Modelos de Gestão
O homem,
desde sempre, se valeu da criatividade para derrotar seus inimigos atávicos: a
fome, o cansaço, a ignorância, o medo, a solidão, a dor e a morte. Após
pesquisas, temos certeza de que hoje, mais do que nunca, as descobertas
científicas e as obras-primas artísticas são resultado do aporte coletivo e
tenaz de trabalhadores, troupes, teams, squadre e equipes, e não de gênios
individuais. (Domênico
De Masi)
- Liderança – Ciência ou Arte?
Quantas vezes já nos deparamos com essa questão e
ao refletirmos sobre uma possível resposta, a polêmica gerada pode tomar
proporções gigantescas do tamanho da complexidade que é este tema. Seria uma
ousadia de nossa parte propor uma receita de sucesso aos experientes ou futuros
líderes que leem esse texto. Não há e talvez nunca existirá um modelo
definitivo que garanta um bom resultado.
Desde os primórdios, naturalmente, a liderança
brotou em meio a sociedades. Pessoas famintas por tomarem decisões e outras desapegadas
a este status e voluntariamente decididas a seguirem alguém, encaixaram-se como
engrenagens fazendo rodar alguma evolução. Grupos étnicos, famílias,
organizações e comunidades, compostas sempre deste indivíduo mais propenso a
opinar e decidir e de outro mais inclinado a seguir, deram seus passos inspirados
por uma crença disseminada com propriedade entre os povos ao longo do tempo.
A liderança é eficaz quando o líder inspira e
mobiliza uma ou várias pessoas a cumprirem com o seu plano por vontade própria.
Isto é, quando um subordinado acredita piamente de que o que irá realizar é
indiscutivelmente o melhor a ser feito. Ironicamente, mesmo que não seja o
melhor. Procuramos com muito cuidado a palavra certa e parece que “inspirar”
realmente seja a essência da liderança. Ela opõe-se a tudo que tenha uma
conotação de forçar uma pessoa a fazer o que não acredita.
Exercer o cargo fazendo uso da hierarquia para
obrigar subordinados a fazerem o que é mandado pode descrever melhor o ato de
chefiar ao invés de liderar. Pessoas inspiradas e motivadas seguem naturalmente
seus líderes. Mas, como ser um líder inspirador?
- Fé,
esperança e princípios. Desde os mais antigos registros da história até os
dias de hoje, vários grandes líderes famosos passaram e deixaram rastros que
podem servir de guia para achar a tão procurada fórmula. Inevitavelmente,
remetemos a um dos mais seguidos de todos os tempos: Jesus. Tamanha foi sua
importância, que mesmo depois de 2000 anos após sua morte, milhares de pessoas
ainda o seguem.
Poderíamos estudar toda sua história a fundo e
achar inúmeras práticas realizadas durante sua passagem na terra. Dentre as
principais lições, talvez a maior de todas fosse à fé. Por meio da esperança
trazida ao seu povo, convenceu muitos de acreditar em algo que não podia ser
tocado e visto. Jesus também nunca foi contra os seus princípios. Aliás,
princípios esses pautados em algo de valor, em algo bom, em características
positivas aos olhos de um povo. O líder que titubear em seus valores e
princípios frente aos obstáculos, transmite fraqueza aos liderados, e, portanto
tem grande chances de deixar de ser seguido.
Oratória
e segurança. Observemos por um momento a classe dos governantes
do Brasil. Acho que esse exemplo é o mais adequado para tentar ilustrar uma
premissa que descreverei a seguir:
O poder
de arrastar multidões. Vamos deixar um pouco de lado o conteúdo e as
propostas de governo, e focarmos na postura em discursos, campanhas e debates
dos candidatos a uma eleição.
É bom de se observar o poder de convencimento de
cada candidato. É incrível a segurança da maioria deles em discorrer sobre um
assunto, ainda que estejam falando uma baita besteira. Mas a lição
chave desse exemplo é de que a liderança eficaz nasce dentro do líder, e não
fora. Portanto, a premissa básica que qualquer líder deve seguir, é a de que em
primeiro lugar ele tem que estar 100% seguro e convencido do rumo a ser tomado.
O ímpeto, a segurança e a linguagem corporal se
acentuarão em qualquer discurso levando pessoas a prender suas atenções em cada
palavra ecoada e a realizarem o que for pedido. A propósito, não é a toa que
havia tanta gente estocando comida por acreditarem que o mundo acabaria no dia
21 de Dezembro de 2012.
Participação
assídua e desenvolvimento de um time. Ao ler um
livro recentemente sobre feedbacks,
me chamou a atenção a colocação do autor. Disse ele que o feedback é o quarto elemento vital da vida depois de comer, beber e
dormir. Nota-se que a palavra vital é muito forte. Mas se pararmos para
observar, recebemos feedback desde
quando nascemos. Se nossa mãe não nos avisa-se que o fogo queima a mão,
poderíamos estar hoje com alguma cicatriz em nossos dedos. Esse feedback tem que ser consistente e
periódico. O corretivo deve ser imediato. Líderes que estão junto dos seus
times, os ouvindo e os direcionando, tende a ter melhores resultados. Através
de propostas desafiadoras personalizadas a cada indivíduo de um time, e o
correto direcionamento em prol de um objetivo comum, líderes participativos
criam uma maior sinergia coletiva entre os esforços de cada membro. Percebo
diariamente equipes carecendo de seus líderes. Líderes presentes apenas
fisicamente, ou às vezes nem isso, mas longe de estarem ajudando no
desenvolvimento pessoal de cada profissional.
Alinhamento
com os objetivos estratégicos. De nada adianta a técnica sem uma correta aplicação
da mesma. Saber para onde estar se indo não basta. É preciso que o caminho
trilhado esteja afinado com a estratégia da empresa. A energia gasta em cada
atividade da equipe deve ser friamente calculada para que todas as munições, ou
seja, os talentos pessoais sejam empregados com sabedoria. A direção é
importante, e com ela a priorização de etapas, trará um tom de organização à
qualquer departamento.
Resultado. O líder
tem que ter resultado. Tem que medir com periodicidade, mas deve atingir
resultados traçados. Talvez esse seja o item mais importante, porque no fundo,
não interessa muito o “como”. Dias desses, vendo o programa “The Apprentice”, com o empresário Donald Trump, foi passado uma tarefa aos
grupos concorrentes de quem arrecadaria mais dinheiro vendendo algum produto
similar nas ruas usando bicicletas. Um dos grupos pensou fora do senso comum, e
resolveu ceder o espaço da bicicleta para anúncios além de vender seus
produtos! Enquanto outros grupos apenas preocuparam-se em vender seus produtos.
O grupo que além de vender produto a produto, também vendeu anúncios, fez 10
vezes mais dinheiro do que os demais. Isso é resultado.
Há várias
histórias de grandes executivos que possuíam ideias brilhantes, planos modernos
e altamente profissionais, porém não conseguiram resultado nenhum. Resultado é
o que o executivo Carlos Goshn da Nissan fez, tirou a empresa Japonesa do
buraco e hoje é o executivo com o maior salário do mundo. É o “acomplishment” do Steve Jobs em criar uma
marca tão forte, sinônimo de qualidade que basta a imagem de uma maçã mordida,
sem nada escrito, que você já sabe que ali reside um produto de última geração.
Assim, há
inúmeros exemplos de sucesso e insucesso no mundo corporativo, mas uma coisa é
certeza. O segundo colocado nunca é lembrado. Ayrton Senna dizia que o
segundo colocado é o primeiro perdedor.
Portanto, o grande líder executivo de valor, deixará sempre sua marca. Seja com
um bom plano, seja pelo carisma, ou seja, pelos resultados obtidos. Mas serão,
os resultados que o colocarão em um nível diferenciado entre pessoas comuns, ou
seja, outros bons líderes.
Portanto,
vale ressaltar que liderança nasce dentro do coração do líder e cativa o meio e
as pessoas que o rodeiam. Uma ideia associada a um plano alinhado à estratégia
da empresa dará embasamento na colheita de resultados e da superação dos
objetivos, criando modelos a serem seguidos e marcando em definitivo a era de
um líder extraordinário.

Fonte e Sítios Consultados
http://www.modelosdegestao.com/





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