6 de março de 2013

Modelos de Gestão


      Modelos de Gestão

 

O homem, desde sempre, se valeu da criatividade para derrotar seus inimigos atávicos: a fome, o cansaço, a ignorância, o medo, a solidão, a dor e a morte. Após pesquisas, temos certeza de que hoje, mais do que nunca, as descobertas científicas e as obras-primas artísticas são resultado do aporte coletivo e tenaz de trabalhadores, troupes, teams, squadre e equipes, e não de gênios individuais. (Domênico De Masi)

 

- Liderança – Ciência ou Arte?

Quantas vezes já nos deparamos com essa questão e ao refletirmos sobre uma possível resposta, a polêmica gerada pode tomar proporções gigantescas do tamanho da complexidade que é este tema. Seria uma ousadia de nossa parte propor uma receita de sucesso aos experientes ou futuros líderes que leem esse texto. Não há e talvez nunca existirá um modelo definitivo que garanta um bom resultado.

 

Desde os primórdios, naturalmente, a liderança brotou em meio a sociedades. Pessoas famintas por tomarem decisões e outras desapegadas a este status e voluntariamente decididas a seguirem alguém, encaixaram-se como engrenagens fazendo rodar alguma evolução. Grupos étnicos, famílias, organizações e comunidades, compostas sempre deste indivíduo mais propenso a opinar e decidir e de outro mais inclinado a seguir, deram seus passos inspirados por uma crença disseminada com propriedade entre os povos ao longo do tempo.

 

A liderança é eficaz quando o líder inspira e mobiliza uma ou várias pessoas a cumprirem com o seu plano por vontade própria. Isto é, quando um subordinado acredita piamente de que o que irá realizar é indiscutivelmente o melhor a ser feito. Ironicamente, mesmo que não seja o melhor. Procuramos com muito cuidado a palavra certa e parece que “inspirar” realmente seja a essência da liderança. Ela opõe-se a tudo que tenha uma conotação de forçar uma pessoa a fazer o que não acredita.

 

Exercer o cargo fazendo uso da hierarquia para obrigar subordinados a fazerem o que é mandado pode descrever melhor o ato de chefiar ao invés de liderar. Pessoas inspiradas e motivadas seguem naturalmente seus líderes. Mas, como ser um líder inspirador?

 
 

- Fé, esperança e princípios. Desde os mais antigos registros da história até os dias de hoje, vários grandes líderes famosos passaram e deixaram rastros que podem servir de guia para achar a tão procurada fórmula. Inevitavelmente, remetemos a um dos mais seguidos de todos os tempos: Jesus. Tamanha foi sua importância, que mesmo depois de 2000 anos após sua morte, milhares de pessoas ainda o seguem.

 

Poderíamos estudar toda sua história a fundo e achar inúmeras práticas realizadas durante sua passagem na terra. Dentre as principais lições, talvez a maior de todas fosse à fé. Por meio da esperança trazida ao seu povo, convenceu muitos de acreditar em algo que não podia ser tocado e visto. Jesus também nunca foi contra os seus princípios. Aliás, princípios esses pautados em algo de valor, em algo bom, em características positivas aos olhos de um povo. O líder que titubear em seus valores e princípios frente aos obstáculos, transmite fraqueza aos liderados, e, portanto tem grande chances de deixar de ser seguido.

 

Oratória e segurança. Observemos por um momento a classe dos governantes do Brasil. Acho que esse exemplo é o mais adequado para tentar ilustrar uma premissa que descreverei a seguir:

 

O poder de arrastar multidões. Vamos deixar um pouco de lado o conteúdo e as propostas de governo, e focarmos na postura em discursos, campanhas e debates dos candidatos a uma eleição.

 

É bom de se observar o poder de convencimento de cada candidato. É incrível a segurança da maioria deles em discorrer sobre um assunto, ainda que estejam falando uma baita besteira. Mas a lição chave desse exemplo é de que a liderança eficaz nasce dentro do líder, e não fora. Portanto, a premissa básica que qualquer líder deve seguir, é a de que em primeiro lugar ele tem que estar 100% seguro e convencido do rumo a ser tomado.

 

O ímpeto, a segurança e a linguagem corporal se acentuarão em qualquer discurso levando pessoas a prender suas atenções em cada palavra ecoada e a realizarem o que for pedido. A propósito, não é a toa que havia tanta gente estocando comida por acreditarem que o mundo acabaria no dia 21 de Dezembro de 2012.

 
 

Participação assídua e desenvolvimento de um time. Ao ler um livro recentemente sobre feedbacks, me chamou a atenção a colocação do autor. Disse ele que o feedback é o quarto elemento vital da vida depois de comer, beber e dormir. Nota-se que a palavra vital é muito forte. Mas se pararmos para observar, recebemos feedback desde quando nascemos. Se nossa mãe não nos avisa-se que o fogo queima a mão, poderíamos estar hoje com alguma cicatriz em nossos dedos. Esse feedback tem que ser consistente e periódico. O corretivo deve ser imediato. Líderes que estão junto dos seus times, os ouvindo e os direcionando, tende a ter melhores resultados. Através de propostas desafiadoras personalizadas a cada indivíduo de um time, e o correto direcionamento em prol de um objetivo comum, líderes participativos criam uma maior sinergia coletiva entre os esforços de cada membro. Percebo diariamente equipes carecendo de seus líderes. Líderes presentes apenas fisicamente, ou às vezes nem isso, mas longe de estarem ajudando no desenvolvimento pessoal de cada profissional.

 

Alinhamento com os objetivos estratégicos. De nada adianta a técnica sem uma correta aplicação da mesma. Saber para onde estar se indo não basta. É preciso que o caminho trilhado esteja afinado com a estratégia da empresa. A energia gasta em cada atividade da equipe deve ser friamente calculada para que todas as munições, ou seja, os talentos pessoais sejam empregados com sabedoria. A direção é importante, e com ela a priorização de etapas, trará um tom de organização à qualquer departamento.

 


Resultado. O líder tem que ter resultado. Tem que medir com periodicidade, mas deve atingir resultados traçados. Talvez esse seja o item mais importante, porque no fundo, não interessa muito o “como”. Dias desses, vendo o programa “The Apprentice”, com o empresário Donald Trump, foi passado uma tarefa aos grupos concorrentes de quem arrecadaria mais dinheiro vendendo algum produto similar nas ruas usando bicicletas. Um dos grupos pensou fora do senso comum, e resolveu ceder o espaço da bicicleta para anúncios além de vender seus produtos! Enquanto outros grupos apenas preocuparam-se em vender seus produtos. O grupo que além de vender produto a produto, também vendeu anúncios, fez 10 vezes mais dinheiro do que os demais. Isso é resultado.

 

Há várias histórias de grandes executivos que possuíam ideias brilhantes, planos modernos e altamente profissionais, porém não conseguiram resultado nenhum. Resultado é o que o executivo Carlos Goshn da Nissan fez, tirou a empresa Japonesa do buraco e hoje é o executivo com o maior salário do mundo. É o “acomplishment” do Steve Jobs em criar uma marca tão forte, sinônimo de qualidade que basta a imagem de uma maçã mordida, sem nada escrito, que você já sabe que ali reside um produto de última geração.

Assim, há inúmeros exemplos de sucesso e insucesso no mundo corporativo, mas uma coisa é certeza. O segundo colocado nunca é lembrado. Ayrton Senna dizia que o segundo colocado é o primeiro perdedor. Portanto, o grande líder executivo de valor, deixará sempre sua marca. Seja com um bom plano, seja pelo carisma, ou seja, pelos resultados obtidos. Mas serão, os resultados que o colocarão em um nível diferenciado entre pessoas comuns, ou seja, outros bons líderes.

Portanto, vale ressaltar que liderança nasce dentro do coração do líder e cativa o meio e as pessoas que o rodeiam. Uma ideia associada a um plano alinhado à estratégia da empresa dará embasamento na colheita de resultados e da superação dos objetivos, criando modelos a serem seguidos e marcando em definitivo a era de um líder extraordinário.

 
 
 

 

Fonte e Sítios Consultados

http://www.modelosdegestao.com/

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