Gestão do
Conhecimento e os ativos intangíveis
Ativos intangíveis, um tema muito encontrado quando
estudamos a gestão do Conhecimento. Por que algumas empresas têm um valor muito
maior que o seu valor contábil? Quanto vale o conhecimento adquirido com os
anos de experiência e que está na cabeça dos funcionários?
Uma nova
fortuna?
Nestes tempos modernos é de suma importância que as
empresas sejam capazes de tirar o máximo proveito de seus ativos de
conhecimento. Quando ela consegue gerenciar, distribuir e com isso gerar mais
conhecimento, ela consegue então se colocar em posição de vantagem competitiva
em relação as suas concorrentes. Sabemos que o conhecimento é de difícil
compreensão, intangível e tem uma característica interessante que é o fato de
quanto mais ser divulgado e utilizado, maior é o seu valor.
Há algum tempo o valor de uma companhia era medido
principalmente pelo seu patrimônio. Hoje os chamados ativos intangíveis
influenciam e muito a sua avaliação, sendo um bom exemplo disto as marcas e
patentes. Você sabe qual o valor das marcas Coca-Cola, Microsoft, IBM, Intel,
Nokia?
O contexto do estudo de desenvolvimento econômico e
da gestão do Conhecimento tem sofrido alterações, pois ao observarmos alguns
indicadores verificamos a diminuição da importância de setores tradicionais,
como por exemplo a agricultura, considerado de baixa geração de conhecimento e
o crescimento de setores que trabalham com serviços, inovação e criatividade.
Atualmente verificamos em muitas empresas que a
importância dos seus ativos intangíveis supera o de seus ativos contábeis e em
muitos casos esta relação de valor está se tornando cada vez maior. Existem
estudos em que algumas organizações conseguiram excelentes retornos e superação
na concorrência após fixarem foco na construção de seus ativos intangíveis.
Como
podemos mensurar ou compreender o valor econômico do Conhecimento?
Encontramos varias definições de Ativo como: “o
conjunto de bens e direitos à disposição de uma entidade” ou “recursos
controlados pela entidade, capazes de gerar fluxos de caixa”.
Existem também várias definições de ativos
intangíveis, o que pode ser facilmente constatado em leitura sobre o assunto.
Vou citar alguns exemplos relevantes:
·
Capital intelectual, humano, relacional,
estrutural, social.
·
Propriedades intelectuais e ativos do conhecimento.
·
Stakeholders, recursos humanos, infraestrutura,
cultura, práticas e rotinas e propriedade intelectual.
Existem também algumas classificações em
categorias, como por exemplo:
·
Capital humano: talento, habilidades e conhecimento
dos empregados.
·
Capital da informação: infraestrutura tecnológica,
redes, bancos de dados e sistemas de informação.
·
Capital organizacional: trabalho em equipe,
liderança, alinhamento dos empregados e gestão do conhecimento.
Quando tratamos de ativos tangíveis, como
computadores e automóveis, sabemos que, devido ao seu uso, eles sofrem
depreciação, mas existe uma grande diferença quando tratamos de ativos
intangíveis, pois o conhecimento perde o seu valor quando não é utilizado.
Neste enfoque podemos observar outra característica interessante em relação ao
conhecimento, por exemplo, se você transfere seu conhecimento à outra pessoa,
ela ganhou e você não o perdeu.
O conhecimento de um individuo é um ativo
intangível, que é de sua única propriedade e serve de base para as suas
atividades do dia-a-dia. Ele servirá também para o crescimento da empresa, caso
ela tenha implementado processos de gestão do conhecimento, fazendo com que
este conhecimento seja registrado, divulgado e gere novos conhecimentos,
criando com isso uma vantagem competitiva e fique mais preparada para enfrentar
mudanças e incertezas.
Bastante citados no campo de gestão estratégica, os
conceitos de ativos intangíveis não são de fácil compreensão e estruturação, e
isso talvez contribua para não haver a sua plena adoção na gestão dos negócios.
Devido a sua importância, esses ativos precisam ser
conhecidos e medidos. Mas se sabemos que “você não pode gerenciar o que não
pode medir” então como medir o que você não sabe descrever? Dá pra notar que
este tema não é de fácil trato.
Conclusão
Constatamos que a frequência e a rapidez das
mudanças fazem com que o conhecimento fique obsoleto também de forma rápida e
isto então implica na necessidade de aprendizados acelerados, gerando cada vez
mais conhecimento em menor tempo.
Hoje os funcionários estão trocando informações com
mais frequência, criando, inovando de forma muito mais rápida e em volumes
muito maiores do que no passado, ou seja, existe uma troca muito grande de
conhecimento tácito ou informal nas relações entre eles.
Novas ferramentas, novos processos, mudanças
rápidas no mercado, novas concorrências, novas estratégicas e por aí vai, neste
mundo de grandes e radicais mudanças. Isto tudo faz com que o conhecimento seja
visto como um grande aliado, personagem de grande influência e mudanças nas
organizações.
Não podemos esquecer que são as pessoas que
representam a empresa, elas são os verdadeiros agentes organizacionais, pois
todas as estruturas e ativos existentes resultam da relação das pessoas entre
si e das suas ações. O desafio é como converter rapidamente os ativos
intangíveis em valor para a organização.
Encerrando com uma definição de que a gestão do conhecimento é “a arte de criar valor a partir dos ativos
intangíveis.”
Fonte e Sítios Consultados
http://imasters.com.br/artigo/11080/gerencia-de-ti/gestao-do-conhecimento-e-os-ativos-intangiveis/







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