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11 de março de 2013

O Mundo das Coisas com Internet e dos ‘Vestíveis’ tecnológicos




O Mundo das ‘coisas’ com Internet


Uma Pesquisa realizada pela Pew Research demonstrou que 85% dos especialistas do mercado de tecnologia acreditam que a internet das coisas será parte do cotidiano até 2025. Essa pesquisa perguntou a especialistas em tecnologia como será o mundo em 2025. A palavra chave para definir o futuro é: conectado. Foram entrevistados mais de 1.600 especialistas na área. Na opinião deles, estamos vendo apenas o começo da internet. Até 2025, outra revolução terá acontecido. Para 85% deles, a internet das coisas será então uma realidade.

A internet das coisas é a conexão e comunicação entre objetos (ou máquinas, como se usa no linguajar técnico). Com isso, seria possível que sua casa saiba que você está chegando, já que seu carro está se movimentando. Ela poderá se preparar para a sua chegada (regulando a temperatura, acendendo as luzes, esquentando a comida, entre outras coisas).

De acordo com os especialistas, até 2025 esse tipo de tecnologia fará parte da rotina das pessoas. Em consequência, a vida será mais fácil, diminuindo o gasto de tempo para a realização de certas tarefas. Vint Cerf, vice-presidente e evangelista de internet do Google afirmou na pesquisa que “os benefícios destas ferramentas serão coordenados para melhorar nossas vidas”.

O outro entrevistado foi o jornalista e escritor Patrick Tucker, ele deu números para provar sua opinião de que até 2025 o mundo estará conectado. “Em 2008 o número de objetos conectados superou a população mundial e está crescendo mais rápido do que nós. São 13 bilhões de objetos conectados em 2013, de acordo com a Cisco, e serão 50 bilhões em 2020. Isso inclui telefones, chips, sensores, implantes e dispositivos que nós ainda não desenvolvemos”, explicou.

Outra categoria que vem ganhando força nos últimos anos também foi citada como uma chave para o futuro: a tecnologia vestível. Já podemos ver amostras disso com relógios inteligentes e pulseiras que analisam a movimentação e os exercícios físicos.

A professora da Universidade de Utah, Nicole Ellison, acredita que com tempo eles se tornarão mais e mais importantes. “À medida que a coleta de dados por tecnologia vestível ficar menor, mais barata e sofisticada, eles serão capazes de prover mais respostas e informações aos usuários sobre os impactos das ações sobre a sua própria saúde, sobre a economia e sobre o meio ambiente”, escreveu.

Essa pesquisa foi realizada pela PewResearch e faz parte de uma série em homenagem aos 25 anos da web.
- Vamos falar mais um pouco sobre os Vestíveis Tecnológicos




Dispositivos para Vestir são o Futuro Tecnológico

 

Num futuro nem tão longe assim, teremos dispositivos tecnológicos acoplados ao corpo, mas esqueça o visual robótico. Os computadores ‘vestíveis’ - conhecidos em inglês como "wearables" -, classe de equipamentos que tomam a forma de roupas e outros acessórios, serão objetos fashion, que vão se misturar com as peças do vestuário comum.


Em desenvolvimento por universidades, hackers e empresas, estes dispositivos ‘vestíveis’ ainda causam estranheza pelo visual. Em janeiro, Sergey Brin, cofundador do Google, chamou a atenção ao desfilar, no metrô de Nova York, com o Google Glass, óculos futurísticos da empresa.


Mas isso vai mudar. "Os ‘vestíveis’ não serão 'populares', mas 'normais'. A categoria tem um problema no nome, porque os produtos atuais, na maioria, não podem ser vestidos. Eles são desajeitados, não combinam e demandam hábitos que não temos", diz Sonny Vu, executivo-chefe da Misfit Wearables, empresa emergente no setor.

‘"Você não precisa carregar a bateria da sua camiseta. Por que você teria que aprender isso?", exemplifica.

Os dispositivos tomarão a forma de óculos, pulseiras, calçados, relógios e outras peças do armário - algo que já é visto em alguns itens à venda, como os sensores Nike+, que ficam embutidos nos calçados de quem corre.


Assim, o corpo terá, além de sensores (que poderão ainda controlar o metabolismo, por exemplo), câmeras, painéis que funcionam como monitores e alertas sonoros.

"Mas, para fazer tudo isso, eles precisam ser socialmente aceitáveis. Quem sabe um ‘vestível’ da Rolex, disfarçado de relógio?", diz Rico Malvar, cientista-chefe do Microsoft Research, braço de pesquisas da empresa do Windows.

 

 MEMÓRIA AUMENTADA

Os ‘vestíveis’ também poderão estender a capacidade dos sentidos e da memória.

"As funcionalidades serão parte de você, que não gastará dez segundos para saber quem telefona, e sim dois", explica Thad Starner, professor na Universidade Georgia Tech e diretor técnico do projeto do Google Glass.


Os melhores sistemas, diz ele, não vão interromper o mundo real - pense nos perigos de olhar o smartphone enquanto dirige o carro - e, sim, fazer parte dele.

Além disso, eles terão a capacidade de melhorar nossos sentidos. Por exemplo, dar um zoom para enxergar melhor o rosto de alguém que está do outro lado da rua.

Com um sistema ‘vestível’, surgirá também aquilo que Starner batizou de "memória aumentada", informações que não estão no seu cérebro, mas que aparecerão velozmente à frente dos seus olhos, enquanto uma situação se desenrola.

Usuário de óculos futuristas desde 1993, Starner demonstrou isso durante uma entrevista à Folha. "Não converso com um jornalista brasileiro desde 1999", disse ele, como se recordasse naturalmente da data. Ele também soube informar o nome e o e-mail do profissional.

Gerhard Tröster, chefe do laboratório de computação ‘vestível’ do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (Suíça), afirma que existem dois desafios para que isso ocorra: "Os preços precisam cair, e os componentes eletrônicos precisam fazer parte da cadeia de fabricação para garantir a produção em escala".
 
 


 
Fonte e Sítios Consultados

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