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Administração no Blog

Conteúdos de Administração e assuntos atuais.

3 de fevereiro de 2013

Diferença entre Autoridade e Poder - Administracao


Poder e Autoridade

 

 “Manda quem pode, obedece quem tem juízo.”


Este ditado encerra toda a sabedoria popular sobre o tema - a autoridade, o poder e a obediência.
O poder é a capacidade, o potencial de influenciar, de impor a vontade sobre as pessoas. Um manto invisível que cobre uma coletividade.

 

De forma simplificada, o poder se manifesta em três maneiras (sistemas de poder):

• Decorrente do cargo (Mandar): sim – não; premiar – punir; permitir – negar; restringir – ampliar,

• Decorrente da credibilidade (Influir), aceitação: lobby, política, carisma...

• Decorrente da competência (Fazer): bem feito – malfeito, fazer o suficiente, fazer o que deve ser feito.


Os três sistemas de poder se manifestam em formas genéricas de fontes de poder:

• Coerção: poder de restringir, imposto pelo exercício de punições, castigos, submissão...

 

Estão incluídos nesta categoria o exercício do poder pela força:

1.     Todos os Bandidos: intimidação pela violência (armas, força bruta),...

 

2.     A maioria dos Ditadores: usurpação do poder, (supressão de liberdades constitucionais, genocídios...) e

 

3.      Militares/Policiais: facultada pelo regime (disciplina rígida, castigos...);

 

     Alguns Mandantes:

 Professores - exercício da disciplina (promoção, ameaças, castigos),

 Religiosos - postulação de mandamentos, preceitos...,

 Chefes - atribuições de tarefas, imposição de disciplina,...

 Pais - rigor na educação função da cultura, religião...


Recompensa: poder de premiar, promover, incentivar, suprir necessidades (professores, pais, patrões, etc.)


Legitimado: poder exercido pela escolha, voto, distinção, habilitação:

 1. Cargos Públicos: legislativo, judiciário e executivo...

 2. Profissionais liberais: áreas do conhecimento humano...

3. Personalidades: cientistas, artistas, escritores...

 

·       Competência: poder exercido pelas habilidades, conhecimentos e atitudes.

 

·       Referência (liderança): poder exercido pelo carisma, notoriedade... (Carisma: conjunto de qualidades de liderança política, social ou religiosas tidas como excepcionais ou sobrenaturais e que, por isso, levam ao fanatismo popular).

 

 

1.     Religiosos: Buda, Maomé, Jesus, Dalai, Pe Cícero...

 

2. Políticos: Fidel, Sadam, Mao, Churchill, Stalin, Hitler, Vargas, Khomeini...

 

 3. Fanáticos: A. Conselheiro, Bin Laden... A autoridade advinda da liderança envolve a habilidade de levar os outros a fazerem (de bom grado) sua vontade.


Há ainda os poderes institucionais (Estado e setor privado):

 

Diretivos: detém todas as formas de poder, isto é, mandar, influir, fazer; (proprietários, acionistas, incorporadores...) definem políticas, diretrizes, objetivos e metas a serem atingidas (poder de propriedade, de polícia), exercício de determinar os rumos da instituição. Governo, Ministérios p/ órgãos públicos.

 Alta-administração e Conselhos p/ setor privado,

 

Normativos: limitam ou padronizam os aspectos operacionais da instituição - definem leis, decretos, atos, regulamento, normas (poder de restrições). Poder Legislativo, Ministério do Planejamento, p/ órgãos públicos. Entidades responsáveis pela normatização de produtos e/ou serviços e Certificadores de Qualidade p/ o setor privado.

 

Controle: agentes fiscalizadores, exercício de monitoramento e cobrança, controlam e fiscalizam as atividades da organização (poder de sanções). Órgãos governamentais: Tribunais de Contas p/ órgãos públicos. Receita Federal, Secretaria do Trabalho, Sindicatos e Associação de funcionários (CIPA) p/ o setor privado.

 

Pressão: exercem o poder de influir - ONG´s, Sociedade, Setores da economia (lobistas) para órgãos públicos. Entidades de classe, Sindicatos, Clientes únicos, Fornecedores exclusivos p/ o setor privado.


Ter poder não implica necessariamente, ter autoridade. Quem detém o poder tem a opção de conduzir, de impor, de manejar, de castigar outras pessoas, mas, pode não exercê-lo, posto que existem formas de poder (influir e fazer) que se manifestam de maneira não explícita. Já a autoridade é a explicitação e o exercício do poder, quem tem autoridade tem Poder.


Para
Max Weber, criador do conceito de burocracia existe três tipos de autoridade:

1.     Autoridade Tradicional (delegada) – autoridade exercida por pessoa ou por delegação de quem detém o poder de mandar; seu exercício é baseado na Legitimidade (fundamentada na tradição, hereditariedade, legado, etc.).

 

 2. Autoridade Carismática – exercício baseado na Utilidade (fundamentada na maximização do bem-estar coletivo). A autoridade advinda da liderança envolve a habilidade de levar os outros a fazerem de bom grado sua vontade, porque acreditam no benefício individual ou coletivo do líder (Lideranças religiosas, políticas, comunitárias...).

 

 3. Autoridade Burocrática (legal, racional) – exercício baseado na Legalidade (fundamentada em leis, regulamentos, normas) e devido ao cargo, função ou posição definida numa hierarquia prescrita por regras, estatutos, etc. que pretendem harmonizar e dar estabilidade à entidade.

 

Diferença entre Autoridade e Poder

A Autoridade e Poder termos têm significados diferentes em Gestão .

 Autoridade é o direito dado a um gerente para atingir os objetivos da organização. É um direito de obter as coisas através dos outros. É um direito de tomar decisões.  É um direito de dar ordens aos subordinados e para obter obediência da parte deles. Um gerente não pode fazer seu trabalho sem autoridade.

 Um gerente recebe sua autoridade de sua posição ou cargo. Ele recebe sua autoridade de autoridades superiores.  Os gerentes mais baixos de nível médio e obter a sua autoridade dos gerentes de nível superior.  Os gerentes de nível superior obter a sua autoridade dos acionistas.

 Autoridade sempre flui para baixo. Ela é delegada a partir do topo para o fundo.

HeDe acordo com Henri Fayol,

"Autoridade é o direito de dar ordens e poder para a obter obediência."

Power O poder é um conceito mais amplo do que autoridade. O poder é a capacidade de uma pessoa ou de um grupo para influenciar as crenças e ações de outras pessoas.  É a capacidade de influenciar os acontecimentos.

O Poder pode ser o poder pessoal. Uma pessoa recebe o seu poder pessoal de sua personalidade ou de seu conhecimento especializado. Médicos, advogados, engenheiros, programadores, etc.. obtêm energia a partir de sua experiência e conhecimento profissional. Poder também pode ser o poder legítimo ou oficial. Este poder vem de uma autoridade superior.

Na gestão, autoridade difere de energia das seguintes formas:

 

1. Natureza

Autoridade é o direito formal dada a um gerente para tomar decisões ou para comandar.

Poder é a capacidade pessoal de influenciar os outros ou eventos.

 

2. Fluxo

Autoridade flui para baixo na organização. Isso é porque ele é delegada pelos superiores para os subordinados.

Mesmo subordinados têm poder sobre seus superiores, se eles podem influenciar o seu comportamento.  Então, poder pode fluir para cima, para baixo ou horizontalmente.

 

3. Gráficos Organizacionais

Relações de autoridade (superior-subordinado relacionamentos) pode ser mostrado nos organogramas.

 As relações de poder não pode ser mostrado em organogramas.

 

4. Nível de Administração

Autoridade depende do nível de gestão. Maior o nível de gestão, maior será a autoridade e vice-versa.

Poder não depende do nível de gestão.  Poder pode existir em qualquer nível de gestão. Mesmo um gerente de nível mais baixo ou um trabalhador pode ter poder para influenciar o comportamento de um gerente de nível superior.

 

5. Legitimidade
 Autoridade é sempre oficial na natureza. Por isso, é legítimo.
Poder não precisa ser oficial na natureza. Por isso, não precisa ser legítimo.

 

6. Posição e Pessoa

Autoridade é dada a uma posição ou cargo. O gerente tem a autoridade somente quando ele sustenta que posição.

Poder reside na pessoa que o usa.

 

Fonte e Sítios Visitados

http://www.artigos.com/artigos/sociais/administracao/lideranca/poder-e-autoridade-5142/artigo/

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en%7Cpt&u=http://kalyan-city.blogspot.com/2011/08/difference-between-authority-and-power.html&ei=VzEOUcPtBIK68AT_44DYCw

 



 

1 de fevereiro de 2013

Administrador como gestor de organizações públicas e/ou privadas



A importância do papel do administrador como Gestor de organizações Públicas ou Privadas


          Todo administrador possui diversas funções na gestão de uma empresa, ele precisa desempenha-las com disciplina e comprometimento - ele serve de exemplo para funcionários - e cabe a ele a responsabilidade de indicar os rumos que a instituição deve seguir, bem como, tomar decisões para atingir os objetivos e otimizar recursos na busca de eficiência e eficácia. Na prática, cada organização, pública ou privada, possui suas necessidades e condições, neste caso, o administrador deve se adequar à empresa e estabelecer por meio de planejamento quais as metas prioritárias relacionadas à missão e visão da organização para que sejam repassadas a equipe.




 INTRODUÇÃO

 


Em um ambiente onde a mudança é a única certeza e o número de informações geradas é desmedido, administrar riscos e prosperar é o objetivo da maioria das empresas mesmo sendo elas do setor público.

Os gestores de todos os níveis hierárquicos de uma organização devem buscar alcançar os objetivos de maneira eficiente e eficaz, atendendo as expectativas de todos os envolvidos dentro e fora da organização. Para isto, é necessário planejar, organizar, direcionar e controlar todos os recursos necessários, desde financeiros, humanos e mercadológicos até máquinas, equipamentos e insumos. Cabe a ele buscar o máximo de resultados com o mínimo de esforços.

Quanto maior a capacitação do gestor, maior as chances de o empreendimento ser lucrativo (privado), atingir objetivos e ter sucesso, portanto, saber administrar é indispensável em todos os setores (público e privado).

O tema foi selecionado, já que as práticas nas organizações sem a presença de um administrador resultam em dificuldades para os colaboradores, clientes, fornecedores e sociedade.



ADMINISTRAÇÃO: CONCEITO E FUNÇÕES

 


Durante a maior parte da vida dos seres humanos, os mesmos fazem parte de organizações que são formadas por um grupo que trabalham em conjunto com um objetivo comum.

E todas as organizações têm líderes ou administradores com a responsabilidade de ajudá-las a alcançar tais objetivos, pois sem uma administração, e que ela seja eficaz, é provável que a organização fracasse (STONER; FREEMAN, 1999). Independente de qual setor a empresa esteja inserido ela necessita de rumo, alvos e caminhos para obtê-los. Necessita de alguém, no caso o administrador, para direcioná-la focando suas estratégias e corrigindo possíveis desvios.

A tendência a organizar ou a colaborar em relacionamentos interdependentes está intrínseca a natureza humana. Mesmo a organização sugerindo unificar e coordenar atividades de pessoas ou subgrupos, certo grau de conflito é inevitável. A tarefa da administração é unir os diversos elementos, cooperadores e conflitantes, em um empenho total da organização (KAST; ROSENZWEIG, 1992).

Qualquer que seja o caminho escolhido para conseguir o resultado é necessário administrá-lo, planejar ações, organizar processos e insumos, liderar equipe para trabalhar unida e controlar as atividades para manter na linha correta. Conforme Mescon, Albert e Khedouri (1985 apud STONER; FREEMAN, 1999, p. 5), “a administração é o processo de planejar, organizar, liderar e controlar os esforços realizados pelos membros da organização e o uso de todos os outros recursos organizacionais para alcançar os objetivos estabelecidos”. Deste modo, é o processo de assumir e colocar em prática decisões sobre objetivos e utilização de recursos.

As organizações necessitam da ajuda de gestores para realizar o processo de administrar e ser eficaz. “O principal motivo para a existência das organizações é o fato de que certos objetivos só podem ser alcançados por meio da ação coordenada de grupos de pessoas” (MAXIMIANO, 2002, p. 28).

O grupo de pessoas é o principal recurso das organizações, utilizado para atingir resultado e além das pessoas, segundo Maximiano (2000, p.92), as “organizações empregam dinheiro, tempo, espaço e recursos materiais como instalações, máquinas, móveis e equipamentos”.

A demarcação do papel do administrador favorece a empresa na definição real das atividades desenvolvidas pelo gestor dentro da organização, uma vez que na atualidade as decisões são executadas intuitivamente na maioria das empresas, sendo elas públicas ou privadas.

As organizações são importantes e exercem influência tanto para os colaboradores que nela trabalham quanto para a sociedade onde ela está inserida, isso porque, de acordo com Daft (2003), reúnem recursos para realizar metas específicas, produzem mercadorias e serviços que os clientes desejam a preços competitivos, procuram técnicas inovadoras de produzir e distribuir com mais eficiência, criam tendência para inovação, refletindo o desejo de aperfeiçoamento. As organizações adaptam-se e influenciam um ambiente em rápida mutação, criam valor para seus proprietários, clientes e funcionários, acomodam constantes desafios da diversidade, lidam com preocupação sobre ética, motivação e coordenação dos funcionários.

Assim, a prestação de serviço ou produção de produtos realizada pelas instituições existentes no mercado, afetam diretamente a sociedade, clientes das empresas; as organizações privadas com grande preocupação com a competitividade, e pública, que suas ações recaem sobre a população no geral. Uma gestão inadequada prejudica a prestação do serviço e sua qualidade refletindo inconformidade ao cliente.

As organizações utilizam os recursos disponíveis, dividem o trabalho de forma coordenada, realizam processos de transformação para alcançar o objetivo: produtos/ou serviços, sendo eficaz, mas para isso, precisam da presença de um gestor.


ADMINISTRADOR COMO GESTOR

Em constantes transformações, o papel do administrador não pode ser estático, sem modificações, sendo inflexível. Cada vez mais as organizações estão alterando-se, agilizando, necessitando ser administradas, de metas, focando no cliente e tendo as pessoas que trabalham nela como parceiras, buscando eficiência e eficácia para obter o sucesso desejado.

Atualmente, é perceptível o papel estratégico dos recursos humanos nas organizações e o gerente deve utilizar desse ponto para fortalecer a organização. As pessoas que contribuem para o sucesso da empresa, elas que podem atribuir o pensamento sistêmico e se adaptar com mudanças que o ambiente externo impõe.

O papel do profissional de recursos humanos está evoluindo, passando de assessor executivo para gerenciador de ações, para uma vinculação mais próxima entre empregados e líderes de setores (MILKOVICH; BOUDREAU, 2000). As organizações dependem das pessoas para poderem funcionar e alcançar sucesso, e as pessoas necessitam das organizações para conseguir realizar seus objetivos individuais, por meio de remuneração e realização pessoal profissionalmente.

A Administração requer bom-senso, assim o administrador, dentro de suas funções, estabelece rumos e dirige as pessoas que executam o trabalho. Além disso, na visão de Lacombe e Heilborn (2006), são indispensáveis para um bom administrador ter experiência, conhecimento, habilidade em lidar com as pessoas, responsabilidade e, acima de tudo, alto grau de compreensão de si próprio e da sua equipe.

Na tarefa de administrar nem sempre ocorrem acertos, ou somente decisões totalmente vantajosas. Nos altos e baixos do mercado o administrador precisa tomar algumas decisões que afetam o menos possível a organização, que possa mantê-la em funcionamento sem perigo de queda fatal. Para Drucker (1981) uma das tarefas do administrador é harmonizar, em cada decisão, as condições futuras a curto e longo prazo, sem sacrificar o futuro e sem colocar a empresa em perigo. Não sendo possível harmonizar, deve pelo menos equilibrá-las, calcular sacrifícios a fim de proteger seus interesses imediatos, ou verificar quais os sacrifícios de hoje em benefício do futuro.

Esta é uma função econômica do administrador, devendo tomar decisões, pois não existe decisão perfeita. Lacombe e Heilborn (2006) destacam que é necessário pesar vantagens e desvantagens das alternativas para realizar a escolha da melhor, priorizando o desempenho econômico.

Do mesmo modo, é necessário compreender também a influência das ações na comunidade. O desenvolvimento econômico e social das sociedades resulta da administração, depende do desempenho, competência, dos valores dos administradores.

Estas atitudes desempenhadas pelo gestor influenciam a instituição como um todo. Observados comportamentos, motivação e desempenho na função ajustam-se possíveis deformidades na administração e possibilita descrever as atividades de forma técnica, permitindo a criação de um manual de procedimentos para padronizar as atividades rotineiras, criando ordem na organização e orientação para o futuro.

Existem muitas características importantes de um gestor, porém algumas são primordiais. Primeiramente, o autoconhecimento. Este é fundamental, saber quais são os seus limites, conhecer pontos fortes para usá-los da melhor forma, e seus pontos fracos para aprimorá-los. Para Kreizeb (2007), outra característica importante é possuir conhecimentos específicos de sua área e o relativo a áreas afins, os quais são necessários para que se possa aplicar melhorias no seu ambiente e também em outros, e facilitar o desenvolvimento dos liderados.

Além destas características o gestor deve também desempenhar a função de líder, possibilitando assim, noção para melhorar o direcionamento das ações do grupo.





O ADMINISTRADOR COMO LÍDER

 


Liderança é um conceito estrutural para o administrador, depende de circunstâncias, porém, não existem líderes sem liderados e para tanto, os administradores necessitam buscar características específicas de liderança, traçando um perfil da que será utilizada e acompanhar o grupo, influenciando-o para alcançar resultados.

Para administrar com as funções administrativas, existem modelos de gestão diferentes que podem ser utilizados pelo administrador. Figueiredo e Caggiano (1997, p. 30) mencionam que o modelo de gestão é em síntese, “um grande modelo de controle, pois nele são definidas as diretrizes de como os gestores vão ser avaliados, e os princípios de como a empresa vai ser administrada”.

Os gerentes são os protagonistas do processo administrativo, responsáveis pelo trabalho de outros funcionários das organizações. A maneira com que os mesmos trabalham com seus colaboradores varia de organização para organização, sendo que, atualmente compartilham sua autoridade com seus funcionários (MAXIMIANO, 2002). O gestor serve de exemplo para os colaboradores, seu comportamento influencia todos os outros comportamentos dentro da organização mesmo sendo pública, e o mesmo pode transmitir aos colaboradores uma conscientização de equipe, fazendo com que todos contribuam na direção que a empresa toma.

A organização necessita de uma boa comunicação, com integrantes sabendo seu papel e a importância dele no alcance dos resultados, para tanto, o gestor deve organizar a empresa da forma que as atividades fluam e possam concretizar o objetivo. Para Fayol, com a empresa organizada seus colaboradores necessitam de orientações do que fazer, suas ações precisam de coordenação e tarefas de controle, sendo este o papel dos gerentes. Com base nisto, desenvolveu 16 deveres dos gerentes como afirma Maximiano (2002):

1.     Assegurar a cuidadosa preparação dos planos e sua rigorosa execução;

2.     Cuidar para que a organização humana e material seja coerente com os objetivos, recursos e requisitos da empresa;

3.     Estabelecer uma autoridade construtiva, competente, enérgica e única;

4.     Harmonizar atividades e coordenar esforços;

5.     Formular decisões de forma simples, nítida e precisa;

6.     Organizar a seleção eficiente de pessoal;

7.     Definir claramente as obrigações;

8.     Encorajar a iniciativa e o senso de responsabilidade;

9.     Recompensar justa e adequadamente os serviços prestados;

10. Usar punições para faltas e erros;

11. Manter a disciplina;

12. Subordinar os interesses individuais ao interesse geral;

13. Manter a unidade de comando;

14. Supervisionar a ordem material e humana;

15. Ter tudo sob controle;

16. Combater o excesso de regulamentos, burocracia e papéis.

Estes deveres direcionam a atuação do gestor público e privado para obterem o comprometimento, trabalho em equipe e resultados desempenhando a função de líder.

Aos poucos despontou a necessidade de entender como os indivíduos se comportam nas organizações, seus interesses, sua satisfação e o como isso interfere para a organização. Na visão de Clutterbuck e Crainer (1993), se os administradores conseguissem alcançar tal compreensão seriam capazes de cessar ou desviar comportamentos irregulares e reforçar comportamentos harmonizados com os objetivos da organização.

Os líderes defendem valores que representam a vontade dos liderados, no entanto não desempenham apenas esta função. A variedade dos tipos de liderança dificulta traçar com precisão o que o líder faz.

A liderança é fator fundamental no contato com os colaboradores. O líder é como um maestro que coordena a seqeência da música, das atividades. Koontz (1978) destaca que líderes planejam com habilidade, organizam com lucidez, selecionam, adestram e dirigem bem os subordinados, tornando os planos produtivos.

Para que haja o relacionamento adequado é necessário que o líder saiba discernir alguns conceitos como liderança, respeito, comprometimento, poder e autoridade. Sendo que:


Poder: é a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer.

Autoridade: A habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal. (HUNTER 2004, p.26).



O líder que demonstra conhecimento e experiência transmite confiança para os seus funcionários, mas para isto, é necessário que exista uma atualização constante para manter conhecimentos e se atentar às mudanças impostas pelo ambiente preparando funcionários para adaptações.

As empresas estão em constante desenvolvimento e precisam de uma liderança que além de continuar se desenvolvendo, também desenvolva as pessoas, preparando-as para que possam atender às necessidades da empresa. O líder possui um papel de facilitador, precisa preparar um ambiente que facilite para as pessoas se desenvolverem. Terá que disponibilizar recursos e prestar orientação para atender às necessidades dos funcionários (KREIZEB, 2007).

Como afirma Drucker (1996, p. 77), “o requisito final da liderança eficaz é ganhar a confiança. Confiança é a convicção de que o líder fala sério. É a crença numa coisa muito antiquada chamada integridade”. Desta forma, a equipe é estruturada e se solidifica, constroem-se ações com comprometimento e base forte.

Porém não existe uma forma ideal, padrão de liderança, a flexibilidade é fator fundamental para exercê-la. Para Lacombe e Heilborn (2006), nenhum líder inspira mais confiança em seus liderados do que a que ele mesmo deposita em si e o demonstra. Dúvidas do líder geram ainda mais em seus liderados. A liderança somente faz sentido quando se estabelecem circunstâncias em que o líder deve agir, mas é impossível determinar características gerais válidas para um líder sendo que, ao passar dos anos, apresentaram-se os tipos mais variáveis de perfis.

O administrador tem que adaptar seu estilo de gestão em função de inúmeras variáveis, não se pode dizer que exista um único estilo ideal, é necessário avaliar o ambiente em que se encontra para decidir a forma mais adequada, conforme o mesmo autor.

Segundo Quinn (2003, p. 12) “em meados da década de 1990, já estava claro que não haveria um modelo único que fosse suficiente para orientar os gerentes, e que seria preciso, na verdade, enxergar todos os quatro modelos como elementos de uma matriz mais vasta”.

Alguns moldes com características principais e específicas proporcionam atingir objetivos de uma forma mais produtiva e flexível, promovendo adequação ao ambiente. O quadro de valores competitivos é útil para especificar alguns valores e critérios e também ajuda a refletir sobre os oito papéis conflitantes desempenhados pelos gerentes.

Para Quinn (2003), cada um dos modelos organizacionais do quadro de valores competitivos adota diferentes critérios de eficácia. No modelo das metas racionais é produtividade, realização, direção e clareza de objetivos. No modelo de processos internos, documentação, gerenciamento de informações, estabilidade e controle. Já no modelo de relações humanas os critérios são participação, abertura, compromisso e moral e, por fim, no modelo dos sistemas abertos destaca-se inovação, adaptação, produtividade e realização.

No modelo das metas racionais existem os papéis de diretor e produtor. Como diretor espera-se, segundo Quinn et al (2003), que o gerente explicite expectativas por meio de processos (planejamento) e seja um deflagrador decisivo, seleciona alternativas, estabelece objetivos, define papéis e tarefas, gera regras e políticas e fornece instruções.

Para o papel de produtor espera-se que os mesmo sejam orientados para tarefas, mantenham o foco no trabalho e exijam um alto grau de interesse pessoal. Já no modelo dos processos internos, destaca-se o papel de monitor que deve saber o que se passa em sua unidade, determinar se as pessoas estão cumprindo as regras e averiguar se o setor está fazendo sua parte e o papel de coordenador espera-se que o gerente dê sustentação à estrutura e ao fluxo do sistema, como afirma o mesmo autor.

No modelo das relações humanas desenvolvem-se os papéis de facilitador e mentor, sendo que, espera-se do facilitador o fomento dos esforços coletivos, que promove a coesão e o trabalho em equipe e administre conflitos interpessoais. O mentor dedica-se ao desenvolvimento das pessoas mediante uma orientação cuidadosa de empatia. É o papel do interesse humano, o gerente é solícito, atencioso, sensível, afável, aberto e justo, segundo Quinn et al (2003).

Por fim, no modelo dos sistemas abertos existem os papéis de inovador e negociador. O gerente inovador é encarregado de facilitar a adaptação e a mudança, deve prestar atenção ao ambiente em transformação, identificar tendências significativas, conceitualizar e projetar mudanças necessárias e tolerar as incertezas e riscos. E o negociador preocupa-se particularmente com a sua sustentação da legitimidade exterior e a obtenção de recursos externos. Os gerentes, na função de negociador, devem ter astúcia política, capacidade de persuasão e influência e poder. (QUINN et al, 2003).

Para desempenhar tal função é imperativo conhecer o desempenho e saber as diferenças de colocação, qual é realmente o papel de cada posto. Muitos autores tratam das diferenças entre administrador e líder, Bennis (apud LACOMBE; HEILBORN, 2006) destaca que administrar é assumir responsabilidade, fazer acontecer, e liderar é influenciar, guiar em direção. Para o autor, o líder opera sobre os recursos emocionais da organização, seus valores. Já o administrador sobre os recursos físicos.

Sem dúvida, a união dos dois papéis é de extrema importância para eficiência de ações, pois proporcionam uma fusão de desempenho que enaltecem a atuação e superam resultados com a criatividade e excelência nas obras. Para Kotler (1999 apud LACOMBE; HEILBORN, 2006, p. 350), “liderança e administração são dois sistemas complementares de ação, necessários ambos para o êxito de um negócio num ambiente volátil”. “O real desafio é combinar uma liderança forte com uma administração forte e usar cada uma pra equilibrar a outra. Administrar é saber lidar com a complexidade. Liderar é saber lidar com a mudança”.

A liderança proporciona à administração uma facilidade na união dos recursos para aplicação das ideias obtendo o retorno esperado. Ela desenvolve influência sobre os liderados, mantém o respeito, auxilia a equipe, dissemina comunicação e compreensão do todo, organiza e realiza com mais facilidade, a implantação de ideias para o avanço dos procedimentos e otimização dos recursos, atendendo assim, o objetivo fim.


CONCLUSÃO

O presente artigo fundamentou teoricamente a importância do papel do administrador como gestor de organizações públicas ou privadas. Que o gestor necessita de conhecimentos para readequar equipes, definir objetivo, desenvolver estratégias e aplica-las no exercício da função.

          Com o planejamento, organização do pessoal e estabelecimento de necessidades prioritárias pelo administrador, permite-se um desempenho adequado na produção ou prestação dos serviços, proporcionando efetivar a qualidade.

Para o alcance da qualidade é necessário que o administrador estabeleça alguns procedimentos padrões, crie regras para conquistar organização, respeito e disciplina; realize também, reuniões periódicas para uma gestão participativa desenvolvendo soluções para os problemas existentes.

Contudo, o Administrador desempenha tanto o papel gerir (planejar, organizar), como o de líder motivando e direcionando o pessoal para que juntos conquistem o objetivo traçado e de conhecimento de todos. Tornando as informações públicas dentro da instituição, permite-se que o pessoal tome ciência dos acontecimentos e se envolva, fazendo parte do todo, em busca de solução para que se obtenha sucesso na resolução de qualquer eventualidade.

Desta forma, o papel e presença do administrador têm relevância fundamental para o planejamento, organização das ações conforme os recursos existentes e os a serem conquistados, a direção para cumprir a missão, desempenhar funções rumo à visão e controlar para que as ações estejam de acordo com o planejado, podendo ser corrigidas adequando às necessidades do ambiente interno e externo que estão em constante processo de mudança. Sem um responsável, um guia, a empresa perde a direção do foco que necessita ter para obter resultados.

Tanto a organização privada com objetivo de satisfazer clientes e obter lucro, quanto à pública em atender necessidades dos clientes e aplicar recursos de forma eficiente para fornecer produto/serviço de qualidade ao cidadão, sem administração é provável que fracasse, siga em círculos, sem sucesso. Necessitam de planejamento, método, objetivo, foco e administrador.


Fonte e Sítios Pesquisados

http://www.partes.com.br


31 de janeiro de 2013

Propaganda Política e o Controle da Opinião Pública





    "Quando eu uso a palavra", disse Humpty Dumpty num tom desdenhoso, "ela significa exatamente o que eu quero que signifique - nem mais nem menos." "A questão é", disse Alice, "se você pode fazer uma palavra significar tantas coisas diferentes." "A questão é", disse Humpty Dumpty, "saber quem manda. Isso é tudo" (Lewis Carrol, Alice Através do Espelho).


     A arte de convencer pela palavra é muito antiga. Em sua forma moderna, a propaganda política foi inaugurada pelo bolchevismo e especialmente por Lênin e Trotsky. Mas mesmo antes deles houve líderes que reconheceram sua importância.


     Napoleão Bonaparte foi um desses líderes. Ele disse: "Para ser justo, não é suficiente fazer o bem, é igualmente necessário que os administrados estejam convencidos. A força fundamenta-se na opinião. Que é o governo? Nada, se não dispuser da opinião pública”.

      






Mas foram Hitler e Goebbels que (infelizmente) utilizaram com maior sucesso as técnicas de controle à opinião pública e, assim, acabaram dando enorme contribuição à propaganda moderna. 

Mas o que é propaganda? "A propaganda é uma tentativa de influenciar a opinião e a conduta da sociedade, de tal modo que as pessoas adotem uma conduta determinada", escreveu Bartlett, em Political Propaganda.

E qual a diferença, então, entre propaganda e publicidade? Jean-Marie Domenach, em seu livro A Propaganda Política, à página 10, responde: "A publicidade suscita necessidades ou preferências visando a determinado produto particular, enquanto a propaganda sugere ou impõe crenças e reflexos que, amiúde, modificam o comportamento, o psiquismo e mesmo as convicções religiosas ou filosóficas".

Manipulados, sem saber
        Pesquisa de opinião pública encomendada pelo Ministério da Justiça e pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) ao Ibope mostrou que, para 30% dos pesquisados, a televisão é o principal veículo informativo e, para muitos, 28%, formativo.
Ela é avaliada como uma importante fonte de atualização de conhecimentos e de entretenimento. No entanto, a maioria dos entrevistados, 57%, afirmou não se preocupar com o conteúdo da programação televisiva - poder de influenciar somado ao desinteresse pelo conteúdo dos programas. Eis aí a fórmula ideal para o controle da opinião pública.
A partir do momento que se percebeu que o homem médio é um ser essencialmente influenciável, e que é possível mudar-lhe as opiniões e as ideias, os especialistas passaram a utilizar em matéria política o que já se verificara viável do ponto de vista comercial - assim, as campanhas eleitorais nos EUA - com suas "paradas", orquestras, girls (garotas bonitas) e cartazes, que são um verdadeiro e ruidoso reclamo - pouco difere das campanhas publicitárias. E o que dizer das campanhas eleitorais brasileiras? Afinal, por aqui é comum que todos os candidatos sejam oferecidos ao público/eleitores como ótimos produtos...

"Os poderes destrutivos contidos nos sentimentos e ressentimentos humanos podem ser utilizados, manipulados por especialistas", disse J. Monnerot. E para isso são utilizadas leis específicas. Vamos a elas.

Lei da Simplificação e do Inimigo Único
 Consiste em concentrar sobre uma única pessoa as esperanças do campo a que se pertence ou o ódio pelo campo adverso. Reduzir a luta política, por exemplo, à rivalidade entre pessoas é substituir a difícil confrontação de teses. No caso do nazismo, os judeus acabaram eleitos como o "inimigo único".

Um bom exemplo mais ou menos contemporâneo foram as campanhas presidenciais brasileiras de 1989. Em Fernando Collor de Mello se depositaram todas as esperanças - muitas delas trabalhadas pelos meios de comunicação - do povo brasileiro: um presidente jovem, esportivo, religioso e aparentemente honesto, pois prometia acabar com os "marajás".

Lei da Ampliação e Desfiguração
 A ampliação exagerada das notícias é um processo jornalístico empregado correntemente pela imprensa, que coloca em evidência todas as informações favoráveis aos seus objetivos. Exemplo: a greve nacional dos petroleiros, em 1998. Os veículos de comunicação (especialmente a Globo) anunciavam com frequência que os combustíveis, principalmente o gás, iam faltar.
Ressaltavam os problemas que adviriam da falta de gás. Mostravam as filas de compradores em busca de seus botijões. Assim, garantiram a opinião pública desfavorável aos petroleiros.




Lei da Orquestração
       A primeira condição para uma boa propaganda é a infatigável repetição dos temas principais. Goebbels dizia: "A Igreja Católica mantém-se porque repete a mesma coisa há dois mil anos. O Estado nacional-socialista deve agir analogamente”.

Adolf Hitler, em seu Mein Kampf, escreveu: "A propaganda deve limitar-se a pequeno número de ideias e repeti-las incansavelmente. As massas não se lembrarão das ideias mais simples a menos que sejam repetidas centenas de vezes. As alterações nela introduzidas não devem jamais prejudicar o fundo dos ensinamentos a cuja difusão nos propomos, mas apenas a forma. A palavra de ordem deve ser apresentada sob diferentes aspectos, embora sempre figurando, condensada, numa fórmula invariável, à maneira de conclusão."
        
Portanto, a qualidade fundamental de toda campanha de propaganda é a permanência do tema, aliada à variedade de apresentação.

Quantas vezes já não ouvimos: "O Brasil é um ótimo país para se viver. Não há guerras, terremotos, catástrofes..." Ao transmitirem os infortúnios de outros países e noticiarem, apenas de modo superficial, problemas brasileiros, os meios de comunicação estão contribuindo para manter o status quo.

Lei da Transfusão
 A propaganda não se faz do nada e se impõe às massas. Ela sempre age, em geral, sobre um substrato preexistente, seja uma mitologia nacional, seja o simples complexo de ódios e de preconceitos tradicionais. É o que os oradores fazem quando querem amoldar uma multidão ao seu objetivo: jamais contradizem as pessoas frontalmente, mas de início declararam-se de acordo com ela - 
a maior preocupação dos propagandistas reside na identificação e na exploração do gosto popular, mesmo naquilo que tem de mais perturbador e absurdo.

Tomemos como exemplo a luta pela preservação da Amazônia. A quem interessa? Que interesses estão por trás? Até chavões como "a Amazônia é o pulmão do mundo" - equivocado, do ponto de vista biológico - foram criados para garantir que os donos do "quintal" não o explorem como os países industrializados já o fizeram, desastrosamente.


Lei da Unanimidade
        Baseia-se no fato de que inúmeras opiniões não passam, na realidade, de uma soma de conformismo, e se mantêm apenas por ter o indivíduo a impressão de que a sua opinião é esposada unanimemente por todos no seu meio. É tarefa da propaganda reforçar essa unanimidade e mesmo criá-la artificialmente.

Quando da morte do piloto Ayrton Senna, os meios de comunicação trataram de multiplicar por mil sua característica de ídolo, até mesmo para pessoas que pouco sabiam sobre Fórmula 1. Ao ser perguntado por um repórter sobre o que estava sentindo, uma mulher respondeu: "Estou muito triste. Eu nem sabia o quanto amava o Ayrton." Não sabia mesmo, até a mídia dizer isso a ela.

É preciso que as pessoas conheçam a fundo os mecanismos de controle de opinião. Principalmente os profissionais de comunicação, para que não entrem nessa ciranda de manipulação e façam jornalismo ético e responsável.


Fonte e Sítios Consultados

http://www.outraleitura.com.br/web/artigo.php?artigo=156:Propaganda_politica_e_controle_da_opiniao_publica
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