim de que o preste em seu nome, por sua conta e risco, mediante remuneração paga pelo usuário; apenas a execução do serviço é transferida à pessoa jurídica, ou consórcio de empresas, permanecendo a titularidade com o Poder Público; exige licitação segundo a modalidade concorrência; as concessões recebem tratamento e previsão constitucional, sendo reguladas pela Lei n° 8.987/95, que traça normas gerais; sobre a matéria, apenas a União pode legislar fixando normas gerais; as concessões e permissões dos serviços de energia elétrica estão reguladas pela Lei n° 9.074/95, as concessões de serviço de radiodifusão sonora e de sons, pela Lei n° 8.977/95, os serviços de telecomunicações estão regidos pela Lei n° 9.472/97; a rescisão unilateral do contrato enseja a chamada encampação do serviço público, correspondendo à retomada coativa pelo poder concedente; a rescisão por inadimplência permite a caducidade da concessão; a reversão decorre da extinção da concessão, incorporando-se ao patrimônio público os bens do contratado, desde que apurada a justa indenização; difere das permissões, que não possuem tecnicamente natureza negocial, contratual, mas de mero ato unilateral, discricionário; as permissões dependem de licitação, tal como ocorre com as concessões; conquanto não seja próprio, aquelas podem ter prazo certo (permissões condicionadas ou qualificadas); a despeito das desigualdades, possuem hoje o mesmo tratamento jurídico, salvo pela precariedade própria dos atos discricionários.

 → de uso de bem público

de gerenciamento – é o contrato pelo qual o Poder Público transfere ao contratado a condução de um empreendimento, conservando, porém, a capacidade decisória; é atividade de mediação, representativo de serviço técnico profissional especializado, comum nas grandes obras (como nas hidroelétricas, rodovias etc.); será o particular o controlador, condutor, gerenciador da obra, atuando como mediador.

de gestão – é o contrato pelo qual o Poder Público (contratante) instrumentaliza parceria com o contratado (entidade privada ou da Administração Pública indireta), constituindo autêntico acordo operacional, mediante o qual o contratante passa a ser destinatário de benefícios previstos em lei; a CF prevê essa modalidade contratual, como meio de ampliação da autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da Administração direta e indireta; as organizações sociais vinculam-se contratualmente à Administração por essa modalidade contratual.

convênios e consórcios: nos contratos administrativos os interesses das partes envolvidas são divergentes, enquanto o Poder Público procura o recebimento do objeto, na forma inicialmente convencionada, o particular contratado almeja o recebimento do pagamento ajustado; nos convênios e consórcios algo diferente se verifica, na medida em que os interesses das partes envolvidas são convergentes, comuns; podemos definir consórcios como ajustes celebrados entre pessoas da mesma esfera do governo (entre Municípios ou entre Estados), visando atingir objetivos comuns (ex.: realização de consórcio visando à despoluição de um rio que passa pelo território de ambos os Municípios; à duplicação de uma estrada que liga dois Municípios ou que interesse a dois Estados limítrofes); os convênios também surgem como ajustes celebrados visando atingir interesses comuns, mas por pessoas de diferentes esferas do governo, ou entre elas e a iniciativa privada, o que não se verificava na hipótese anterior; aplicam no que couber, aos convênios e consórcios as regras estabelecidas na Lei de Licitações e Contratos.












Fonte e Sítios Consultados

www.leandrovelloso.com.br


 




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