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Administração no Blog

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27 de fevereiro de 2013

A Economia da Informação e do Conhecimento e a TI


Economia do conhecimento

Gerar riquezas e criar empregos vem se tornando um desafio cada vez mais angustiante para as nações, particularmente as que ainda não conseguiram incorporar a inovação tecnológica como prática de desenvolvimento. Mais e mais se intensifica a economia baseada no conhecimento, com as novas mídias, e novos e novíssimos produtos digitais incorporados ao dia a dia das pessoas, preenchendo esperanças. Tudo muito mais rápido e em quantidades nunca vistas antes. Conseguirá o Brasil incluir-se como protagonista nesta nova economia? Ou se contentará com o pipocar de uma ou outra importante inovação, como na Embraer, na Embrapa, na Petrobrás e em algumas outras, sem, contudo, criar uma mania nacional pela inovação, capaz de impulsionar a competitividade de seus produtos e serviços frente aos competidores mundiais?
 


Temos boas universidades e instituições de pesquisa e uma pós-graduação reconhecida pela qualidade. Com isso, somos o 12.º país produtor de conhecimento. Mas falta-nos organizar o ambiente de inovação, articular nossas fortalezas e conectá-las às ações dos governos e da sociedade, num grande plano nacional de geração de negócios competitivos, envolvendo massivamente jovens talentos capacitados em empreendedorismo. Iniciativas como a Ciência sem Fronteiras, infelizmente, não guardam conexão com movimentos de inovação e de competitividade; devem render alguns bons resultados, mas não se conectam diretamente com uma estratégia de renovação da indústria, na velocidade requerida pelos dias atuais.
 
 

Novos conhecimentos e tecnologias são igualmente gerados nos laboratórios de nossas universidades e centros de pesquisa, mas, por falta absoluta de uma política corajosa de tratar o risco dos novos negócios, não viram startups e perdemos com isso um poderoso instrumento para inovar a indústria e os serviços. No caso da agricultura, é enorme o potencial de novas empresas de base tecnológica que, se viabilizado um programa nacional dessa natureza, pode contribuir em muito para a nova agricultura tropical, mais sustentável, com novas tecnologias, sistemas de produção e modelos de negócio, livrando-nos da enorme dependência de insumos importados.

Mas como sair do discurso e fortalecer a economia com base no conhecimento? Como criar novos negócios tecnológicos em quantidade e velocidade, e conectados às demais ações? Como tratar o risco de lidar com o novo e escolher prioridades?

Uma nova ferramenta desenvolvida pelo Media Lab MIT, o Product Space, analisa a complexidade e diversidade de uma região, ou país, e fornece orientações para o desenvolvimento com base nas capacidades e potencialidades, criando condições objetivas para a previsão do desenvolvimento e a consequente definição de políticas públicas visando a fomentar a inovação. O governo de Minas tornou-se parceiro desse esforço e, com sua fundação de amparo à pesquisa, vem criando uma nova representação da economia do Estado, que permite a identificação de caminhos menos custosos e com maiores potencialidades estratégicas para o desenvolvimento, seja movendo-se para produtos próximos aos já produzidos no Estado, por meio de novas combinações de suas capacidades, ou buscando novas capacidades que permitam a criação de negócios completamente novos. É a primeira vez que se analisa um Estado subnacional à luz do Product Space, valendo-se dos big data da indústria, do comércio exterior, do emprego, da fazenda, de transporte e obras públicas e do IBGE, numa abordagem científica, sem ‘achismos’.

As informações provenientes do ‘Product Space’ revelam as capacidades produtivas do Estado e indicam caminhos para aumentar a diversidade e complexidade da economia, revelando produtos de maior valor agregado e densidade tecnológica a serem adicionados. Somam-se ainda a outros estudos, conhecimentos e experiências dos gestores, para que, em conjunto e de forma transversal, sejam definidas prioridades e políticas públicas adequadas para o incentivo da inovação e a aceleração do desenvolvimento. Tudo isso só é possível a partir de um processo criterioso de capacitação técnica e de estímulo ao trabalho em equipe e colaborativo, visando à compreensão da ferramenta, suas potencialidades e, principalmente, à formação de uma rede coesa de agentes, fundamental para enfrentar a transversalidade do desafio colocado. Com isso os programas são articulados, organizados e conectados às demais iniciativas e aos planos do governo, potencializados com a coordenação das capacidades que faltam com as demandas por essas capacidades. É um passo decisivo para abandonar o antigo modelo de administração verticalizada, que preserva as “igrejinhas”, com cada um procurando ser melhor, sem se preocupar com o resultado do todo, apesar do discurso muitas vezes contrário.
 
 

Surgem, assim, as redes cooperativas, alicerçadas não só na vontade, mas numa base estruturada de conhecimento sobre o território. Certamente ficarão mais evidentes os gargalos que impedem o País de avançar no processo de inovação, como os relativos aos marcos legais, que se não tratados com a devida urgência seguirão emperrando novos negócios inovadores, novas empresas de base tecnológica, assim como a mudança de patamar do desenvolvimento científico e tecnológico nacional, incluindo a transferência de tecnologia e know-how no contexto da relação público-privada.

O mundo que hoje gera riquezas e empregos em robustos ambientes de inovação prima pela ausência de preconceitos contra o novo e lida com bases científicas para a tomada de decisão. Assim, temos chances de ter fábricas, e não apenas montadoras, ter indústrias densas em conhecimento, como a farmacêutica, em vez de gastar o que não se tem com a importação de produtos e serviços de países asiáticos.

 

A economia da informação e do conhecimento e as TI

 

- Esse artigo Economia e Gestão das TI trata das relações entre o que hoje está sendo chamado de economia do conhecimento e as novas tecnologias da informação.

Alguns termos correlatos estão sendo utilizados para expressar essa "nova economia", embora não possam ser considerados sinônimos entre si: economia da informação, economia do conhecimento, economia baseada no conhecimento, "weightless economy" (literalmente "economia sem peso").
 
 

A ideia de uma vertente de pensamento chamada "economia do conhecimento" ou "economia baseada no conhecimento" – que não se restringe apenas à questão econômica, ou melhor ainda, apenas à disciplina Economia, como veremos adiante - é nova. Porém, o seu substrato teórico pode ser considerado uma questão antiga, "clássica" até, para a Economia. Quando se define, sinteticamente, economia baseada no conhecimento como produção, distribuição e uso da informação e do conhecimento, podemos considerar que períodos históricos marcados por complexas mudanças tecnológicas como a Primeira e a Segunda Revoluções Industriais (e não só a atual "Terceira Revolução Industrial"), já apresentavam a questão do conhecimento como central para o seu desenvolvimento. E ampliando ainda mais a ideia, pode-se considerar que todas as interpretações e linhas de pensamento econômico que privilegiam a questão da mudança tecnológica têm que necessariamente dar grande importância à questão do conhecimento.

Outro aspecto importante da economia da informação e do conhecimento é que ela reflete o aumento da importância relativa de setores que usam intensivamente o conhecimento, principalmente as atividades de serviços como os serviços de informática, de informação, de telecomunicações, de P&D, de consultoria etc. Enfim, qualquer bem ou serviço pode ser considerado do ponto de vista de seu conteúdo de informação e conhecimento (até mesmo um produto primário, não processado, contém informações e conhecimento).

No entanto, uma das principais características contemporâneas e que dão um sentido "novo" à questão da economia baseada no conhecimento é a explosão informacional propiciada pelas TI´s lideradas pela Internet. Esse é o ponto principal em relação à economia do conhecimento que esse segundo artigo vai tratar. E é evidente que estamos considerando a diferença abissal entre os conceitos de informação e conhecimento, mas para os limites do artigo basta sabermos que sem informação não há conhecimento.
 
 

Mas paradoxalmente, a Economia, uma Ciência embebida da questão da "escassez" de produtos e serviços e das formas de como melhor lidar com essa "ausência" (ou possibilidade de ausência), com a explosão informacional volta-se precisamente para a situação oposta. Como lidar com o excesso e com o acúmulo da informação desencadeados pela explosão informacional? E sequer podemos considerar essa explosão informacional como um "choque de oferta", justamente pelo fato de estar longe de ser temporária e passageira como costumam ser tipicamente os "choques de oferta" na economia.

Muito distantes de serem consideradas apenas um boom, as mudanças informacionais trazidas pela Internet estão contribuindo para revolucionar a maneira como se deve tratar a informação e o conhecimento, pela disseminação da informação online e em tempo real produzida, processada, captada e interpretada através do uso do computador conectado em rede. (Lembremos que um poderoso slogan da Sun é "A rede é o computador": esse slogan é marca registrada da Sun e é um produto intangível de alto valor, de difícil quantificação, típico portanto, da economia da informação e do conhecimento).

Como já falamos no artigo de abertura da coluna, as TI – principalmente a Internet – ao mesmo tempo que têm um papel fundamental no processo de geração da informação, desempenham também uma função primordial na criação das condições de tratamento e interpretação da informação. A Internet e as tecnologias que a cercam, alteraram portanto, significativamente os estoques e os fluxos de informação disponíveis e a maneira como é consumida, digerida e discernida a informação. A Internet esta alterando drástica e irreversivelmente as relações contemporâneas entre homem/informação/conhecimento porque ao mesmo tempo em que propicia a expansão quase infinita dos estoques e fluxos de informação, demanda ferramentas e processos que auxiliem o acesso, o tratamento e a interpretação da informação.

Uma das principais implicações da explosão informacional produzida pela Internet para o mundo dos negócios incide principalmente sobre a questão da administração, da gestão dos fluxos e dos estoques de informação online e em tempo real. E mais importante: essas mudanças ‘informacionais’ afetam o processo de decisão empresarial.



Começamos então a entender o porquê de a economia baseada no conhecimento não estar restrita apenas ao âmbito da Economia com "e" maiúsculo. As mudanças não atingem apenas o mundo da Economia, mas também são importantes do ponto de vista da Administração das Empresas, da Ciência da Informação, das Ciências Comportamentais, das Ciências Sociais e Humanas e evidentemente, das ciências que produzem as TI, como a Ciência da Computação, a Engenharia, a Física.

As transformações no processo de produção, difusão, captação e interpretação da informação estão sendo acompanhadas também por uma transformação profunda nas formas e conteúdos dos sistemas de gestão e administração da informação e do conhecimento no interior das empresas. E é claro, por mudanças comportamentais e culturais nas pessoas que produzem e usam a informação nas empresas.

Os processos de decisão empresarial vêm passando por mudanças expressivas com a Internet, que vem alterando de uma forma jamais vista pelo homem, os estoques e fluxos de informação disponíveis. E, portanto, disponibilizando não somente informação que já se encontrava estocada em outros tipos de suporte de mídia (como papel, por exemplo), mas também propiciando o acesso a estoques e fluxos de informação novos.
 
 

 
Fonte e Sítios Consultados

 
http://www.ccuec.unicamp.br/revista/infotec/economia/economia2-1.html
 
 

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