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Administração no Blog

Conteúdos de Administração e assuntos atuais.

10 de janeiro de 2013

Conheça as tendências para 2013 das Compras Coletivas


      COMPRA COLETIVA - tendências para 2013

Compra Coletiva é uma modalidade de e-commerce que tem como objetivo vender produtos e serviços para um número mínimo pré-estabelecido de consumidores por oferta.

Por meio deste comércio os compradores geralmente usufruem da mercadoria após um determinado número de interessados aderirem à oferta, para compensar os descontos oferecidos que em média vão até 90% de seu preço habitual. Por padrão deste mercado os consumidores dispõem de um tempo limite para adquirir a oferta, que varia entre 24 horas e 48 horas após seu lançamento. Caso não atinja o número mínimo de pedidos dentro deste intervalo a oferta é cancelada.

Este modelo de negócio foi criado nos Estados Unidos por Andrew Mason, quando lançou o primeiro site do gênero em novembro de 2008, o Groupon. Aqui no Brasil o pioneiro foi o Peixe Urbano, iniciando suas atividades em março de 2010.

Desde então, a Compra Coletiva se consolidou entre os brasileiros, beneficiando tanto as empresas que podem vender suas mercadorias em maior volume por conta de seu baixo preço, assim como os consumidores, que poderão adquirir bens com generosos descontos por estarem realizando uma Compra Coletiva.

O Buzz Marketing é uma ferramenta vital para este setor, que conta com a ajuda dos próprios consumidores para propagarem as ofertas destas empresas, com o intuito de obter ao menos o número mínimo necessário de pedidos para que a oferta seja validada. Para isso, utilizam principalmente as redes sociais como canal de divulgação.

O atual dinamismo do mercado de Compra Coletiva incentiva a constante inovação entre as empresas participantes, principalmente quando o assunto é promoção. Uma tática interessante, e muito utilizada neste sentido, é a disponibilização gratuita de uma determinada quantia em dinheiro aos usuários cadastrados no site. Com isso, promove o consumo de seus produtos e serviços e mantém sua base de consumidores sempre ativa. Também são oferecidas bonificações para aqueles usuários já cadastrados que indicarem o engajamento de outros que ainda não possuem vínculo com a companhia.

Atualmente o segmento de Compra Coletiva é composto de fornecedores de pequeno e médio porte, comercializando em sua maior parte bens de consumo não duráveis, como serviços de estética, fotografia, academia, hospedagem, pet shop, refeições, além de tantos outros que até pouco tempo não possuíam presença expressiva no e-commerce.

No entanto, analistas preveem que o mercado de Compra Coletiva, por meio de sua evolução, também incorporará bens de consumo duráveis com a entrada de grandes fornecedores, apesar dos exorbitantes descontos que marcam este setor se tornarem impossíveis de serem aplicados, pois estes produtos já são comercializados com uma margem mínima de lucro.

Esta tendência já está se consolidando desde o ano de 2011, passou por 2012 e agora em 2013 é que o e-commerce de Compra Coletiva brasileiro irá passar por uma série de fusões, transformando muitas destas pequenas empresas que surgem a cada dia em gigantes do comércio eletrônico. Para os demais países do mundo é esperada uma evolução semelhante, principalmente em mercados onde a Compra Coletiva vem evoluindo rapidamente, como nos Estados Unidos e China.

 

Fonte e Sítios Visitados

Guilherme Gavioli  -  E-Commerce News

http://ecommercenews.com.br/glossario/o-que-e-compra-coletiva

Geração de Energia no Brasil


Como a energia é gerada no Brasil

Com 87% da sua matriz energética provenientes de hidroelétricas, o Brasil está à beira de um colapso, devido ao baixo nível dos reservatórios nas usinas do Sudeste, pois esse tipo de fonte de energia depende das chuvas. O resto da energia é produzido pelas centrais termoelétricas (10%) e pelos reatores das centrais nucleares de Angra dos Reis (2%). Mas a situação caótica, explicam analistas, se deve principalmente à falta de investimentos no setor.  


          A falta de interligação do sistema de transmisão em todo o país é apontada por especialistas do setor como a principal causa da crise energética atual. "Está sobrando energia no Sul e faltando no Sudeste, a interligação resolveria o problema sem racionamento", disse o superintendente de comunicação de Itaipu, Helio Teixeira.


           Do Sul, com um sistema de transmissão mais eficiente, seria possível receber uma expressiva contribuição da Companhia Paranaense de Energia (Copel), que mesmo em processo de privatização, tem prosseguido com projetos importantes de aumento de geração. A Copel possui participação na usina de Machadinho, já em operação, que gera 1,140 mil mw, e planeja para 2006 a entrada em operação da hidrelétrica de Campos Novos, com capacidade de 880 mw, e uma termelétrica de 480 mw para entrar em operação em outubro de 2002.


           Além disso, a maior potência hidroelétrica instalada está na bacia hidrográfica do Paraná, no Centro Sul do país. A maior potência hidroelétrica do país encontra-se na Amazônia, ou seja, nas duas bacias hidrográficas presentes nessa região - a Amazônica e a do Tocantins, garantindo que o Norte também não fique às escuras.


Importação - Uma saída para a crise energética no Brasil pode estar nos demais países sul-americanos. Segundo estudos do governo, as possibilidades para o suprimento de energia sul-americana poderiam incluir novas linhas de transmissão no sul do País, principalmente da Argentina, e mesmo novos acordos com os países vizinhos. A principal vantagem seria o custo relativamente reduzido dessa energia.

            O projeto Mercosul, fechado pelo governo do Paraná com a Argentina, prevê a importação de 3 mil megawatts de energia da Argentina, além de 20 milhões de metros cúbicos/dia de gás boliviano, que também alimentará a termoelétrica argentina. No Brasil, a energia será importada e comercializada pela Copel, que também será responsável pela construção da linha de transmissão de 600 quilovolts de Puerto Iguazu, na Argentina, até Embu-Guaçu (SP).


Como funcionam as fontes de energia e seus custos

           As hidrelétricas produzem energia através de geradores movidos a força hidráulica (quedas d’água). As termelétricas, através de geradores acionados por aquecimento, utilizando-se combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão. E as nucleares produzem energia através de geradores movidos por aquecimento obtido a partir de minerais atômicos, como urânio e o tório.


           A termelétrica apresenta o mais baixo custo de implantação, embora sua manutenção seja cara. Já a hidrelétrica apresenta maiores problemas com relação ao porte de energia produzida, pois nem sempre as áreas onde as usinas podem ser instaladas estão próximas aos mercados consumidores, e a intensidade da energia se perde à medida que a distância das usinas geradoras aumenta. A usina nuclear tem um alto custo tecnológico, além dos riscos em se utilizar minerais atômicos para gerar energia.


- A História desta crise -

O Plano de Racionamento: cotas, sobretaxa e bônus

O governo optou pelo racionamento de energia sem apagões e menos doloroso de imediato. Inicialmente, colocou consumidores residenciais e industriais na mira de punições drásticas, como sobretaxas de até 200% na conta de luz e cortes de fornecimento de até seis dias seguidos, mas no primeiro dia do racionamento anunciou mudanças e cortou as sobretaxas para as residências que conseguirem atingir a meta de 20% de economia no consumo, mesmo que o consumo seja superior a 200 kWh por mês.

A partir da primeira leitura de dezembro de 2001, os consumidores residenciais e comerciais têm novas metas de economia. Na região Norte, a meta foi reduzida para 5%. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a meta é de 12%, e no Nordeste, de 17%. O governo fez também uma concessão para as cidades turísticas, que ganharam um bônus. No NE, precisarão economizar 12%. No SE e CO, apenas 7%.

O plano administrado pela Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica joga todas as suas fichas na cooperação da sociedade, mas não afasta o risco de apagões no futuro.

O racionamento, em vigor na região Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, estabelece cotas de consumo, com penalidades para quem desrespeitar os limites e bônus para quem conseguir economizar. As cotas foram estabelecidas com base no consumo médio registrado nos meses de maio, junho e julho de 2000.

Começando em 4 de junho, o programa já sofreu inúmeras modificações. A partir de dezembro, os consumidores residenciais e comerciais não sofrem risco de corte quando o consumo foi igual ou inferior a 225kWh/mês, mesmo que ultrapassem a meta.

Impacto Fiscal - Os economistas do governo descartaram um impacto imediato do plano de racionamento nas contas públicas, mas admitiram que isso terá de ser reavaliado. O governo admitiu, no entanto, que o plano elevará em 0,15 ponto percentual a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), levando em consideração apenas o impacto da sobretaxa sobre os consumidores residenciais.


Os motivos da crise energética

Falta de chuvas ou de investimentos do governo? Qualquer que seja o culpado pela crise energética que ameaça a economia e a tranquilidade do País, alguns fatos são claros: os reservatórios das usinas hidrelétricas do Sudeste, região que mais consome energia no País, estão abaixo da capacidade. Os reservatórios deveriam estar com pelo menos 50% da capacidade, para enfrentar o período sem chuvas que duram o outono e o inverno na região. As hidrelétricas, no entanto, estão com os reservatórios abastecidos em apenas 34%.

Em outros países, os investimentos em energia são feitos em diferentes tipos de usinas, justamente para evitar crises quando um modelo tem problemas de abastecimento. No Brasil, ao contrário, 87% da eletricidade é de origem hidroelétrica e depende da boa vontade de São Pedro. O resto é produzido pelas centrais termoelétricas (10%) e pelos reatores das centrais nucleares de Angra dos Reis (2%).

O governo culpa a falta de chuvas pela crise energética. Fernando Henrique, em discurso sobre o assunto, afirma ter sido pego de surpresa pela necessidade de racionamento. "E faço questão de ressaltar a palavra 'surpresa'", repetiu o presidente. O Instituto Nacional de Metereologia informa que na região de Furnas, por exemplo, o índice de chuvas é o pior dos últimos 20 anos e, já em março, o instituto avisava que era improvável que as chuvas de abril e maio fossem suficientes para encher os reservatórios que abastecem as hidrelétricas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

O ministro da Economia, Pedro Malan, no entanto, admite que faltou comunicação entre as várias áreas do governo para pelo menos diminuir os efeitos da crise energética. A falta de investimentos no setor é apontada por especialistas como a principal culpada pela crise atual. A produção de energia recebia anualmente, em média, US$ 13 bilhões em investimentos. Na década de 90, este valor caiu para US$ 7 bilhões, embora o consumo não tenha parado de crescer: ele aumenta 5% por ano.

O professor Luiz Pinguelli Rosa, da UFRJ, afirmou à Reuters que, mesmo que o Brasil consiga passar por esta crise, à custa de racionamento e cortes, o problema pode persistir por mais três anos. "O problema atual não tem nada a ver com São Pedro. Não é por falta de chuva neste ano, mas porque os reservatórios vêm sendo esvaziados porque a operação é feita com insuficiência de equipamentos", explicou. Segundo ele, o problema só vai ser resolvido nos próximos anos, na medida em que entrarem em operação as termoelétricas previstas no plano emergencial do governo federal.

Outro problema, além da falta de investimentos, é a falta de integração que existe entre as diversas usinas. Enquanto as hidrelétricas do Sudeste enfrentam os níveis mais baixos de abastecimento desde que foram construídas, sobram água e energia no Sul e no Norte, onde as usinas estão, em média, com altos níveis de abastecimento. A falta de linhas de transmissão de alta capacidade impede a transmissão de energia entre estas regiões e, até por isso, excluiu, pelo menos até setembro, as duas regiões do racionamento, que será adotado no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.


Saiba economizar energia em casa

Em tempo de vacas magras, economizar recursos é a melhor solução. Por isso, veja algumas dicas da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) de como você pode consumir menos e ainda segurar um pouco mais de dinheiro no seu bolso:

GELADEIRA E FREEZER

  Sempre que possível, retire de uma só vez todos os alimentos que vai usar

  Mantenha a borracha de vedação em bom estado para não escapar o ar frio*

  Não coloque em seu interior alimentos ainda quentes

  Não use a parte traseira dos aparelhos para secar roupas

  Mantenha limpas as serpentinas da parte traseira dos aparelhos

  Instale seu aparelho em local ventilado, fora do alcance de raios solares e longe do fogão

  Deixe um espaço mínimo de 15 cm dos lados, acima e no fundo do aparelho em caso de instalação entre armários e paredes

  Não forre as prateleiras com vidros ou plásticos, pois isso dificulta a circulação do ar

  Não desligue o aparelho à noite para ligá-lo na manhã seguinte

  Faça o degelo quando a camada de gelo atingir a espessura de aproximadamente 1 cm

  No inverno, regule o termostato para uma posição de frio não muito intenso

  Durante ausências prolongadas, esvazie o aparelho e o desligue da tomada

* Dica: para saber se a borracha de vedação está boa, ponha uma folha de papel encostada no batente da geladeira/freezer e feche a porta. Em seguida, puxe a folha. Se ela deslizar facilmente, é sinal de que a borracha não está garantindo vedação. Faça esse teste em volta de toda a porta.

TELEVISÃO
  Não deixe a TV ligada quando você não estiver assistindo

  Evite dormir com a TV ligada

  Utilize TVs mais modernas, pois consomem menos energia

  Dê preferência para aparelhos com timer (função de desligamento automático)




AR CONDICIONADO E VENTILADOR

  Dimensione adequadamente o aparelho para o tamanho do ambiente

  Feche portas e janelas ao ligar o aparelho para evitar troca de calor. Cortinas e persianas também devem ser fechadas para evitar o calor do sol

  Limpe os filtros periodicamente, pois a sujeira dificulta a passagem do ar e força o aparelho

  Instale uma proteção caso você tenha que instalar o aparelho exposto a raios solares

  Desligue o aparelho sempre que ficar muito tempo fora do ambiente refrigerado

  Só ligue o ventilador quando estiver no ambiente

  Regule o termostato para evitar o frio excessivo

CHUVEIRO ELÉTRICO

  Evite banhos demorados

  Desligue o chuveiro quando estiver se ensaboando

  Procure manter a chave do chuveiro na posição verão. Na posição inverno, o consumo de energia é 30% maior

  Conserve limpos os orifícios de passagem da água

  Evite usar o chuveiro nos horários de pico de consumo de energia - entre as 17 e as 22h

  Não reaproveite uma resistência queimada. Além de ser perigosa, essa prática eleva o consumo



FERRO ELÉTRICO

  Evite ligar o ferro simultaneamente com outros aparelhos elétricos. Esse eletrodoméstico sobrecarrega a rede de energia

  Espere acumular uma razoável quantidade de roupas e passe-as de uma só vez

  Não deixe o ferro elétrico ligado sem necessidade

  Siga as instruções de temperatura para cada tipo de tecido e passe primeiro as roupas que necessitem de temperaturas mais baixas

MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS/LOUÇAS E SECADORAS

  Use a máquina só depois de ter juntado a quantidade de roupa/louça da capacidade máxima da máquina

  Limpe com frequência o filtro das lavadoras de roupas e louças

  Utilize a quantidade correta de sabão ou detergente para não ter que enxaguar novamente

ILUMINAÇÃO
  Use lâmpadas adequadas a cada tipo de ambiente

  Evite acender lâmpadas durante o dia, prefira a iluminação natural. Abra bem as janelas, persianas e cortinas e deixe a luz do dia iluminar a sua casa

  Apague as luzes quando os cômodos estiverem vazios

  Pinte as paredes internas e o teto com cores claras, pois estas refletem melhor a luz, diminuindo a necessidade de luz artificial

  Dê preferência às lâmpadas fluorescentes compactas ou circulares para a cozinha, área de serviço, garagem ou qualquer outro lugar que fique com as luzes acesas mais de quatro horas por dia. Além de consumir menos energia, duram até 10 vezes mais

  Use iluminação direta para leitura, trabalhos manuais, etc...

AQUECEDOR CENTRAL

  Dê preferência aos aquecedores equipados com controle de temperatura

  Instale o aquecedor perto dos pontos de consumo e isole adequadamente as canalizações de água quente

  Nunca ligue o aquecedor vazio à rede elétrica

OUTRAS DICAS IMPORTANTES

  Não deixe que existam em sua casa fios mal emendados, desencapados ou mal isolados

  Use fios de diâmetro correto para cada finalidade e não emende fios de espessuras diferentes

  Evite usar aparelhos elétricos no horário de pico de consumo - entre as 17h e 22h

  Desligue a chave geral da casa quando sair em viagem longa

  Dê preferência a eletrodomésticos com selo do Procel de Economia de Energia. Esses aparelhos foram aprovados por centros de pesquisas do governo no quesito economia de energia


Fonte e Sítios Consultados





9 de janeiro de 2013

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO BRASIL - do modelo burocrático ao gerencial


ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO BRASIL

  -  Do modelo burocrático ao gerencial  -

Em face às questões sociais, entendemos a substancial importância de perceber as funções do Estado frente às transformações advindas do atual meio de reprodução (capitalismo). Assim, segundo SIMÕES, 2009, p. 44:... a administração pública é a atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve para consecução dos interesses coletivos, abrangendo as funções exercidas pelas pessoas jurídicas, órgãos e agentes incumbidos de atende, concretamente, às necessidades coletivas”. Diante disso, percebemos que é de suma importância entender a transição do modelo de administração burocrática para o modelo gerencial a fim de entender a atual conjuntura da administração pública brasileira. Neste sentido concebemos este artigo mediante uma análise da caracterização do modelo de administração burocrático e posteriormente do gerencial.

Entendemos a administração burocrática como um modelo associado à burguesia industrial que visava à ampliação do processo de industrialização e no desenvolvimentismo, sendo esta considerada a primeira reforma nos padrões de administração pública. Percebemos que atualmente a administração pública está centrada no modelo gerencial, que emergiu como resposta às questões da crise do Estado nos anos 1980, tendo como objetivo a redefinição das funções do Estado e sua característica burocrática, assumindo um papel de facilitar o ingresso da economia nacional no sistema de competição internacional. Sendo esta uma primeira tentativa. Em 1995, o então Ministro Luis Carlos Bresser trouxe uma nova proposta de implantação do modelo de administração gerencial, a ser analisada neste artigo.

 
 
·        CARACTERIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BUROCRÁTICA E GERENCIAL

       - Administração Burocrática

Surge na segunda metade do século XIX, vinculada ao Estado Liberal3, onde de acordo com PEREIRA, 1996, p. 4:... foi adotada para substituir a administração patrimonialista, que definiu as monarquias absolutas, na qual o patrimônio público e o privado eram confundidos (...) esse tipo de administração revelar-se-á incompatível com o capitalismo industrial e as democracias parlamentares que surgem no século XIX.”

Devido a estes fatores, surge a necessidade da criação de uma administração burocrática. Porém, para entender no que de fato consiste este modelo de administração faz-se necessário, a priori compreender o conceito de burocracia que segundo CHIAVENATO, 2003, p-258 significa: “Uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade, isto é, na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos, a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos”. Constituem princípios orientadores: a profissionalização, a idéia de carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade, o formalismo, características estas que culminam no princípio do mérito profissional descrito por Max Weber. (PERREIRA, p- 4, 1996).

A burocracia brasileira, entre 1930 e 1986, estava presente na elite dirigente responsável pela promoção da industrialização, logo ligada aos empresários industriais. Vemos assim, que sempre esteve presente na administração do aparelho estatal, como grupo que integra o Estado e pressiona o mesmo, influindo assim na definição de suas políticas. Mas, a partir de 1979 este quadro de industrialização entra num processo de estagnação, caracterizado por aumento da inflação e redução da renda per capita. Marcou ainda este período, a questão do choque do petróleo, aumento de juros e a queda das exportações brasileiras. Como afirma NÓBREGA, 2009, p. 2: “O choque dos preços do petróleo entre 1973-1974 inaugurou uma longa fase de dificuldades para a economia brasileira, expressas no prolongado quadro de restrição externa. As relações de troca do Brasil com o resto do mundo, que haviam atingiram o seu ponto máximo em 1977, começaram a despencar isso não ocorreu em função apenas da elevação do preço do petróleo, como se costuma noticiar, mas principalmente porque os países centrais conseguiram impor o aumento dos preços de seus produtos numa proporção muito superior ao dos produtos exportados pela periferia”.

Percebemos em meio a esses fatores que o Brasil passa por um momento de crise fiscal, ligada ao modo de intervenção do Estado e a crise política que perpassa por três etapas. Em face deste contexto, notamos um ensaio de reforma em 1967 no governo de Castelo Branco, caracterizada como primeira tentativa de implementação do modelo de administração gerencial, que visava a desburocratização5 e descentralização. Porém, esta não teve efetividade e gera muitas dúvidas se realmente pode ser considerada reforma uma vez que foi revertida. Em 1994, no governo de Fernando Henrique Cardoso, percebemos que através do Plano Real tem-se inicio uma estabilização dos preços que irá resultar num avanço do crescimento. Posteriormente, em 1995, surge à inquietação de retornar a busca por uma segunda reforma que se denominara gerencial.

- Administração Gerencial

Oriunda na segunda metade do século XX, buscando meios capazes de enfrentar a crise fiscal do Estado, sendo assim uma estratégia para reduzir custos visando tornar mais eficiente à administração dos serviços que eram de responsabilidade do Estado. Tem como características principais a visão voltada para o cidadão, numa busca por obtenção de resultados, fazendo uso da descentralização, do incentivo a criatividade e a inovação. Segundo Santos (1999 p. 13), “Na administração gerencial, os resultados a serem alcançados devem ser negociados entre os formuladores da política pública e a instituição encarregada de programar-la. Nesse sentido, a identificação precisa dos objetivos e metas a serem alcançados, assim como dos responsáveis pelo seu atendimento em todos os níveis da organização, justificará a celebração do contrato de gestão”.

Assim, no modelo gerencial percebemos a definição dos setores de atuação do Estado, além de competências e modalidades de administração adequadas a cada setor. Esta Reforma Gerencial teve três dimensões: institucional, cultural e de gestão. Sua realização se utiliza de dois instrumentos: o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, e uma emenda constitucional, esta foi parte essencial da Reforma Gerencial, pois esta implicava mudanças institucionais fundamentais. Porém, o documento primordial para a reforma foi o Plano Diretor que continha o diagnóstico situacional.

Por se tratar de uma situação de interesse de toda a sociedade brasileira, foi necessário a realização de um debate nacional de enfrentamento e crítica a cultura burocrática, que até então dominava a administração pública. Onde também foram acentuados alguns aspectos da reforma sendo estes, a proposta de nova estrutura do aparelho do Estado, baseada na descentralização e a nova forma de gestão apoiada não na chamada à responsabilização através da gestão.

Segundo Luis Carlos Bresser Pereira, 2007, p-3, mentor, juntamente com sua equipe, da Reforma Gerencial de 1995: “A solução para os grandes problemas brasileiros não era substituir o Estado pelo mercado, como a ideologia liberal propunha, mas reformar e reconstruir o Estado para que este pudesse ser um agente efetivo e eficiente de regulação do mercado e de capacitação das empresas no processo competitivo internacional”.

Percebe-se que a necessidade de uma administração pública gerencial surge em meio a graves problemas relacionados a questões estruturais numa complexa pauta de mazelas sociais a serem solucionadas. Assim para que o Estado pudesse garantir os direitos sociais, seria necessário o fornecimento dos respectivos serviços de educação, saúde, previdência e assistência social para que os mesmos fossem realizados com eficiência. A eficiência de tais serviços tornava-se, inclusive, condição de legitimidade do Estado e de seus governantes. Notou-se que no modelo de administração burocrática ocorria à estabilidade dos funcionários com a intenção de proteger os funcionários e o Estado em relação às práticas patrimonialistas6. Vemos que em muitos casos, o patrimonialismo gerava certo comodismo e ineficiência nos profissionais, além da existência de vínculos empregatícios ligados a questões políticas. Logo, esta característica resulta na inviabilidade na implantação de uma administração pública eficiente.

“No Brasil a extensão da estabilidade a todos os servidores público, ao invés de limitar apenas as carreiras onde se exerce o poder de Estado, e o entendimento dessa estabilidade de uma forma tal que a ineficiência, a desmotivação, a falta de disposição para o trabalho não pudessem ser punidos coma demissão, implicaram em um forte aumento da ineficiência do serviço público”

Com a Constituição Federal de 1988, visualizamos uma quebra nessa prática de empreguismo público ao pontuar a obrigatoriedade do concurso publico para ingresso em cargos públicos.

“(...) o retrocesso burocrático da constituição de 1988 foi uma reação ao clientelismo que dominou o país naqueles anos, mas também foi uma afirmação de privilégios corporativistas e patrimonialistas incompatíveis com ethos burocrático.” Foi, além disso, uma consequência de uma atividade defensiva da alta burocracia, que, sentindo – se acuada, injustamente acusada, defendeu – se de forma irracional

 

 

 Fonte e Sítios Consultados

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA2b4AA/administracao-publica-no-brasil

Administracao Pública (modelos) e Os Profissionais de Administração Pública (tarefas)


Administração Pública


A administração pública, segundo alguns autores, pode ser definida objetivamente como a atividade concreta, direta, e imediata que o Estado desenvolve para assegurar os interesses coletivos e subjetivamente como o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a Lei atribui o exercício da função administrativa do Estado. A administração pública pode ser direta, quando composta pelos entes federados (União, Estados, Municípios e DF), ou indireta, quando composta por entidades autárquicas, fundacionais e paraestatais.


Administração Pública tem como principal objetivo o interesse público, seguindo os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. A administração pública é conceituada com base em dois aspectos: objetivo (também chamado material ou funcional) e subjetivo (também chamado formal ou orgânico).

·       Segundo o conceito de administração pública divide-se em dois sentidos:

"Em sentido objetivo, material ou funcional, a administração pública pode ser definida como a atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve, sob regime jurídico de direito público, para a consecução dos interesses coletivos".

"Em sentido subjetivo, formal ou orgânico, pode-se definir Administração Pública, como sendo o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a lei atribui o exercício da função administrativa do Estado".

Em sentido objetivo é a atividade administrativa executada pelo Estado, por seus órgãos e agentes, com base em sua função administrativa. É a gestão dos interesses públicos, por meio de prestação de serviços públicos. É a administração da coisa pública (res publica). Já no sentido subjetivo é o conjunto de agentes, órgãos e entidades designados para executar atividades administrativas.

Assim, administração pública em sentido material é administrar os interesses da coletividade e em sentido formal é o conjunto de entidades, órgãos e agentes que executam a função administrativa do Estado. As atividades estritamente administrativas devem ser exercidas pelo próprio Estado ou por seus agentes.

 

Modelos de administração pública


Na Europa, existem basicamente quatro modelos de gestão da administração pública, o modelo nórdico (Dinamarca, Finlândia, Suécia e Países Baixos), o modelo anglo-saxão (Reino Unido e Irlanda), o modelo renano ou continental (Áustria, Bélgica, França, Alemanha e Luxemburgo) e o modelo mediterrâneo (Grécia, Itália, Portugal e Espanha) e o Brasil

Fora da Europa, países de colônia inglesa quase em sua totalidade adotam o modelo anglo-saxão, na américa latina a preferência é o modelo mediterrâneo. O Japão e a Coréia do Sul adotam um modelo semelhante ao renano e ao mediterrâneo.

 

Modelo mediterrâneo

O modelo mediterrâneo é mais focado no sistema de carreira, se caracteriza pelo baixo status do funcionalismo, forte intervenção da política na administração e níveis elevados de proteção ao emprego.

 

Modelo nórdico e anglo-saxão


O modelo nórdico e anglo-saxão são semelhantes com algumas diferenças, é mais focado no sistema de emprego, adota o alto status do funcionalismo público, baixa intervenção da política na administração, níveis elevados de empregabilidade e seguro-desempregro, no caso nórdico, adota uma alta descentralização e independência dos serviços (modelo de agência).

 

Modelo renano ou continental

O modelo renano apresenta um meio termo, adota elevado status do funcionalismo público com alta interferência de sindicatos e são considerados uma categoria especial. Em relação aos níveis de emprego, os modelos nórdico e anglo-saxão apresentam níveis elevados, sendo o nórdico melhor para a redução das desigualdades.

 

Os Profissionais de Administração Pública

Eles utilizam e aplicam das teorias clássicas da administração no gerenciamento das instituições públicas. Encarregados de aplicar as teorias administrativas no desenvolvimento das ações do interesse social coletivo, os administradores públicos são essencialmente planejadores. Cada vez mais requisitados pelo mercado, eles gerenciam organizações do setor público em nível governamental, em agências federais, estaduais ou municipais, nas empresas ligadas ao terceiro setor ou em organizações não governamentais. Os profissionais são habilitados para a execução do planejamento e da gestão de políticas públicas, a implementação de programas de responsabilidade social, a gestão de organizações sociais e a elaboração de programas governamentais. Também são requisitados para atuar em agências reguladoras e de fomento social.

 

Fontes e Sítios Consultados

http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/administracao-negocios/administracao-publica-gestao-publica-682690.shtml

http://pt.wikipedia.org/wiki/Administra%C3%A7%C3%A3o_p%C3%BAblica
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