O
Mundo das ‘coisas’ com Internet
Uma Pesquisa realizada pela Pew Research demonstrou
que 85% dos especialistas do mercado de tecnologia acreditam que a internet
das coisas será parte do cotidiano até 2025. Essa pesquisa perguntou a especialistas em tecnologia como será o mundo
em 2025. A palavra chave para definir o futuro é: conectado. Foram
entrevistados mais de 1.600 especialistas na área. Na opinião deles, estamos
vendo apenas o começo da internet. Até 2025, outra revolução terá acontecido.
Para 85% deles, a internet das coisas será então uma realidade.
A internet das coisas é a
conexão e comunicação entre objetos (ou máquinas, como se usa no linguajar técnico). Com isso, seria possível que sua casa saiba que você está chegando, já
que seu carro está se movimentando. Ela poderá se preparar para a sua chegada
(regulando a temperatura, acendendo as luzes, esquentando a comida, entre
outras coisas).
De acordo com os especialistas, até 2025 esse tipo
de tecnologia fará parte da rotina das pessoas. Em consequência, a vida será
mais fácil, diminuindo o gasto de tempo para a realização de certas tarefas. Vint Cerf, vice-presidente e evangelista
de internet do Google afirmou na pesquisa que “os benefícios destas ferramentas serão
coordenados para melhorar nossas vidas”.
O outro entrevistado foi o jornalista e escritor
Patrick Tucker, ele deu números para provar sua opinião de que até 2025 o mundo
estará conectado. “Em 2008 o número de objetos conectados superou a população
mundial e está crescendo mais rápido do que nós. São 13 bilhões de objetos
conectados em 2013, de acordo com a Cisco, e serão 50 bilhões em 2020. Isso
inclui telefones, chips, sensores, implantes e dispositivos que nós ainda não
desenvolvemos”, explicou.
Outra categoria que vem ganhando força nos últimos
anos também foi citada como uma chave para o futuro: a tecnologia vestível.
Já podemos ver amostras disso com relógios
inteligentes e pulseiras que
analisam a movimentação e os exercícios físicos.
A professora da Universidade de Utah,
Nicole Ellison, acredita que com tempo eles se tornarão mais e mais
importantes. “À medida que a coleta de dados por tecnologia vestível ficar
menor, mais barata e sofisticada, eles serão capazes de prover mais respostas e
informações aos usuários sobre os impactos das ações sobre a sua própria saúde,
sobre a economia e sobre o meio ambiente”, escreveu.
Essa pesquisa foi realizada pela PewResearch e faz parte de uma série em homenagem
aos 25 anos da web.
- Vamos falar mais um pouco sobre os Vestíveis Tecnológicos
Dispositivos para Vestir são o Futuro Tecnológico
Dispositivos para Vestir são o Futuro Tecnológico
Num futuro nem tão longe assim,
teremos dispositivos tecnológicos acoplados ao corpo, mas esqueça o visual
robótico. Os computadores ‘vestíveis’ - conhecidos em inglês como
"wearables" -, classe de equipamentos que tomam a forma de roupas e
outros acessórios, serão objetos fashion, que vão se misturar com as peças do
vestuário comum.
Em desenvolvimento por
universidades, hackers e empresas, estes dispositivos ‘vestíveis’ ainda causam
estranheza pelo visual. Em janeiro, Sergey Brin, cofundador do Google, chamou a
atenção ao desfilar, no metrô de Nova York, com o Google Glass, óculos
futurísticos da empresa.
Mas isso vai mudar. "Os ‘vestíveis’
não serão 'populares', mas 'normais'. A categoria tem um problema no nome,
porque os produtos atuais, na maioria, não podem ser vestidos. Eles são
desajeitados, não combinam e demandam hábitos que não temos", diz Sonny
Vu, executivo-chefe da Misfit Wearables, empresa emergente no setor.
‘"Você não precisa carregar a bateria da sua
camiseta. Por que você teria que aprender isso?", exemplifica.
Os dispositivos tomarão a forma
de óculos, pulseiras, calçados, relógios e outras peças do armário - algo que
já é visto em alguns itens à venda, como os sensores Nike+, que ficam embutidos nos calçados de quem corre.
Assim, o corpo terá, além de
sensores (que poderão ainda controlar o metabolismo, por exemplo), câmeras,
painéis que funcionam como monitores e alertas sonoros.
"Mas, para fazer tudo isso,
eles precisam ser socialmente aceitáveis. Quem sabe um ‘vestível’ da Rolex,
disfarçado de relógio?", diz Rico Malvar, cientista-chefe do Microsoft
Research, braço de pesquisas da empresa do Windows.
MEMÓRIA
AUMENTADA
Os ‘vestíveis’ também poderão
estender a capacidade dos sentidos e da memória.
"As funcionalidades serão
parte de você, que não gastará dez segundos para saber quem telefona, e sim
dois", explica Thad Starner, professor na Universidade Georgia Tech e
diretor técnico do projeto do Google Glass.
Os melhores sistemas, diz ele,
não vão interromper o mundo real - pense nos perigos de olhar o smartphone
enquanto dirige o carro - e, sim, fazer parte dele.
Além disso, eles terão a
capacidade de melhorar nossos sentidos. Por exemplo, dar um zoom para enxergar
melhor o rosto de alguém que está do outro lado da rua.
Com um sistema ‘vestível’,
surgirá também aquilo que Starner batizou de "memória aumentada",
informações que não estão no seu cérebro, mas que aparecerão velozmente à
frente dos seus olhos, enquanto uma situação se desenrola.
Usuário de óculos futuristas
desde 1993, Starner demonstrou isso durante uma entrevista à Folha. "Não
converso com um jornalista brasileiro desde 1999", disse ele, como se
recordasse naturalmente da data. Ele também soube informar o nome e o e-mail do
profissional.
Gerhard Tröster, chefe do
laboratório de computação ‘vestível’ do Instituto Federal de Tecnologia de
Zurique (Suíça), afirma que existem dois desafios para que isso ocorra:
"Os preços precisam cair, e os componentes eletrônicos precisam fazer
parte da cadeia de fabricação para garantir a produção em escala".

Fonte e Sítios Consultados






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