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Conteúdos de Administração e assuntos atuais.

14 de janeiro de 2013

Netshoes - o sucesso da maior loja virtual de material esportivo do Brasil


Netshoes abre o jogo

A maior loja virtual de material esportivo do Brasil busca o seu espaço no Mundo.



        Essa história começou a ser escrita numa loja no bairro da Vila Buarque em São Paulo, mas atender a um    público restrito era pouco ainda para a empresa, que em 2002 entrou na web para facilitar o esporte de milhões de brasileiros”. A iniciativa deu tão certo que a partir de 2007, a loja concentrou-se totalmente no mundo virtual, e ao longo dos últimos anos foi agregando novos membros para a família Netshoes, a qual hoje se denomina Grupo Netshoes.

 

Ao começar um empreendimento na garagem de casa, nem sempre pode ser um presságio de que o negócio irá decolar. Porém, em algum momento, isso pode acontecer. Afinal, companhias como a HP e a Apple, para citar dois exemplos, iniciaram suas operações exatamente nesse local. A HP é a maior empresa de tecnologia dos Estados Unidos em faturamento; e a Apple, a marca mais valiosa do mundo. No caso da loja virtual de material esportivo Netshoes, houve uma pequena adaptação nesse primeiro capítulo. Fundada pelo paulistano de origem armênia Márcio Kumruian em 2000, a Netshoes surgiu em um estacionamento, na rua Maria Antônia, no centro de São Paulo, ali, em frente a Universidade do Mackenzie. Onze anos depois, a lojinha, que vendia calçados, transformou-se na maior operação online de material esportivo do Brasil. Com faturamento de R$ 400 milhões em 2010 – e previsão de receita de R$ 600 milhões para este ano –, a Netshoes já realizou mais de 10 milhões de entregas e mantém mais de 20 mil itens em sua vitrine digital. Ela também administra mais de 15 lojas virtuais, de marcas como Havaianas e Puma. Quatro dos principais times de futebol do País, os paulistas Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, vendem seus itens oficiais por meio da plataforma de comércio eletrônico da empresa.

Consolidada no Brasil, a empresa já iniciou o seu processo de internacionalização. O país de estréia é a Argentina. O modelo de negócios a ser implementado em terras platinas será uma réplica da bem-sucedida experiência da companhia por aqui. Numa época em que o comércio eletrônico entrou na mira dos órgãos de defesa do consumidor – a Americanas.com chegou a ser proibida de vender no Rio de Janeiro enquanto não regularizasse a entrega de todos os produtos vendidos –, a Netshoes orgulha-se de ter apenas um registro entre as 31,5 mil reclamações recebidas pelo Procon de São Paulo ao longo de 2010. “Não somos uma varejista”, diz Roni Bueno, diretor de marketing da empresa. “Somos uma empresa de serviços.”

 

Inspirada no modelo da americana Amazon, a maior loja online do planeta, a companhia teve de vencer a resistência dos consumidores brasileiros a comprar roupas e calçados pela internet. Kumruian, um empresário discreto que não dá entrevistas e não gosta de abrir o jogo sobre suas estratégias de negócios, desenhou pessoalmente uma planilha com tamanhos de tênis que serviam de referência aos clientes a cada compra. Além disso, a companhia se comprometeu a receber os produtos de volta, caso o consumidor não ficasse satisfeito. Foi o caso do assessor de comunicação Fernando Antunes, de São Paulo. Ele comprou uma chuteira que não serviu. Dois dias depois, um agente dos Correios estava em sua casa para retirar o produto. “O reembolso ainda não aconteceu, mas estou tranquilo porque eles parecem eficientes”, diz Antunes.

 

Nos bastidores da Netshoes, o negócio precisa funcionar com a precisão de um relógio suíço. A partir do instante em que o consumidor finaliza a compra, a equipe da Netshoes tem duas horas para aprovar o crédito, embalar e despachar o produto. A promessa é de entrega em até 48 horas, dependendo da região onde o consumidor esteja. No início deste ano, uma agência dos Correios foi instalada no Centro de Distribuição da empresa – um galpão com 18 mil metros quadrados em Barueri, na Grande São Paulo. Para quem não é do ramo, pode parecer uma providência sem importância. Mas, para quem despacha uma média de 2,5 milhões de produtos por ano, faz uma enorme diferença. “Conseguimos reduzir o tempo de entrega em até 24 horas”, afirma Bueno. Embora seja a única parte da operação entregue a terceiros, a logística de entrega é controlada com lupa pela Netshoes para evitar imprevistos que possam comprometer sua imagem. A empresa tem 17 transportadores cadastrados. “O comércio eletrônico brasileiro é muito competitivo, mas pouco sofisticado”, diz Alexandre Umberti, diretor da consultoria em comércio eletrônico e-bit. “Todo mundo se preocupa em reduzir custos e acaba sacrificando a prestação do serviço.”

 

Ø  Das artes marciais ao futebol: as novas modalidades de esportes, como as artes marciais estão vitaminando a receita da Netshoes.

 

Ø  O futebol, patrocinado pela empresa, continua sendo o carro-chefe.

 

 

A personalização de sua página principal é também outro recurso que contribui para o desempenho financeiro da Netshoes. Em 2010, a companhia comprou a ferramenta ATG, da Oracle, que reconhece o cliente, com informações sobre seu time de coração e o esporte favorito. “Quando o internauta entra na loja, já encontra de cara os artigos que têm a ver com suas preferências”, explica Walter Hildebrandi Filho, diretor de tecnologia da Netshoes. Esse software teria custado cerca de US$ 1 milhão. A bonança da Netshoes começou então a despertar a cobiça dos concorrêntes. Segundo fontes do segmento esportivo, a Centauro, a maior rede nacional de material esportivo com 120 lojas, controlada pela mineira SBF reforçou os investimentos no comércio virtual. A reação da Netshoes, porém, já começou. Em 2010, o fundo americano Tiger Global, que investiu no Mercado Livre, aportou um valor, não revelado, na empresa desde então, se preparava para abrir capital. Em 2011, a Netshoes partiria para voos mais altos.

 

 


A Estrela do mercado de materiais esportivos no Brasil

 

O mercado de materiais esportivos no Brasil tem uma estrela na Internet que atende pelo nome de NETSHOES. Em pouco mais de uma década a empresa já mostrou que seu esporte preferido é lucrar na web. Vendendo uma enorme variedade de equipamentos esportivos a NETSHOES se transformou em um dos gigantes do varejo eletrônico brasileiro e da América Latina, trabalhando 24 horas por dia, 7 dias por semana, para levar artigos de esporte e lazer para todos os cantos do Brasil. Para a NETSHOES, não basta bater metas. É preciso quebrar recordes.

 

A história ‘com detalhes’

O caminho de sucesso da NETSHOES teve início exatamente no dia 5 de fevereiro de 2000, quando o jovem empresário de origem armênia Márcio Kumruian resolveu investir aproximadamente R$ 70 mil para inaugurar uma pequena loja na Rua Maria Antonia em Higienópolis, tradicional bairro da capital paulistana. Inicialmente a loja comercializava sapatos masculinos e aos poucos ingressou para o segmento de tênis, tomando o caminho natural do mercado esportivo. Foi com esse foco que o negócio se expandiu, com a abertura de oito lojas na cidade de São Paulo. Os rumos da empresa começariam a mudar logo no ano seguinte, quando Márcio e sua equipe passaram a comercializar artigos pelo MercadoLivre, popular plataforma online de compra e venda de produtos.

 
Mas a loja virtual somente se consolidaria em 2002 com o lançamento de seu comércio eletrônico, unindo a opção de oferecer mais comodidade aos clientes a uma abrangência de vendas em todo o território nacional, facilitando assim a prática esportiva de milhões de brasileiros. No início, a NETSHOES deu seus primeiros passos no e-commerce sob o guarda-chuva de um projeto pioneiro de shopping virtual, mantido pelo Banco Real, na época em que começavam a surgir os grandes players do comércio eletrônico nacional. O sucesso da loja virtual, que garantia agilidade, qualidade e segurança na prestação de serviços, e a perspectiva de crescimento levaram a empresa a atuar exclusivamente na Internet, encerrando todas as suas atividades com lojas físicas no ano de 2007. Desde então, o crescimento da empresa segue a um ritmo superior ao da média de mercado, de 40% ao ano. No mercado, há expectativa de crescimento ainda maior da NETSHOES nos próximos anos, em especial pela aproximação da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016, que serão realizadas no país. Em virtude disso, no mês de novembro de 2010, a empresa recebeu um aporte de valor não divulgado do fundo americano Tiger Global, que tem investimentos em empresas como LinkedIn e MercadoLivre.

 

O enorme sucesso da empresa está estritamente relacionado aos seus feitos de pioneirismo digital. Afinal, a NETSHOES foi uma das primeiras empresas brasileiras a adotar sistemas de personalização de dados para recomendação de produtos. Atualmente, o site recebe aproximadamente 1.000 avaliações de produtos por dia, um prato cheio para aprimorar indicações para diferentes perfis de clientes — e, consequentemente, para aumentar vendas. A empresa também inovou ao dedicar atenção especial à apresentação e à visualização dos produtos no site, uma questão crítica para a venda online de itens de uso pessoal, como roupas ou tênis, em geral mais suscetíveis a devoluções do que artigos de outras categorias. Em 2011, a empresa iniciou sua internacionalização com o começo das operações na Argentina e no México. No mesmo período lançou sua plataforma móvel, passando a ser a primeira empresa de artigos esportivos do país a ter comércio pelo celular. Além do site móvel, lançou também uma versão para tablets.

 

Nos bastidores da NETSHOES, a empresa despacha uma média de 2.5 milhões de produtos por ano, o negócio precisa funcionar com a precisão de um relógio suíço. A partir do instante em que o consumidor finaliza a compra, a empresa tem duas horas para aprovar o crédito, embalar e despachar o produto. A promessa é de entrega em até 48 horas, dependendo da região onde o consumidor esteja.
 

Visando fomentar o esporte nacional, a NETSHOES vem investindo para atingir este objetivo. A empresa foi patrocinadora do Santo André de 2009 até a final do Campeonato Paulista em 2010; realizou patrocínio pontual com a equipe do Santos na reestreia de Robinho, equipe da qual é a atual patrocinadora, assim como do Atlético-PR, Bahia e dos jogos da Seleção Brasileira de Futebol. Ainda é patrocinadora do Novo Basquete Brasil (NBB), do Torneio 5x5 da NBA no país, do Corpore de Corridas de Rua e da Academia de MMA (Mixed Martial Arts) do Corinthians.

 

A evolução visual

O logotipo da marca NETSHOES passou por algumas modificações ao longo dos anos.

 

Os slogans

Sem limites entre você e o esporte.

Todo mundo tem um esporte. O nosso é facilitar o seu.

A sua loja de esportes na Internet.

 


Dados corporativos

● Origem: Brasil

● Fundação: 5 de fevereiro de 2000

● Fundador: Márcio Kumruian

● Sede mundial: São Paulo, Brasil

● Proprietário da marca: Grupo Netshoes

● Capital aberto: Não

● Presidente: Márcio Kumruian

● Faturamento: R$ 600 milhões (2011)

● Lucro: Não divulgado

● Presença global: 3 países

● Presença no Brasil: Sim

● Funcionários: 2.100

● Segmento: Comércio eletrônico

● Principais produtos: Materiais esportivos

● Principais concorrentes: Centauro e Submarino

● Slogan: Sem limites entre você e o esporte.

● Website: www.netshoes.com.br

 

A marca no Brasil

Hoje em dia a NETSHOES oferece mais de 25 mil itens e equipamentos para os mais variados esportes, incluindo futebol, tênis, basquete, vôlei, handebol, ciclismo, corrida, skate, artes marciais e automobilismo, que são entregues em todo território nacional, Argentina e México, onde mantém operações próprias. Para completar o mix, ainda oferece uma variedade de artigos de moda casual e administra a operação virtual das lojas oficiais dos clubes Atlético-PR, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Palmeiras, Santos, São Paulo, Vasco, Chivas, Pumas, Monterrey e América do México, sendo também representante oficial de produtos da NBA na América Latina e, no Brasil, e responsável pela administração das lojas virtuais das marcas Puma, Havaianas, Globo Esporte, Saraiva Esportes, Timberland, Topper, Mizuno e Fascar. Para dar respaldo operacional a toda essa operação, a empresa conta com um centro de distribuição (com mais de 16.000 m²) em Barueri (SP) totalmente automatizado para garantir a entrega dos produtos com agilidade e segurança. Para garantir a satisfação dos clientes, todos os produtos vendidos no site podem ser trocados caso o tamanho escolhido de uma peça não seja o ideal. Para isso, a NETSHOES conta com uma central de relacionamento formada por uma equipe de atendentes disponíveis 24 horas por dia, treinados para atender a uma média de 65 mil solicitações por mês. Desde sua fundação a empresa já realizou mais de 15 milhões de entregas.

 
Você sabia?

● A NETSHOES atingiu o status de loja virtual mais visitada do país, sendo líder no segmento puramente esportivo, de acordo com o estudo desenvolvido pela comScore.

 

 

Fonte e Sítios Consultados

 




 

12 de janeiro de 2013

Escassez de mão de obra especializada no E-commerce brasileiro


E-commerce brasileiro procura profissionais. E não acha...



O levantamento ouviu empresas do setor que estão contratando e revelou que em 65% dos casos, os candidatos são despreparados para ocupar as vagas abertas. O comércio eletrônico caminha a passos largos no Brasil. No ano de 2012, o faturamento do setor tinha previsão de ultrapassar a marca de 22 bilhões de reais. Se a estimativa se confirmasse, a área iria experimentar um crescimento de 20% em relação às vendas do ano passado, muito superior ao tímido desempenho esperado do restante da economia nacional: 1,5%. O e-commerce nacional pode registrar outro recorde neste ano: 40 milhões de brasileiros (metade dos usuários de internet no país) devem fazer ao menos uma compra em uma das 30.000 lojas on-line existentes. E o mercado tem a previsão de ser aquecido mais ainda, pela chegada da Amazon, uma gigante americana do varejo eletrônico, o que deveria estar ocorrendo entre o fim de 2012 ou início de 2013.

Apesar de tantos indicadores positivos  e justamente por causa desse crescimento acelerado, é que  o comércio eletrônico já se ressente da falta de profissionais. É o que revela levantamento realizado pela e-bit, empresa que consolida dados do e-commerce nacional, em parceria com a Universidade Buscapé Company, do grupo Buscapé, e obtido com exclusividade por VEJA.com. A pesquisa ouviu 274 profissionais de pequenas e médias empresas de e-commerce de todo o Brasil, sendo que mais da metade delas tinha postos abertos para contratação imediata nos últimos seis meses. Contudo, a constatação mais importante do estudo preocupa: em 65% dos processos de seleção, os candidatos não estavam preparados para ocupar as vagas oferecidas.

O problema revelado pela amostragem é confirmado por companhias de todo porte e também analistas. Prejuízo para o setor? "É evidente", afirma Gerson Rolim, diretor de marketing da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. "Projetos precisam ser paralisados ou atrasados, a inovação perde velocidade." A relativa escassez de mão de obra especializada é na análise da e-bit, fruto do crescimento acelerado do e-commerce no Brasil. "É um segmento relativamente novo, que demanda novas competências em intervalos de tempo muito curtos", diz Pedro Guasti, diretor geral do e-bit. Um bom exemplo disso é o cargo de gerência de mídia social, responsável por interagir com potenciais consumidores em perfis corporativos no Twitter, Facebook e YouTube. O posto mal existia em grande parte das empresas até dois anos atrás e agora já exige conhecimentos profundos sobre investimento em publicidade naquelas plataformas.

 Outro exemplo de demanda que se impõe às empresas é o chamado m-commerce: há um ano, as compras via celular eram irrisórias (em muitos casos ainda são), mas as empresas já sabem que é para lá que caminha o consumidor. Falar-se genericamente em e-commerce é como não falar nada. O setor se expandiu e fragmentou em várias subáreas específicas. Hoje, está dividido em dois grandes campos, técnico e de negócios, repartidos, por sua vez, em várias subdivisões. O primeiro campo engloba as funções de designer, desenvolvedor web e de plataformas móveis, enquanto o segundo fica com gerência de e-commerce, marketing digital, mídia social, logística, benchmarking, metadados e call center. Não é pouco. Devido à diversidade, os salários variam muito: segundo o último levantamento feito pelo Catho, serviço que reúne ofertas de empregos e currículos, relativo a 2012, a média dos vencimentos do setor vai de 800 reais (caso de auxiliares) a 16.400 (diretores).

 

Escassez de mão de obra especializada é reflexo do crescimento acelerado do e-commerce no Brasil


         Em um mercado que devia ultrapassar a marca de 22 bilhões de reais até o final de 2012, impressiona que em 65% dos processos de seleção os candidatos estão despreparados para ocupar as vagas. Os dados são de uma recente pesquisa realizada pela e-bit, empresa que consolida dados do e-commerce nacional, em parceria com a Universidade Buscapé Company, do grupo Buscapé. O levantamento foi realizado com 274 profissionais de pequenas e médias empresas de e-commerce de todo o Brasil. Segundo o último levantamento feito pelo Catho, serviço que reúne ofertas de empregos e currículos, a média dos salários do setor está entre R$ 800,00 reais (caso de auxiliares) a R$ 16 mil (diretores).

          Prejuízo para o e-commerce? Como esse mercado pode caminhar a passos tão largos no País e ao mesmo tempo possuir essa escassez de mão de obra especializada? Para responder essas perguntas, o especialista em e-commerce e diretor comercial da Eletrônica Santana, Rubens Branchini Martins pode ajudá-lo. Fonte: Rubens Branchini Martins, especialista em e-commerce e diretor comercial da Eletrônica Santana, empresa que está há 48 anos atuando no setor.

 


Falta profissional para área de E-commerce – (Loja Virtual)
 
Entre os postos abertos há oportunidades para praticamente todas as áreas de atuação em marketing, comunicação e vendas.

Rio de Janeiro – O aquecimento do comércio eletrônico brasileiro abre cada vez mais oportunidades para os profissionais. Hoje, no entanto, o mercado enfrenta o desafio de encontrar pessoas qualificadas para ocupar as vagas oferecidas, que pagam salários de até R$ 12 mil.

As escolas tradicionais de graduação e formação profissional ainda não conseguem formar profissionais para atender a crescente demanda, deixando a tarefa a cargo das empresas. Manter a sustentabilidade do negócio é outra dificuldade para os varejistas na internet. De acordo com uma pesquisa realizada pela Ecommerce School, entre janeiro e agosto de 2011, há 23 mil lojas virtuais no Brasil.

Mas, deste total, apesar do crescimento de 24% das vendas do e-commerce no primeiro semestre de 2011, em relação ao mesmo período anterior, de acordo com a e-bit, apenas 30% estão ativas, ou seja, investem em divulgação e realizam ao menos 10 vendas por mês. A estimativa é que, até 2014, o número chegue a 45 mil e a proporção de lojas ativas se mantenha.

Entre os principais obstáculos para o desenvolvimento ainda maior dos varejistas virtuais estão a falta de conhecimento e planejamento. “Um grande erro é a escolha da plataforma, que deve caber no orçamento e não gerar um custo fixo elevado. Hoje há desde opções gratuitas, até as que custam R$ 200 mil. Saber definir é fundamental para o sucesso”, conta Mauricio Salvador, fundador, coordenador e sócio da Ecommerce School, lembrando que é possível abrir uma loja online com menos de R$ 50,00 por mês.

 

Empreendedorismo domina o e-commerce brasileiro

Seguindo a perspectiva de 45 mil lojas em funcionamento até 2014, a previsão é que sejam gerados 34 mil empregos diretos e mais 50 mil indiretos no comércio eletrônico nacional no período. Entre os postos abertos há oportunidades para praticamente todas as áreas de atuação em marketing, comunicação e vendas, como diretores, gerentes, assistentes de e-commerce, analistas de métricas, links patrocinados, SEO, fotógrafos, designers, gerentes e analistas de marketing digital.

O próprio Google vem criando profissões, como analistas de métricas, de SEO e de links patrocinados. “Já os profissionais especializados em experiências dos usuários são importantes, para gerar conteúdo, fotos e vídeos online”, ressalta Salvador. A expansão das mídias sociais também demandará cada vez mais cargos específicos. Caso de gerentes, coordenadores e assistentes de mídias sociais, assim como diretores e coordenadores de conteúdo.

Mas, apesar do aumento de oportunidades oferecidas, o empreendedorismo impera no varejo eletrônico brasileiro e a baixa barreira financeira de entrada faz com que muitas pessoas abram lojas virtuais para revender produtos. Segundo o levantamento, 50% dos 282 profissionais de e-commerce entrevistados, em parceria com a e-bit, afirmaram ser sócio-proprietário das empresas.

Indicações são meio mais efetivo para contratação

O cenário de empreendedorismo também pode ser explicado pela dificuldade em encontrar mão de obra qualificada. A maioria dos pesquisados (79%) afirmou que os profissionais não atendiam a todas as habilidades necessárias, enquanto 22% não sabiam onde encontrar currículos específicos. Para 20%, os salários pedidos eram mais altos do que poderiam oferecer e 9% dos candidatos já estavam empregados em outra empresa.

O profissional de e-commerce precisa ter uma visão geral do negócio e entender de tudo um pouco, desde a parte comercial, até a financeira, de operação e logística. Há muitos profissionais focados em apenas um assunto e as empresas acabam tendo de desenvolver outras habilidades nestas pessoas. Hoje, todos os profissionais de e-commerce em nível gerencial médio estão empregados, o que acaba gerando uma rotatividade no mercado”, conta o executivo da Ecommerce School.

Na hora de prospectar profissionais, as indicações ainda são o meio mais efetivo. Dos executivos que contrataram nos últimos seis meses, 64% chegaram aos candidatos por meio de amigos, parentes ou colegas de trabalho. As redes sociais vêm apresentando uma importância crescente: 11% encontraram os profissionais por meio de sites como LinkedIn e Twitter.

Salários acima de R$ 5 mil

Com o alto índice de rotatividade no mercado, a solução para manter um funcionário são os bônus mais agressivos no atingimento de metas, principalmente no caso de empresas de médio e grande portes. A pesquisa indicou que 21% dos profissionais de e-commerce recebem entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, 19% entre R$ 5 mil e R$ 8 mil, 7% de R$ 8 mil a R$ 12 mil e 8% acima de R$ 12 mil. A maior parte (28%), no entanto, recebe entre R$ 1 mil e R$ 3 mil e 5% chegam a ganhar menos de R$ 1 mil.

Em relação ao grau de entendimento dos gerentes de e-commerce, o atendimento ao cliente é a atividade mais dominada pelos profissionais, com 21% tendo afirmado ter “muito conhecimento”. Em seguida, aparecem técnicas de vendas (20%) e marketing digital (19%). O atendimento também é considerado como uma atividade prioritária para quem deseja trabalhar como gerente de e-commerce, citado por 79% como “muito importante” e 14% como “importante”.

Os profissionais de e-commerce consideram muito importante ter conhecimentos no atendimento ao cliente e no marketing digital. Por outro lado, quando avaliamos as atividades que mais conheciam, a parte de expedição, logística e gestão financeira mostrou-se uma fraqueza, o que acaba se refletindo no mundo real. Hoje, o maior índice de reclamações no e-commerce é por causa de “logística”, lembra Salvador, autor do livro “Como abrir uma loja virtual de sucesso”.

 

Fonte e Sítios Consultados


http://www.ebitempresa.com.br/clip.asp?cod_noticia=3951&pi=1> pesquisa em 12/01/2013


 

11 de janeiro de 2013

Saiba mais sobre o Buzz Marketing e sobre o Marketing Viral


O que é Buzz Marketing?
O que é Marketing Viral?

 

O que é Buzz Marketing? e Marketing Viral? Para responder a estas perguntas vamos começar esta jornada buscando definições que encontramos pela Internet para vocês analisarem diversos pontos de vista, e terminaremos com uma definição criada por todos nós.

A primeira parada é no site da WOMMA (Word of Mouth Marketing Association) onde encontramos uma ótima definição de buzz marketing e como podemos aplicá-lo.

Buzz ou word of mouth em português podem ser traduzidos como buxixo, boca-a-boca. Portanto Buzz Marketing é focado em dar um motivo para que as pessoas falem de seus produtos e serviços, e facilitar a iniciação deste tipo de conversas.

Todas as técnicas de word of mouth marketing são baseadas em conceitos de satisfação de clientes, diálogos em duas vias, e comunicação transparente. Os elementos básicos são:

- Educar pessoas sobre seus produtos e serviços.

- Identificar pessoas que compartilham bastante suas opiniões.

- Providenciar ferramentas para que a informação seja facilmente compartilhada.

- Para estudar como, onde, e quando opiniões são compartilhadas.

- Para escutar e responder a colaboradores, inimigos ou neutros.

Quando uma dona de casa experimenta determinada marca de sabão em pó e o indica para as vizinhas, ou quando um tênis é indicado e comentado entre amigos, isso pode ser considerado “Buzz Marketing”. Em seu conceito de mercado, buzz marketing, exprime o fator de consumidores gostarem de um produto ou serviço e comentarem positivamente para outras pessoas de seu circulo pessoal e profissional de relacionamentos.

No buzz marketing o desafio é identificar quando e como esses comentários surgem e em qual ocasião, sendo uma ação factível que ocorre no mercado e em locais diversos. O buzz marketing busca sistematizar as condições que incitam as pessoas que usam determinado produto a levar esta experiência a outras pessoas.

Popularmente conhecido como “boca- a- boca”, o comentário sobre um determinado produto e serviço transmitido de uma pessoa para outra é, na maioria das vezes, mais eficaz do que uma peça ou campanha publicitária para atestar as condições, benefícios e qualidade do produto ofertado no mercado.

Quando você compra um aparelho de televisão, por exemplo, há vários fatores que podem influenciar na decisão de compra, entre eles: preço, marca, modelo (tecnologia), orientações do vendedor e orientações de amigos e familiares. Quando você observa algum amigo seu de longa data usando uma marca de tênis que nunca o deixou na mão, ou melhor, com os pés no chão, a experiência positiva de seu amigo com aquele produto pesará bastante na sua escolha.

No mundo do marketing, o “boca-a-boca” é designado como marketing viral, no qual pessoas espalham notícias no formato de vídeos e textos sobre determinado produto e conteúdo de promoção para diversas pessoas via e-mail ou através de mídias sociais. O princípio do “boca-a-boca” e do viral é o mesmo, só diferem no mecanismo e na velocidade de transmissão.

Portanto, o buzz marketing possui características similares ao marketing viral e torna-se mais presente e forte em ações na internet, na missão de atingir o maior número possível de pessoas. Para dar certo, as ações de buzz marketing devem interagir e conquistar o interesse do internauta / consumidor de repassar determinada mensagem a outras pessoas.

Exemplo: No início de 2010, uma importante marca de cerveja brasileira lançou o slogan “cervejão” rimando como “praião”, “abração” , “biquinão” e outros artefatos prazerosos que rimassem com “verão”, na semana de lançamento da campanha, várias pessoas elogiavam e criticavam os excessos de “ão” no texto publicitário no Twitter e em outros portais, mas seguindo o antigo ditado falem bem ou mal, mas falem de mim , os comentários nas mídias sociais e nos mensageiros da internet despertaram a curiosidade pela campanha e pela marca até em quem ainda não tinha visto o comercial na TV. Nesse caso foi um comentário que partiu sobre observações a respeito do comercial da cerveja na televisão.

O buzz marketing quando busca reforçar o “boca-a-boca”, principalmente na internet, é considerado uma estratégia de marketing para conquistar o interesse dos consumidores a repassar uma mensagem de um produto a outras pessoas de forma multiplicadora para dezenas e até milhares de pessoas.

A Womma também listou vários tipos de word of mouth marketing e deixou claro que alguns profissionais podem querer argumentar em algum ou outro ponto. A lista é a seguinte:

  • Buzz Marketing: Utilização de eventos high-profile(que atrai atenção e publicidade) ou alguma notícia para fazer as pessoas falarem de sua marca.

 

  • Viral Marketing: Criando mensagens divertidas ou informativas que são feitas para serem passadas adiante de modo exponencial, por email ou eletronicamente.

 

  • Community Marketing: Formando ou apoiando comunidades que possam criar interesse sobre a marca (como fan clubes, fórum de discussões) providenciando ferramentas, conteúdo, e informação para apoiar estas comunidades.

 

  • Grassroots Marketing: Organizando e motivando voluntários a participarem em projetos pessoais ou de alcance local.

 

  • Evangelist Marketing: Cultivando evangelistas, voluntários que são incentivados a tomarem um papel de liderança ativamente espalhando mensagens no seu nome.

 

  • Product Seeding: Colocando o produto certo, nas mãos certas, na hora certa. Providenciando informações e amostras a pessoas influentes.

 

  • Influencer Marketing: Identificando comunidades chave e lideres de opinião que podem se interessar em falar sobre sua marca e tem habilidade de influenciar outras pessoas.

 

  • Cause Marketing: Apoiando causas socias para ganhar respeito e apoio daqueles que se identificam com a causa.

 

  • Conversation Creation: Anúncios interessantes ou engraçados, emails, jingles, entretenimento ou promoções feitas para começar a atividade de boca a boca.

 

  • Brand Blogging: Criando blogs e participando na blogosfera, no espírito de comunicação aberta e transparente compartilhando conteúdo de valor que a comunidade de blogueiros possa querer falar a respeito.

 

  • Referral Programs: Criando ferramentas que permitem clientes satisfeitos indicarem você aos amigos deles.

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Já o site www.buzzmarketing.com administrado por Mark Hughes, autor do livro Buzzmarketing publicado pela editora Penguin diz o seguinte sobre buzz marketing.

Na definição deles, Buzz Marketing é capturar a atenção dos consumidores e da mídia até o ponto em que falar sobre sua marca torna-se divertido, fascinante, digna de ser notícia. É uma maneira de iniciar conversas. O site também salienta que ninguém gosta de marketing intrusivo e que buzz marketing é completamente o oposto.

No blog Buzzoodle.com, encontramos outra definição que está mais atrelada aos funcionários de uma empresa.

“Buzz Marketing é boca-a-boca em esteroides. Buzz Marketing é quando algo grande acontece, ou quando coisas pequenas acontecem numa quantia suficiente fazendo com que o boca-a-boca comece a crescer. “

“O crescimento contínuo do buzz vem do treinamento dos empregados para aprenderem a divulgar a empresa. Ferramentas existem para pessoas de uma empresa criar mais buzz mesmo que ela não seja do departamento de marketing ou vendas.

Também é ressaltado no final que os melhores resultados de buzz marketing virão por você ser excepcional, e não por seguir fórmulas certas e outros clichês de marketing.

A definição de marketing viral retirada do Answers.com, e diz o seguinte:

“É um método de publicidade utilizado online que é similar ao boca-a-boca”. O “viral” se refere à rapidez com que a mensagem se propaga, e seu propósito não tem nada a ver com danificar nenhum PC, é apenas fazer uma oferta disponível para as massas. O anúncio é disseminado através de links que são incluídos em e-mails, blogs, websites que apontam para um produto ou serviço que este público possa querer, seja ele gratuito ou não.

O termo foi atribuído à empresa Draper Fisher Jurvetson (www.venture-capital.com), depois que seu investimento no Hotmail cresceu dramaticamente. Hotmail automaticamente adiciona um anúncio no fim de todos os e-mails sugerindo que outras pessoas também assinem o serviço. Em 1 ano e meio mais que 12 milhões de pessoas tornaram-se usuários Hotmail.”.

 

A empresa Viral Factory demonstra as etapas de uma campanha de marketing viral que são:

·       Estratégia

·       Criatividade

·       Produção

·       Propagação

·       Monitoramento

 O site Answers.com nos traz ainda informações das possibilidades de transmissão de uma campanha viral, que incluem: Word of Web(links do tipo “envie para seu amigo”), Word of Email(Mensagens, fotos, vídeos retransmitidos), Word of IM(Utilizando mensageiros como MSN, Yahoo, GoogleTalk), Reward for Referrals( incentivos e prêmios para aqueles que trouxerem seus amigos), Bluetooth(possibilitando a troca de arquivos de vídeo, fotos, texto entre aparelhos móveis) e claro, o Word of Mouth que é o boca-a-boca.

Analisando as informações coletadas até o momento, percebe-se que marketing viral é diferente de buzz marketing, porque marketing viral é focado na transmissão de mensagens através de meios como email, celular, MSN Messenger entre outras novas tecnologias que fazem com que uma mensagem seja redistribuída numa velocidade que outrora não seria possível. É o Buzz Marketing ficando viral com a ajuda da tecnologia.

 

Fonte e Sítios Visitados

http://buzztutorial.wordpress.com/2006/12/04/o-que-e-buzz-marketing-o-que-e-marketing-viral/

http://www.infoescola.com/marketing/buzz-marketing/
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