Análise Financeira de uma
Empresa
É o estudo através da decomposição de
elementos e de levantamentos de dados que consistem em relações diversas que
entre si possam ter tais elementos, com o objetivo de
conhecer a realidade situação da empresa ou de levantar os efeitos de uma
administração sob determinado ponto de vista.
Com
esta vertente da Metodologia de Avaliação de Investimentos pretendia-se avaliar
a viabilidade financeira dos projetos apresentados, focando o investimento de
Capital e o seu impacto nos processos/funções alvo do investimento.
Com
este intuito procuraram-se métodos e critérios consagrados de análise
financeira de investimentos, quer individualmente quer integrados em
metodologias completas de avaliação de investimentos, criadas e em uso por
instituições credíveis.
RESULTADOS
Com
os dados recolhidos pretende-se avaliar não só o valor do investimento, mas
também qual o impacto que este terá sobre as funções/processos alvo do mesmo.
BALANÇO PATIMONIAL
Resumidamente:
o ativo representa os recursos aplicados em bens e direitos e o passivo
representa as fontes de recursos fornecidos por terceiros.
Dentro do balanço serão analisadas as seguintes contas:
Ativo circulante: pode ser agrupado nos subgrupos:
- Disponibilidades.
- Direitos realizáveis em curto prazo.
- Estoques.
- Despesas antecipadas.
- Ativo realizável em longo prazo.
- Ativo permanente.
Passivo circulante: pelo grande numero de contas
existentes nesse grupo, para facilitar podemos dividi-las nos seguintes
subgrupos:
- Empréstimos e financiamentos.
- Fornecedores.
- Obrigações fiscais.
- Outras obrigações.
- Provisões.
Exigível
em longo prazo.
Resultados de exercícios futuros.
Patrimônio liquido.
Resultados de exercícios futuros.
Patrimônio liquido.
Analise por D.R.E: Análise por demonstração de lucros ou
prejuízos acumulados ou demonstração das mutações do patrimônio liquido.
ANÁLISE POR DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS
Deve-se
valorizar análises com uma "relação mais equilibrada entre o lucro, as
pessoas e o planeta". O desenvolvimento econômico deve estabelecer uma
relação financeira harmoniosa, que traga bem-estar às pessoas e eficiência às
instituições.
ÍNDICE DE ESTRUTURA PATRIMONIAL
-
Capital de Terceiros/Capital Próprio = (Passivo Circulante + Exigível a Longo
Prazo) / Patrimônio Líquido.
-
Composição do Endividamento = Passivo Circulante / (Passivo Circulante +
Exigível a Longo Prazo).
-
Endividamento Geral = (Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo) / Ativo
Total.
-
Imobilização do Capital Próprio = Ativo Permanente / Patrimônio Líquido.
-
Imobilização dos Recursos Permanentes = Ativo Permanente / (Exigível a Longo
Prazo + Patrimônio Líquido).
ÍNDICES DE SOLVÊNCIA
-
Liquidez Geral = (Ativo Circulante + Realizável a L.P.) / (Passivo Circulante +
Exigível a L.P.).
-
Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante.
-
Liquidez Seca = (Ativo Circulante - Estoques - Despesas do Exerc. Seguinte) /
Passivo Circulante.
ÍNDICE DE COBERTURA
-
Cobertura dos Encargos Financeiros = (Lucro Oper. + Rec. Financ. + Outs
Receitas) / Despesas Financeiras.
ÍNDICE DE ROTAÇÃO DOS
RECURSOS
-
Giro dos Estoques Totais = Custo das Vendas / Saldo Médio dos Estoques.
-
Giro das Duplicatas a Receber = (Receita Operac. Bruta - Devol. Abat.) / Sld.
Médio das Duplicatas a Rec.
-
Giro do Ativo Circulante = Receita Operacional Líquida / Sld. Médio do Ativo
Circulante.
-
Giro do Ativo Fixo = Receita Operacional Líquida / Sld. Médio do Imobilizado.
-
Giro do Ativo Operacional = Receita Operacional Líquida / Sld. Médio do Ativo
Total.
ÍNDICES DE PRAZOS MÉDIOS
-
Prazo Médio de Estocagem = Saldo Médio dos Estoques / (Custos das Vendas / 360
dias).
-
Prazo Médio de Cobrança = Sld. Médio de Duplicatas / [(Receita Oper. Bruta -
Devol. e Abatim.) / 360 dias)].
-
Prazo Médio de pagamento dos fornecedores = Saldo Médio de Fornecedores /
(Compras Brutas / 360 dias).
- INDICADORES DE RENTABILIDADE -
MARGENS DE LUCRATIVIDADE DAS VENDAS
- Margem Bruta = Lucro Bruto / Receita Operacional Líquida.
- Margem Bruta = Lucro Bruto / Receita Operacional Líquida.
-
Margem Operacional = Lucro Operacional / Receita Operacional Líquida.
-
Margem Líquida = Lucro Líquido / Receita Operacional Líquida.
-
Markup Global = Lucro Bruto / Custo das Vendas.
TAXAS DE RETORNO
-
Retorno sobre Ativo Operacional = Lucro Operacional / Saldo Médio do Ativo
Operacional.
-
Retorno sobre Investimento Total = Lucro Líquido / Saldo Médio do Ativo Total.
-
Retorno sobre o Capital Próprio = Lucro Líquido / Saldo Médio Ajustado do
Patrimônio Líquido.
INDICADORES DE AVALIAÇÃO
DAS AÇÕES
-
Valor Patrimonial da Ação ($) = Patrimônio Líquido / Nº de Ações Emitidas.
-
Lucro por Ação (LPA) ($) = Lucro Líquido / Nº de Ações Emitidas.
-
Dividendo por Ação ($) = Dividendos Propostos / Nº de Ações Emitidas.
-
Cobertura dos Dividendos Preferenciais (Nº de vezes) = Lucro Líquido / Total
dos Dividendos Preferenciais.
-
Preço / Lucro (Nº de vezes) = Cotação da Ação / Lucro por Ação.
-
Pay-Out - Taxa de distribuição dos lucros (%) = Dividendo por Ação / Lucro por
Ação.
-
Cash Yield - Taxa de recuperação do investimento (%) = Dividendo por Ação /
Cotação da Ação.
REGIME DE CAIXA
O
regime de caixa é uma forma simplificada de contabilidade; é aplicado
basicamente às microempresas ou às entidades sem fim lucrativos, tais como
igrejas, clubes, sociedades filantrópicas etc.
As
regras básicas são:
- A receita será contabilizada no momento de seu
recebimento, ou seja, quando entrar o dinheiro no caixa (encaixe).
- A despesa será contabilizada no momento do
pagamento, ou seja, quando sair dinheiro do caixa (desembolso).
FLUXO DE CAIXA
É
exatamente a Técnica do Regime de caixa que da base para a estruturações de um
instrumento indispensável para tomar decisões para todos os tipos de
demonstração do fluxo de caixa.
Esta demonstração vai muito mais longe que a simples apuração de resultado no período receita recebida menos despesa paga.
Esta demonstração vai muito mais longe que a simples apuração de resultado no período receita recebida menos despesa paga.
--
Administração
Financeira
A administração financeira corresponde
os esforços despendidos objetivando a formulação de um esquema que seja
adequado à maximização
dos retornos dos proprietários das ações ordinárias da empresa, ao mesmo te em
que possa propiciar a manutenção de um certo grau de liquidez.
Na verdade a função financeira dentro de uma
empresa esta diretamente relacionada com a decisão de se fazer um investimento e à
decisão de se fazer um financiamento, sem esquecer que estas duas funções
principais estão interligadas.
Além disso, a função financeira abrange
numerosos outros aspectos, além do indicado até agora. Se fossemos distinguir
finanças das outras funções nas empresas, a característica escolhida para
diferenciar seria o tempo, pois os dias, meses, anos ou décadas. Na realidade
todas as outras funções dentro de uma empresa com fins lucrativos visam um
maior rendimento, maior aproveitamento, lucro, investimento, etc., tudo
necessita de um certo cálculo financeiro.
- Análise
Financeira de uma Empresa
Efeito Tesoura - Alavancagem financeira de uma empresa - A Dinâmica do
Capital de Giro
1.0 - Finanças
1.1 - Finanças é a
aplicação de uma série de princípios econômicos e financeiros objetivando a
maximização da riqueza da empresa e do valor das suas ações.
1.2 - O que é maximização da riqueza
É a contribuição para o valor da empresa pela
seleção daqueles investimentos que possuem a melhor compensação entre risco e
retorno.
E como se define compensação entre risco e
retorno? Dado um nível de risco, é a taxa desejada de retorno que justifica a
execução de um investimento.
2.0 - O que faz o Administrador
Financeiro
A função de gestão financeira geralmente é
associada a um alto executivo da empresa, denominado frequentemente diretor
financeiro ou vice-presidente de finanças. O vice-presidente de finanças
coordena as atividades do tesoureiro e do controlador. A controladoria
preocupa-se com a contabilidade de custos e a contabilidade financeira, com os
pagamentos de impostos e com os sistemas de informação gerencial. A tesoureira
responsabiliza-se pela gestão do caixa e da área de crédito da empresa, por seu
planejamento financeiro, e pelos gastos de investimento. Numa empresa menor, o
tesoureiro e o controlador talvez sejam a mesma pessoa, não se encontrando dois
departamentos distintos.
2.1 - Decisões de
Administração Financeira
O administrador financeiro deve preocupar-se
com três tipos básicos de questões:
2.1.1 - Orçamento de Capital:
Processo de planejamento e gestão dos investimentos de
uma empresa em longo prazo. Nessa função o administrador financeiro procura
identificar as oportunidades de investimento cujo valor para a empresa é
superior a seu custo de aquisição. Em termos amplos, isto significa que o valor
do fluxo de caixa gerado por um ativo supera o custo desse ativo.
2.1.2 - Estrutura de
Capital: Combinação de capital de terceiros e capital
próprio existente na empresa. O administrador financeiro tem duas preocupações,
no que se refere a essa área. Primeiramente, quanto deve a empresa tomar
emprestado? Em segundo lugar, quais são as fontes menos dispendiosas de fundos
para a empresa? Além destas questões, o adm. financeiro precisa decidir
exatamente como e onde os recursos devem ser captados, e, também, cabe ao adm.
financeiro a escolha da fonte e do tipo apropriado de recurso que a empresa,
por ventura, tomará emprestado.
2.1.3 - Administração do
Capital de Giro: Capital de giro são os ativos e passivos
circulantes de uma empresa. A gestão do capital de giro de uma empresa é uma
atividade diária que visa assegurar que a empresa tenha recursos suficientes
para continuar suas operações e evitar interrupções muito caras.
Estas três áreas de administração financeira
– orçamento de capital, estrutura de capital e administração do capital de giro
– são muito amplas. Cada uma delas inclui uma variedade de tópicos. Todas elas
serão discutidas ao longo da disciplina.
3.0 - MODALIDADES DE ORGANIZAÇÕES DE EMPRESAS
3.1 - Firma Individual: Empresa
de propriedade de um único indivíduo. É um tipo de empresa de criação mais
simples e sujeita a menos regulamentação.
O proprietário de uma firma individual tem
direito a todo o lucro da empresa, porém tem responsabilidade ilimitada sobre as
dívidas da mesma. Não há distinção entre rendimentos de pessoa física e de
pessoa jurídica, de modo que o lucro da empresa é tributado como se fosse
rendimento de pessoa física.
A duração da firma individual é limitada pela
vida do proprietário e o capital próprio, que pode ser reunido, é limitado à
riqueza pessoal do proprietário.
3.2 - Sociedade Por
Quotas: é semelhante a uma firma individual,
excetuando-se o fato que tem dois ou mais proprietário (sócios).
Numa sociedade geral, todos os sócios participam
dos lucros e prejuízos, e todos têm responsabilidade ilimitada por todas as
dívidas da empresa, e não apenas por uma porção delas.
Numa sociedade limitada, um ou mais sócios
gerais serão responsáveis pela gestão da empresa e terão responsabilidade ilimitada,
mas haverá um ou mais sócios limitados que não terão participação ativa no
negócio. A responsabilidade de um sócio limitado por dívidas da empresa é
restrita ao montante que tenha contribuído para o capital da sociedade.
A maneira pela qual os lucros ou prejuízos da
sociedade são repartidos é descrita no contrato social.
3.3 - Sociedade por
Ações: Empresa criada como entidade jurídica
independente, formada por uma ou mais pessoas físicas ou jurídicas. A formação
de uma sociedade por ações envolve a confecção de um documento de incorporação
e um estatuto.
A sociedade por ações é a forma superior de
organização de empresas, no que diz respeito a levantar recursos e transferir a
propriedade de um investidor a outro, mas apresenta a uma grande desvantagem: a
dupla tributação.
4.0 - OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
4.1 - Maximização de
Lucro: O objetivo mais geral da administração
financeira é maximizar o valor de mercado do capital dos proprietários
existentes, não importando se a empresa é uma firma individual, uma sociedade
de pessoas (quotas) ou por ações. Em qualquer delas, as boas decisões
financeiras aumentam o valor de mercado do capital dos proprietários.
Pode-se dizer que a administração financeira
tem três objetivos básicos:
a - Manter
a empresa em permanente situação de liquidez, como condição básica ao
desenvolvimento de suas atividades. Uma empresa apresenta boa liquidez quando
seus ativos e passivos são administrados convenientemente. O importante é
manter os fluxos das entradas e saídas de caixa sob controle e conhecer
antecipadamente as épocas em que irá faltar numerário.
b -
Obter novos recursos para planos de expansão, com base em estudos de
viabilidade econômico-financeira e aos menores custos. a empresa deve ser
perpetuada e, para tanto, tem de realizar investimentos em tecnologia, novos
produtos, etc., que poderão sacrificar a rentabilidade atual em troca de
maiores benefícios no futuro. A grande concorrência existente nas modernas
economias de mercado obriga as empresas a se manterem tecnologicamente
atualizadas. Nenhuma pode sentir-se segura em uma boa posição, porque a
qualquer momento algum concorrente poderá surgir com um produto melhor e mais
barato. Deste modo, as empresas são impelidas a desenvolverem continuamente
novos projetos e a tomarem decisões sobre a sua implantação. Normalmente isto
significa a necessidade de grandes somas adicionais de recursos e uma elevação
no risco do empreendimento. O retorno deve ser compatível com o risco assumido.
Maior risco implica a expectativa de maior retorno.
c -
Assegurar o necessário equilíbrio entre os objetivos de lucro e os de liquidez
financeira, quantificando os planos de expansão de acordo com as possibilidades
de obtenção de recursos, próprios ou de terceiros.
5.0 - DECISÕES FINANCEIRAS BÁSICAS
5.1 - Investimentos: A
preocupação primordial diz respeito à avaliação e escolha de alternativas de
aplicação de recursos nas atividades normais da empresa.
Consiste ainda num conjunto de decisões
visando dar à empresa a estrutura ideal em termos de ativos – fixos e correntes
– para que os objetivos da empresa como um todo sejam atingidos. Nessa área, o
enfoque básico é a obtenção do maior resultado (retorno) possível, dado o risco
que os proprietários da empresa estão dispostos a correr.
5.2 - Financiamento: O
que se deseja fazer é definir e alcançar uma estrutura ideal em termos de
fontes de recursos, dada a composição dos investimentos.
É preciso compreender, desde já, que a função
financeira, cuja finalidade é assessorar a empresa como um todo
proporcionando-lhe os recursos monetários exigidos, não determina, por isso
mesmo, quais as aplicações a serem feitas pela empresa. Isto decorre dos
objetivos e das decisões da administração e/ou dos proprietários da empresa em
um nível mais alto. À administração financeira resta conseguir os recursos
necessários para financiar essa estrutura de investimento ao mais baixo custo
possível.
5.3 - Utilização
(destinação) do lucro líquido: Há uma área de decisões também comumente
conhecida pelo nome de política de dividendos, que se preocupa com a destinação
dada aos recursos financeiros que a própria empresa gera em suas atividades
operacionais e extra operacionais.
É nesta área que surgem as indicações mais
claras do inter-relacionamento das áreas de investimento, financiamento e
utilização do lucro líquido. O inter-relacionamento deve-se ao fato
indiscutível de que o lucro retido pela empresa (ou seja, o lucro não pago sob
a forma de dividendos em dinheiro) constitui-se numa de suas fontes de
recursos. Logo, também é problema das decisões de financiamento determinar
quanto do lucro líquido disponível deve ser retido, com a decisão complementar
forçosa a respeito da proporção que deve ser distribuída aos proprietários.
Além disso também há relações entre decisões de investimento e de utilização do
lucro líquido. Nas decisões de investimento, um certo retorno deve ser
alcançado: digamos então que seja considerada a utilização de lucros retidos
para financiar certas aplicações. essa possibilidade deveria ser admitida
apenas quando a alternativa de investimento prometesse um retorno superior aos
que os proprietários poderiam conseguir se eles mesmos aplicassem os recursos
porventura recebidos em decorrência da distribuição de lucros. As magnitudes
relativas dos riscos envolvidos nas aplicações disponíveis à empresa e aos
proprietários, fora dela, também precisam ser consideradas.
6.0 - RELAÇÕES DE AGENCY
A relação entre acionistas e administradores
é denominada relação de agency. Existe quando alguém ("principal")
contrata outra pessoa ("agente") para cuidar de seus interesses. Em
tais relações existe a possibilidade de conflito de interesses entre o
principal e o agente. Tal conflito é denominado de problema de agency.
Discutir o problema de agency, na medida em
que este se relaciona com a maximização da riqueza dos proprietários e o papel
da ética nessa questão. Um problema de agency advém do fato de que os
administradores, na qualidade de representantes dos proprietários, podem
colocar seus objetivos pessoais à frente dos objetivos empresariais. Forças de
mercado, tanto as oriundas dos acionistas, particularmente de grandes
investidores institucionais, como as ameaças de compras hostis (takeovers), tendem
a prevenir ou a minimizar o problema de agency.
7.0 - ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL
7.1 - ANÁLISE VERTICAL
A análise vertical facilita a avaliação da
estrutura do Ativo e do Passivo bem como a participação de cada item da
Demonstração de Resultado na formação do lucro ou prejuízo.
O cálculo do percentual de participação
relativa dos itens do Ativo e do Passivo é feito dividindo-se o valor de cada
item pelo valor total do Ativo ou do Passivo. Para a participação relativa dos
itens da Demonstração de resultado o cálculo é feito dividindo-se cada item
pelo valor da Receita Líquida, pois esta é considerada como base. (Ex. no
final)
Outras constatações podem ser extraídas, mas
a utilidade aumenta sensivelmente se a análise vertical for utilizada
conjuntamente com a análise horizontal.
7.2 - ANÁLISE
HORIZONTAL
A análise horizontal tem a finalidade de
evidenciar a evolução dos itens das demonstrações contábeis, por meio dos
períodos. Calculam-se os números-índices estabelecendo o exercício mais antigo
como índice-base 100. Podem ser calculados, também, aumentos anuais.
As técnicas utilizadas em análise horizontal
apresentam algumas limitações:
1. Quando
o valor do item correspondente no exercício-base for nulo, número-índice não
pode ser calculado pela forma proposta, pois os números são divisíveis pelo
número zero. Nesses casos, podem ser analisadas variações em valores absolutos;
2. Quando
o exercício-base apresenta um número negativo e no exercício seguinte o número
fica positivo ( e vice-versa), matematicamente, é calculável, mas o resultado
deve ser tratado com bastante cuidado, para não ocorrerem interpretações
equivocadas da evolução.
7.3 - ANÁLISE
POR MEIO DE ÍNDICES
A técnica de análise por meio de índices
consiste em relacionar contas e grupos de contas para extrair conclusões sobre
tendências e situação econômico-financeira da empresa.
O analista pode trabalhar com índices ou
percentual.
A classificação dos índices pela empresa pode
ser como ótimo, bom, satisfatório ou deficiente, ao compará-los com os índices
de outras empresas do mesmo ramo ou porte.. Esta comparação é possível através
das publicações em revistas especializadas.
Seguem abaixo alguns indicadores da situação
econômico-financeira:
ÍNDICES E FÓRMULAS
Estrutura de Capital
Participação dos Capitais de Terceiros (PCT) =
Exigível total ÷ Exigível + Patrimônio Líquido
Exigível total ÷ Exigível + Patrimônio Líquido
Composição do endividamento (CE) =
Passivo circulante ÷ Exigível total
Passivo circulante ÷ Exigível total
Imobilização do capital próprio (ICP) =
Ativo permanente ÷ Patrimônio líquido
Ativo permanente ÷ Patrimônio líquido
Imobilização dos Recursos não correntes
(IRNC) =
Ativo permanente ÷ Patrimônio líquido + Exigível a L.P.
Ativo permanente ÷ Patrimônio líquido + Exigível a L.P.
Liquidez
Liquidez Geral (LG) =
Ativo Circulante + Ativo real. L.P ÷ Passivo Circ. + Passivo exig. L.P
Ativo Circulante + Ativo real. L.P ÷ Passivo Circ. + Passivo exig. L.P
Liquidez corrente (LC) =
Ativo circulante ÷ Passivo circulante
Ativo circulante ÷ Passivo circulante
Liquidez seca (LS) =
Ativo circ. – Estoques – Desp.exerc.seguinte ÷ passivo circulante
Ativo circ. – Estoques – Desp.exerc.seguinte ÷ passivo circulante
Liquidez imediata (LI) =
D i s p o n í v e l ÷ Passivo Circulante
D i s p o n í v e l ÷ Passivo Circulante
Rotação
Giro dos estoques (GE) =
Custo dos produtos vendidos ÷ Saldo médio dos estoques
Custo dos produtos vendidos ÷ Saldo médio dos estoques
Giro das contas a receber (GCR) =
Receita operacional bruta – Devol./abatimentos ÷ Saldo médio das contas a receber
Receita operacional bruta – Devol./abatimentos ÷ Saldo médio das contas a receber
Giro do ativo operacional (GAOP) =
Receita operacional líquida ÷ Saldo médio do ativo operacional
Receita operacional líquida ÷ Saldo médio do ativo operacional
Prazo médio
Prazo médio de estocagem (PME) =
Saldo médio dos estoques ÷ Custo dos prod. vendidos / 365 dias
Saldo médio dos estoques ÷ Custo dos prod. vendidos / 365 dias
Prazo médio das contas a receber (PMCR) =
Saldo médio das constas a receber ÷ (Rec. Oper.Bruta – Devol. e abatim.) / 365 dias
Saldo médio das constas a receber ÷ (Rec. Oper.Bruta – Devol. e abatim.) / 365 dias
Prazo médio de pagamento a fornecedores
(PMPF) =
Saldo médio de fornecedores ÷ Compras brutas / 365 dias
Saldo médio de fornecedores ÷ Compras brutas / 365 dias
Rentabilidade
Margem bruta (MB) =
Lucro bruto ÷ Receita Oper. líquida
Lucro bruto ÷ Receita Oper. líquida
Margem líquida (ML) =
Lucro líquido ÷ Receita Oper. líquida
Lucro líquido ÷ Receita Oper. líquida
Rentabilidade do capital próprio (RCP) =
Lucro líquido ÷ Saldo médio do Patr. líquido
Lucro líquido ÷ Saldo médio do Patr. líquido
7.4 - ÍNDICES DE ESTRUTURA DE CAPITAL
Esses índices indicam o grau de dependência
da empresa com relação a capital de terceiros e o nível de imobilização do
capital. Quanto menor o índice, melhor.
7.5 - ÍNDICES DE
LIQUIDEZ
Os índices de liquidez mostram a situação
financeira da empresa. Quanto maior o índice, melhor.
Um aspecto importante que deve ser
considerado é que a empresa precisa "repor" os ativos circulantes que
converter em dinheiro, para não interromper sua atividade operacional. Nessas
condições, os ativos circulantes passam a ter características permanentes.
Portanto, os índices de liquidez são válidos para os casos em que a empresa é
"liquidada".
7.6 - ÍNDICES DE ROTAÇÃO
Os índices de rotação (giros) evidenciam o
prazo de renovação dos elementos patrimoniais, dentro de determinado período de
tempo. A análise do giro dos ativos fornece informações sobre aspectos de
gestão da empresa, tais como as políticas de estocagem, financiamento de
compras e financiamento de clientes.
Com relação ao giro dos estoques (e prazo
médio de estocagem), as empresas procuram aumentar, pois quanto mais rápido
vender o produto, mais o lucro aumentará. Esse raciocínio é válido desde que a
margem de contribuição seja positiva e o aumento do giro não implique
"custos extras" em volume superior ao ganho obtido pelo aumento do
giro.
O mesmo é válido, também, em relação ao giro
das contas a receber (e prazo médio das contas a receber), em termos de quanto
mais rápido a empresa receber, melhor.
Já em relação ao prazo médio de pagamento a
fornecedores, quanto maior, melhor, ou seja, quanto mais tempo para pagar,
melhor.
Frequentemente, o prazo médio de pagamento a
fornecedores é comparado com o prazo médio das contas a receber. Por exemplo, a
empresa compra com prazo de 81 dias e vende com prazo de 68 dias, ela tem
condições de recomprar antes mesmo de totalizar o pagamento aos fornecedores.
7.7 - ÍNDICES DE
RENTABILIDADE
Esses índices medem quanto está rendendo os
capitais investidos. São indicadores muito importantes, pois evidenciam o
sucesso ( ou insucesso) empresarial. São calculados, geralmente, sobre as
receitas líquidas, porém, em alguns casos, pode ser interessante calcular sobre
as receitas brutas deduzidas somente das vendas canceladas (devoluções) e
abatimentos. Como pode ser observado, este índice quanto maior, melhor.
Conclusão
A questão da gestão financeira nas empresas é
de extrema importância, pois muitas questões envolvem esse assunto, inclusive
outros assuntos que possuem gerencias separadas e enfoques bem diferentes tem
um relacionamento muito forte com gestão financeira. Praticamente tudo que se
pensa dentro de uma corporação tem um impacto financeiro no orçamento sendo
então necessário uma avaliação profunda no diz respeito a novos investimentos e
seus prováveis retornos e custos reais.
Fonte e Sítios Consultados
http://www.administracao-financeira












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