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Conteúdos de Administração e assuntos atuais.

7 de maio de 2016

Movimento de Maio de 68 na França


No mês de maio de 1968 iniciou-se na França uma grande onda de protestos que surgiram como manifestações estudantis que pediam por reformas no setor educacional - esse movimento cresceu tanto e evoluiu para uma greve de trabalhadores que balançou o governo do então presidente da França, Charles De Gaulle. "Os universitários se uniram aos operários e promoveram a maior greve geral da Europa, com a participação de cerca de 9 milhões de pessoas. Isso enfraqueceu politicamente o general De Gaulle, que renunciou um ano depois", conta o historiador Alberto Aggio, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Franca (SP).

A história relata que o começo de tudo deu-se a partir de uma série de conflitos entre estudantes e autoridades da Universidade de Paris, em Nanterre, cidade próxima à capital francesa.

Foi assim, no dia 2 de maio de 1968, a administração decidiu fechar a escola e ameaçou expulsar vários estudantes acusados de liderar o movimento contra a instituição. As medidas provocaram a reação imediata dos alunos de uma das mais renomadas universidades do mundo, a Sorbonne, em Paris.



Então, os estudantes se reuniram no dia seguinte para protestar, saindo em passeata sob o comando do líder estudantil Daniel Cohn-Bendit – foi aí que a polícia começou a reprimir os estudantes com violência e durante vários dias as ruas de Paris viraram cenário de batalhas campais. A reação brutal do governo só ampliou a importância das manifestações: o Partido Comunista Francês anunciou seu apoio aos universitários e uma influente federação de sindicatos convocou uma greve geral para o dia 13 de maio.

Quando esse movimento alcançou o seu auge, foram quase dois terços da força de trabalho do país que cruzaram os braços - pressionado, no dia 30 de maio o presidente De Gaulle convocou eleições para junho. Com a manobra política (que desmobilizou os estudantes) e promessas de aumentos salariais (que fizeram os operários voltar às fábricas), o governo retomou o controle da situação. As eleições foram vencidas por aliados de De Gaulle e a crise acabou.

Relatos contam que os universitários montaram barricadas nas ruas e usaram pedras para enfrentar a polícia – foi assim, no dia 6 de maio de 1968, havia uma passeata que havia sido convocada pela União Nacional de Estudantes da França e pelo sindicato dos professores universitários com o objetivo de protestar contra a invasão da Universidade de Sorbonne pela polícia. Essa marcha contou com a participação de mais de 2 mil estudantes, professores e simpatizantes do movimento, que avançaram em direção à Sorbonne, sendo violentamente reprimidos pelos policiais – fato esse que levou grande parte da multidão a se dispersar, mas alguns manifestantes começaram a erguer barricadas, enquanto outros lançavam pedras contra os soldados, que foram obrigados a bater em retirada. Depois de se reagrupar, a polícia retomou a ofensiva, disparando bombas de gás lacrimogêneo e prendendo centenas de estudantes.


Alguns dias depois, em 10 de maio 1968, no Quartier Latin (Bairro Latino), alguns milhares de estudantes iniciariam ao fim do dia uma marcha de protesto contra as prisões de vários colegas pertencentes ao grupo Enragés, da Universidade de Nanterre. Pelas ruas do bairro, o grafite “É proibido proibir – Lei de 10/05/1968” prenunciava umas das mais importantes sentenças da comuna estudantil que ali estava para nascer. Ao fim do dia mais de vinte mil estudantes põem-se em marcha pela Rua Gay Lussac para logo se defrontarem com a polícia (CRS – Corpo Republicano de Segurança), estabelecendo-se naquela noite um dos confrontos mais violentos da história da república francesa. As barricadas erguidas com carros e o confronto generalizado dos estudantes com a polícia colocavam nas ruas de Paris o fantasma dos acontecimentos da Comuna de Paris (1871).

A história relata que a “noite das barricadas” da comuna estudantil do Quartier Latin inaugurou aquela que seria uma expressão emblemática dos grandes conflitos sociais do século XX. No quadro histórico das lutas sociais anticapitalistas os acontecimentos do Maio de 1968 representaram efetivamente a generalização da grande recusa por parte dos estudantes e dos trabalhadores ao modelo social do capitalismo tecnocrático que o mundo via organizar-se na transição da sociedade fordista ao modelo societário da acumulação flexível da sociedade (pós-fordista) toyotista centrada em práticas organizacionais crescentemente tecnocráticas. Das barricadas da comuna estudantil acendeu-se um estopim de protestos generalizados que levou em menos de três semanas a uma greve geral por todo o país o espantoso número de mais de dez milhões de trabalhadores paralisando praticamente todos os setores produtivos da sociedade – até então, nunca uma potência capitalista estivera sob a ameaça tão grave de destruição de suas instituições políticas. Estudantes e trabalhadores em uma única voz se recusaram durante mais de um mês a qualquer diálogo com as representações políticas tradicionais nas negociações entre capital e trabalho no capitalismo.

Essa união dos estudantes e dos trabalhadores generalizou aquilo que Karl Marx definia como o “poder social”, com a grande recusa do movimento social as instituições capitalistas desabavam a olhos vistos na sua completa vacuidade de sentido histórico. Nem partidos, nem sindicatos, nem o parlamento ou qualquer outra agência governamental podia assumir-se como porta – voz da colossal manifestação social que varria as ruas do país. Da comuna de estudantes e trabalhadores definiram-se práticas sociais de novo tipo, de uma solidariedade radical nunca antes vista nessa proporção e magnitude na história das lutas anticapitalistas do século XX.

O Maio de 1968 representa hoje, algumas décadas depois não apenas a insatisfação de estudantes e trabalhadores com as formas societárias crescentemente burocráticas do capitalismo de então, o Maio de 1968 representa fundamentalmente as possibilidades societárias da autogestão generalizada. Representa, portanto, a luta pela supressão das práticas institucionais do modo de produção capitalista pela organização social de práticas institucionais de novo tipo, centradas na solidariedade dos trabalhadores, o poder político de novo tipo nascido nessas práticas de recusa definindo-se como poder social. O Maio de 1968 apontou como realidade concreta a sociedade comunista - esse é o real sentido histórico do Maio de 1968, não uma manifestação estudantil que explodia contra as expressões formais da imaginação e da consciência alienada de estudantes e trabalhadores na sociedade capitalista. Não foi apenas uma “recusa” ou o “é proibido proibir” reclamado contra as instituições da repressão social, o efetivo sentido histórico dos acontecimentos do Maio de 1968 deu-se pelas práticas cotidianas da auto-organização dos trabalhadores e estudantes franceses como a negação absoluta do capitalismo e a afirmação da materialidade concreta da ordem comunista.



Acredita-se que os fatos que marcaram o Maio de 1968 foram os mais radicais experimentos revolucionários do século XX e eles estão diretamente relacionados à crise da Universidade francesa, nesse sentido, a separação dos atores sociais envolvidos (estudantes e trabalhadores) aparece aqui como meramente formal - isto porque, a crise da Universidade em França afirmava diretamente a condição ‘proletarizante’ a que estavam envolvidos os estudantes – já para alguns filósofos e historiadores essa rebelião foi muito além do que só o mais importante acontecimento revolucionário do século XX, isso porque não se restringiu a uma camada restrita da população, como trabalhadores e camponeses - que ‘eram’ a maioria, mas a uma insurreição popular que superou barreiras étnicas, culturais, de idade e de classe.










Fonte e Sítios Consultados
http://mundoestranho.abril.com.br

http://www.espacoacademico.com.br



3 de maio de 2016

O ponto da virada, o livro





O livro “O ponto da virada” de Malcolm Gladwell pretende responder uma importante questão: Qual seria a razão de alguns comportamentos, produtos ou ideias se espalharem como epidemias e outros não? Seria possível controlar intencionalmente tais processos? Na busca dessa resposta o autor Malcolm Gladwell, partiu da seguinte ideia: a melhor maneira de compreender o fluxo e refluxo das tendências sociais é pensá-las como epidemias – isso porque as ideias, os produtos, as mensagens e alguns comportamentos se espalham como uma espécie de vírus.

Antes de iniciarmos é preciso saber que esse livro pretende demonstrar a maneira dos seres humanos agirem e como eles são – sabendo que isso não depende apenas dos genes, e sim, de uma influência do meio que vivem e da personalidade das outras pessoas ao redor. De acordo com o autor é graças a isso que se propagam os fenômenos que conhecemos como epidemias sociais. O título do livro, o ponto da virada, é justamente o momento em que pequenas mudanças entram em ebulição, fazendo com que uma tendência ou um comportamento dê uma guinada e se alastre (ou se acabe).

Vamos saber um pouco mais sobre o autor Malcolm Gladwell - ele é colunista do jornal The New Yorker e escreveu três livros que alcançaram um grande sucesso de vendas: The tipping point (O ponto da virada), Blink (A decisão num piscar de olhos) e Outliers (Fora de série).

Para provocar uma transformação profunda nas crenças e no comportamento das pessoas – uma Transformação Social e Política – é necessário criar em torno delas uma comunidade em que esses valores possam ser praticados, manifestados e nutridos. O mundo, por mais que queiramos, não corresponde àquilo que nossa intuição nos diz. As pessoas que têm sucesso na criação de uma epidemia social testam sua forma de ver as coisas e a adaptam para que a inovação possa se assimilada e disseminada.

Sofremos uma influência extrema do meio em que vivemos e da personalidade e do comportamento das pessoas que nos cercam. Nossas convicções mais íntimas e o verdadeiro conteúdo dos nossos pensamentos são menos importantes na orientação de nossas ações do que o contexto imediato em que se dá nosso comportamento. Ponto da Virada é justamente o momento em que pequenas mudanças entram em ebulição, fazendo com que uma tendência ou um comportamento dê uma guinada e se alastre. Ou se acabe.

Alcançar o Ponto da Virada é tentar mudar nosso público em algum aspecto, pequeno, porém, crítico: pretendemos contaminá-lo, arrebatá-lo com nossa epidemia, fazer com que ele passe da hostilidade para a aceitação.

Três “agentes de mudança” explicam o processo de contágio que origina uma epidemia: 

A Regra dos Eleitos – essa regra explica como algumas pessoas com características particulares (sociabilidade, entusiasmo, energia, conhecimento e influência) são capazes de transmitir ou espalhar uma novidade, criando uma tendência.

O Fator de Fixação - A era da informação criou um problema de Fixação. O Fator de Fixação explica como uma mensagem pode conter elementos inovadores, é, também, aquela característica da mensagem que a torna memorável e inesquecível, ampliando a intensidade do seu impacto. Nas epidemias, o mensageiro é fundamental: é ele que faz alguma coisa se disseminar. Porém, o conteúdo da mensagem também é importante. E o aspecto específico necessário ao seu sucesso é a ‘fixação’. As ideias precisam ter a capacidade de se manter em nossa memória e nos fazer agir. A mensagem deve ser algo tão simples de lembrar que, de fato, consiga promover uma mudança. Deve ser capaz de estimular alguém a agir. A técnica agressiva aterrorizando as pessoas na maioria das vezes não funciona. O impacto que causamos em alguém está na qualidade inerente das ideias que apresentamos. A dificuldade não é fazer a mensagem chegar ao destinatário. É conseguir que ele pare, leia, lembre-se dela e aja.

Poder do Contexto – essa regra explica como as pessoas são profundamente influenciadas pelo ambiente, o que também contribui para a criação de tendências. O Poder do Contexto é a constatação de que as epidemias são sensíveis às condições e circunstâncias do tempo e do lugar em que ocorrem. O comportamento é uma função do contexto social, mas há momentos, lugares, e condições que grande parte da influência do contexto pode ser anulada.

A Regra dos Efeitos diz que existem pessoas que são excepcionais e capazes de iniciar epidemias - Basta encontrá-las - a lição sobre fixação é a mesma. Há uma forma simples de embalar uma informação que, nas circunstanciais certas, torna-se irresistível – basta descobri-la. Segundo a Regra dos Eleitos, as epidemias são geradas por “pessoas dotadas de um conjunto raro e particular de talentos sociais.” Essas pessoas podem ser classificadas como: “Comunicadores, Experts e Vendedores”.

Os Comunicadores são aqueles “com um talento especial para reunir pessoas” ou “com um talento extraordinário para fazer amigos e conhecidos.” A importância dos Comunicadores não está apenas na quantidade de pessoas que conhecem, mas também na diversidade. Para o autor, “a capacidade de circular entre muitas áreas tem origem em algo intrínseco à sua personalidade – uma combinação de curiosidade, autoconfiança, sociabilidade e energia.” Acolhendo o conceito do sociólogo Mark Granovetter sobre “a força dos laços fracos”, onde se afirma que a melhor maneira de entrar em algum lugar é por meio de um contato pessoal, os Comunicadores tornam-se socialmente poderosos e valiosos porque têm muitos conhecidos em lugares diversos, o que amplia suas oportunidades de acesso a mundos, lugares e ambientes aos quais não pertencem.

Assim como os Comunicadores são especialistas em gente, os Experts são especialistas em informações. O Expert é o que acumula conhecimento. Porém, “não são colecionadores passivos de informações.” É aquele tipo de gente que quando descobre uma novidade valiosa, quer difundi-la para que todos tirem proveito. Os Experts têm o conhecimento e as habilidades sociais para iniciar epidemias de propaganda boca a boca. O que os distingue, porém, não é tanto o que sabem, mas como passam adiante o que conhecem. O fato de os Experts quererem ajudar simplesmente porque gostam de fazer isso acaba sendo uma excelente maneira de chamar a atenção dos outros.

Entretanto, a preocupação dos Experts é apenas a de passar adiante uma informação relevante. Eles não estão preocupados em ser convincentes, em persuadir. Numa epidemia social, os Experts são uma espécie de bancos de dados. Eles fornecem a mensagem. Os Comunicadores são a cola social: eles a espalham. Entretanto, existe também um conjunto seleto de indivíduos – os Vendedores – estes são capazes de nos convencer quando não acreditamos no que estamos ouvindo.

Encerramos este com o autor se aprofundando em cada trecho teórico com a citação de exemplos e as aplicações do que propõe. É recomendável essa leitura, principalmente para quem analisa e pretende estudar os fenômenos sociais na web – afinal, a grande maioria dos conceitos que ele propõe é totalmente aplicável para entendermos diversos aspectos da internet, principalmente a questão da ‘viralização’ de conteúdo.


Fonte e Sítios Consultados

http://www.midializado.com.br

http://tercodatranformacao.blogspot.com.br




1 de maio de 2016

Brasil e seus Planos econômicos, um pequeno resumo



O Brasil veio ao longo dos tempos construindo a sua sustentação econômica na produção agrícola, ou seja, exportando produtos primários e importando produtos manufaturados – fato este, que faz do Brasil um país de uma economia primário-exportadora, isso significa dizer que as exportações sempre representaram a fonte de renda e a base do nosso crescimento, enquanto que as importações fazem o papel de suprir as nossas necessidades demandadas.

É importante salientar que o Brasil - com esse nosso perfil de primário-exportador, mantido por poucos produtos – sempre teve uma economia vulnerável às crises internacionais e refém das variações dos modos de produção e de consumo dos países desenvolvidos. Após esse fato ser diagnosticado pelos nossos lideres foi sentida a necessidade da formulação dos planos econômicos a fim de que fosse realizado um planejamento que permitisse uma maior estabilização da economia brasileira.


Contexto econômico brasileiro até 1939.

Com a grande depressão iniciada na década de trinta, juntamente com a falta de dinamismo da demanda dos países centrais, isso acabou por reduzir sensivelmente as exportações brasileiras o que refletiu em uma considerável diminuição da nossa capacidade de importar. E com essa perda da principal fonte geradora e uma demanda insatisfeita, o Brasil percebeu a quebra do modelo primário-exportador e o surgimento de um processo de industrialização.

Esse processo industrial limitou-se inicialmente à implantação das indústrias denominadas tradicionais - aquelas de baixa relação capital/mão-de-obra, que só procuravam suprir a carente demanda agregada. No entanto, limites impostos pela própria estrutura interna começaram a direcionar o processo produtivo em duas partes distintas: uma encarregada de satisfazer a demanda interna e outra produzindo para atender a demanda externa. Além da distinção das partes produtivas também houve pressões capitalistas que induziram o surgimento das indústrias onde antes predominava a produção agrícola, ou seja, no eixo Rio–São Paulo. É fato que todo o período anterior a 1939 foi caracterizado pela “ocasionalidade” e pela falta de continuidade com que a administração pública encarava os problemas que exigiam ações constantes e previamente elaboradas.


Planejamento econômico brasileiro

No ano de 1939 os governos começaram a se preocupar em gerenciar e dimensionar o modelo econômico brasileiro, assinalando e normatizando as formulações econômicas, participando ativamente da economia como agente produtor e consumidor, ou então interferindo somente como regulador. No período que vai de 1939 a 1956 aconteceram transformações relevantes no sentido e no alcance das formulações econômicas, à proporção que a ‘ocasionalidade’ e o perfil setorial cederam lugar a uma maior abrangência do planejamento, assim como também foram criados órgãos específicos a fim de formular e gerenciar os planos.


Plano Especial - 1939

- Esse foi o primeiro plano formulado e gerenciado pelo governo brasileiro – ele se apoiava em Obras Públicas e no Aparelhamento da Defesa Nacional, em 1939, que, embora tenha atingido uma alta taxa de realização e de equilíbrio orçamentário, não gerou efeito sobre o processo econômico produtivo; restringiu-se apenas à órbita governamental.


Plano de Obras e Equipamentos - 1943

- Ele se baseou no Plano Especial e seguiu a mesma trilha e obtendo os mesmos resultados, ou seja, conseguiu uma formulação organizacional do governo.


Plano SALTE - 1950

- Esse Plano SALTE referia-se à saúde, alimentação, transporte e energia. Ele inseriu a formulação indicativa para o setor privado e o consentimento de linhas especiais de crédito, criando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, atual Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, como ‘normatizador’ e regulador desse processo.


Programa de Metas – 1956/1961

Nesse período que foi de 1956 a 1961, pressupôs-se a existência de pontos de estrangulamento e estabeleceram-se objetivos globais e setoriais no intuito de romper os segmentos estrangulados, através de uma ação conjunta com o setor privado. Os programas apresentados ao setor privado não tiveram como ser cumpridos, devido a vários motivos, e o governo passou a interferir de maneira mais direta na economia, mantendo o controle sobre faixas de decisão privada. Nesse instante, podemos notar uma maior participação do Estado na economia brasileira.

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Observação. É importante ressaltar que a Ditadura militar no Brasil teve seu início com o golpe militar de 31 de março de 1964, resultando no afastamento do Presidente da República, João Goulart, e tomando o poder o Marechal Castelo Branco. Este golpe de estado, caracterizado por personagens afinados como uma revolução instituiu no país uma ditadura militar, que durou até a eleição de Tancredo Neves em 1985. Os militares na época justificaram o golpe, sob a alegação de que havia uma ameaça comunista no país.
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Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social – 1963/1965

Elaborado no período de 1963 a 1965 ele foi o primeiro a apostar em coordenar os objetivos globais e setoriais, bem como a controlar o longo e o curto prazo – e neste sentido, foram estabelecidas políticas fiscais, monetárias e cambiais, a fim de gerenciar a presença do Estado na economia e, consequentemente, controlar os possíveis níveis de investimentos governamentais que levassem o setor privado a seguir as metas indicativas da programação econômica. O fracasso do Plano Trienal, em seus pressupostos globais e setoriais de crescimento econômico, controle progressivo da pressão inflacionária, atenuação das desigualdades regionais, e redução dos custos sociais foram causados por pressões de variados segmentos, os quais impediram direta e indiretamente a atuação das medidas propostas, uma vez que eram consideradas de caráter intervencionista.


Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG) – 1964/66

 Este foi formulado para o triênio 1964/66 e caracterizou-se pelos princípios ortodoxos da economia de mercado, por conseguinte de uma ação mais liberal e sem o anseio de um plano global, na medida em que propunha apenas a ação coordenada do governo por meio de programas puramente indicativos. Apesar do caráter liberalista e indicativo do PAEG, em suas linhas iniciais, o governo passou de agente regulador dos mecanismos de mercado para uma posição excessivamente atuante, como agente produtor e consumidor, instalando, por conseguinte, muitas empresas estatais que foram responsáveis, direta e indiretamente, pelo déficit orçamentário, pela emissão monetária, pelas pressões inflacionárias e pela queda do consumo, através da redução de renda disponível provocada pelo controle rigoroso dos salários. Com os conflitos econômicos do PAEG houve uma consonância de se estruturar um planejamento de longo prazo que servisse, pelo menos, de orientação para o processo decisório.


Plano Decenal de Desenvolvimento Econômico e Social 1967/76

Este modelo pretendia um crescimento econômico estrategicamente elaborado, a fim de compatibilizar objetivos básicos de crescimento, estabilidade e política externa, via balanço de pagamentos. Apesar das formulações fiscais, monetárias e cambiais, como também do controle imposto pelos testes de consistência, o Plano Decenal não foi executado.


Programa Estratégico de Desenvolvimento (PED) - 1968/1970

Ele diagnosticou o estrangulamento das oportunidades de substituir importações e o alargamento do setor público na atividade econômica, ocupando-se, a partir daí, em programar investimentos em áreas estratégicas, construir um conjunto de instrumentos financeiros e um instrumento de ação direta e indireta sobre o setor privado. O PED serviu para detectar que o processo decisório de investir mantinha relação estreita com as expectativas de crescimento acelerado do mercado. Por conseguinte, as linhas de ação passaram a agir sobre a demanda agregada, promovendo certo grau de distribuição de renda com a finalidade de incentivar o nível de consumo e preservar a capacidade de poupança. Num sentido amplo, o PED, embora tenha proposto um estilo mais liberal, com regras compreensíveis e relativamente estáveis, não abreviou a participação do estado na economia, quer como agente produtor quer como agente consumidor. O PED também manteve fatores como salários, preços, juros e lucros ‘sob estreita’ vigilância e ampliou os créditos relativos ao financiamento da dívida pública.


Primeiro Plano Nacional de Desenvolvimento (I PND) 

1971/1974

Este foi formulado para o período 1971/74 e prendeu-se ao trinômio formado pelas empresas privadas nacionais, pelas multinacionais e pelas estatais. A preocupação do governo em construir um programa que mantivesse as multinacionais ‘sob controle’ e preservasse o setor privado nacional acabou por incentivar, ainda mais, a presença do Estado na economia, aumentando o controle dos preços finais e intermediários e criando parâmetros para a remuneração dos fatores produtivos. A programação global do I PND foi complementada por metas setoriais que não foram cumpridas, por variados motivos, pelo setor privado nacional, impondo ao Estado a tarefa da ocupação desses espaços, na proporção em que propunha o não alargamento das multinacionais.


Segundo Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND) - 1975/1979

Este plano negligenciou em suas diretrizes gerais: com o primeiro choque do petróleo que propôs um modelo econômico e social fundamentado em potência emergente, hipótese herdada do plano anterior que permitiu um ”milagre econômico”. A despeito dos erros anteriores, o II PND continuou insistindo em propor a ação governamental sobre os programas estratégicos de infraestrutura econômica e social e em traçar diretrizes indicativas para o setor privado, incumbindo-o de atender, somente, as necessidades básicas da população. Os programas setoriais indicativos propostos pelo governo não o isentaram, como previsto, de atuar ativamente no processo produtivo, sob o argumento de que áreas básicas para o processo de ativação econômica não eram preenchidas pelo setor privado; ou o Estado se fazia presente, ou ocorreriam sérios problemas no processo econômico e social.


Terceiro Plano Nacional de Desenvolvimento (III PND) - 1980/1985

Este plano registrou alto índice de flexibilidade, estabelecendo apenas diretrizes gerais e criando um amplo programa indicativo, em que a presença do Estado se limitou àqueles setores considerados básicos para o processo de crescimento e desenvolvimento. As características predominantes do III PND, contrariamente aos planos anteriores, referem-se a metas qualitativas, conforme a ideia de um processo de planejamento. Todavia, é de se concluir que diretrizes e metas qualitativas exigem um severo acompanhamento das tendências econômicas e sociais, bem como das forças políticas atuantes, no sentido de manter equilibrados os programas econômicos.




Plano Cruzado - 1986
A principal marca foi o congelamento de preços, neste período o presidente do Brasil era José Sarney (PMDB) Alimentos, combustíveis, produtos de limpeza, serviços e até o dólar tiveram os preços tabelados pelo governo. A moeda também mudou: abandonou-se o cruzeiro e adotou-se o cruzado (1.000 cruzeiros = 1 cruzado). O plano foi concebido por economistas que mais tarde desenvolveriam o Plano Real. O diagnóstico era que a inflação no país era inercial, ou seja, os preços eram reajustados tentando recompor a inflação passada, criando uma espiral de aumentos. O congelamento seria um dos instrumentos para quebrar essa lógica. Acabou sendo o único. Sem redução dos gastos do governo, a demanda cresceu e o consumo explodiu. Em pouco tempo, passou a faltar produtos nos supermercados e o governo lançou mão até da "desapropriação" de bois no pasto para tentar atender o consumidor. Acredita-se que o Plano Cruzado, em sua ânsia imediatista, não se preocupou com o sequenciamento da política econômica, a fim de dar sustentação aos propósitos iniciais. Dessa forma, agregando-se a inflexibilidade, o Plano dirigiu-se a desajustes globais e setoriais, que reconduziram a economia ao estágio anterior.


Plano CRUZADO2 - novembro de 1986

Após vitória nas eleições estaduais, o governo Sarney anuncia ajustes no Plano Cruzado. A principal marca do Cruzado 2 foi a tentativa de controlar o consumo e o déficit público, com o aumento de tarifas e de impostos. Automóveis foram reajustados em 80%, o combustível, em 60% e a energia elétrica, em 35%. Os demais preços continuariam congelados, mas a população já pagava ágio para comprar alguns itens que haviam sumido do mercado, como carne. A tentativa de ajuste não duraria muito tempo.



*
Plano Bresser - Julho 1987
Luiz Carlos Bresser Pereira assumiu o Ministério da Fazenda do Governo José Sarney em abril de 1987 após fracasso do Plano Cruzado. Pouco depois de sua posse, a inflação no Brasil atingiu a marca de 23,21%. Na época, o principal problema do país era o déficit público, com o governo gastando mais do arrecadava. Em apenas quatro meses, essa diferença já atingia 7,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Para tentar solucionar esse cenário, foi criado o chamado Plano Bresser, no qual se instituiu o congelamento dos preços, dos aluguéis, dos salários. Também foi criada a UPR, que serviu como referência monetária para o reajuste de preços e salários. Para conter o déficit público, foi decidido desativar o gatilho salarial (reajuste dos salários pela inflação), além do aumento de impostos, corte de subsídios do trigo e o adiamento de obras de grande porte já planejadas. O país passou também a negociar com o FMI e suspendeu a moratória. No entanto, os esforços de Bresser não deram certo e a inflação atingiu 366% em dezembro de 1987. Com isso, o ministro pediu demissão em janeiro de 1988 e foi substituído por Maílson da Nóbrega.


Plano Verão – Janeiro de 1989
Substituto de Bresser na Fazenda, Maílson da Nóbrega lançou no dia 16 de janeiro de 1989 um plano econômico que ficou conhecido como Verão. A crise inflacionária nos anos 80 levou à edição de uma lei que modificou o índice de rendimento da caderneta, promovendo ainda o congelamento dos preços e salários, a criação de uma nova moeda, o cruzado novo, que inicialmente era atrelada em paridade ao dólar, e a extinção da OTN, importante fator de correção monetária. Mais uma vez as intenções do governo não deram certo e o Plano Verão gerou uma série de desajustes às cadernetas de poupança, em que as perdas chegaram a 20,37%. Esses prejuízos puderam ser reavidos na Justiça até dezembro do ano passado.


Plano Collor – Março de 1990
Anunciado no dia 16 de março de 1990, um dia após a posse do presidente Fernando Collor, o plano foi um conjunto de reformas econômicas que visavam controlar a inflação crescente nos anos anteriores. Oficialmente, o nome do plano era Brasil Novo, mas ficou conhecido popularmente como Plano Collor. A proposta era combinar a liberação fiscal com a financeira. Para isso, foram adotadas medidas radicais para estabilizar os preços, que foram acompanhadas de programas de reforma da política industrial e do comércio exterior. O governo decidiu também dar início a um programa intitulado Programa Nacional de Desestatização, mais conhecido como PND. O plano foi efetivamente implementado pela equipe de economistas de Collor, composta por Zélia Cardoso de Mello, Antônio Kandir, Ibrahim Eris, Venilton Tadini, Luís Otávio da Motta Veiga, Eduardo Teixeira e João Maia. Entre as medidas adotadas estavam:
- Substituição do Cruzado Novo pelo Cruzeiro; - Congelamento de 80% dos bens privados por 18 meses;

- Taxas elevadas em todas as transações financeiras;
- Indexação das taxas;
- Fim da maior parte dos incentivos fiscais;
- Preços reajustados por entidades públicas;
- Câmbio flutuante;
- Abertura da economia para o comércio exterior;
- Congelamento temporário dos salários e preços;
- Extinção de agências do governo para a redução de gastos públicos;
- Estímulo à privatização e início da remoção da regulamentação da economia.

Antes da posse de Collor, o Brasil vivia um processo de hiperinflação, com o índice chegando a uma média mensal de 28,94%. Para conter os preços, a proposta era restringir o fluxo de dinheiro para conter a inflação inercial. No entanto, a queda no comércio gerou uma grande redução da atividade industrial. Em junho de 1990, a inflação estava 9%, contra 81% de março. No entanto, esse congelamento de ativos, que na prática foi um confisco do dinheiro que a população tinha em conta corrente, começou a gerar outros problemas para a economia. Com um cenário recessivo, as empresas passaram a demitir, muitas fecharam as portas. Com a instituição em 1990 da Política Industrial e de Comércio Exterior, grande parte das barreiras não-tarifárias foi extinta, estabelecendo-se no período entre 1990 a 1994 um cronograma de redução de tarifas de importação. Tais reduções seriam efetuadas de maneira gradual, devendo no final daquele período a tarifa máxima ser de 40%. Contudo, tal cronograma foi alterado em outubro de 1992, efetuando-se uma antecipação das reduções previstas para os dois anos seguintes (1993 e 1994). O processo de abertura da economia brasileira obrigou a indústria nacional a investir para se modernizar. No entanto, a inflação seguia um pouco elevada e um escândalo político levou ao impeachment de Collor.


Plano Real – junho de 1993
O Plano Real foi implantado em três etapas e iniciado em 14 de junho de 1993 quando Fernando Henrique Cardoso era Ministro da Fazenda do governo de Itamar Franco. No ano seguinte foi criada a Unidade Real de Valor (URV) que passaria a ser a nova moeda brasileira posteriormente e que se chamaria Real. Seu objetivo principal do Plano Real era controlar a hiperinflação, um problema brasileiro estava impedindo o desenvolvimento do país. O momento combinou condições políticas, históricas e econômicas para permitir que o governo brasileiro lançasse o plano que colocou fim a quase três décadas de inflação. Apesar do sucesso, o Plano Real enfrentou duras dificuldades, principalmente com a crise dos Tigres Asiáticos (1997) e da Rússia (1998). Com isso, o governo precisou elevar a taxa básica de juros, que chegou a 50% ao ano em setembro. No final de 1998, assinou um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que impunha duras obrigações a serem cumpridas.

Fonte e Sítios Consultados

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAepL8AE/planos-economicos

http://www1.folha.uol.com.br

http://www.Veja.com.br




30 de abril de 2016

Empresas e a provável limitação da banda larga fixa


As empresas brasileiras estão convivendo com o fantasma de ter um gasto extra com Internet fixa na ordem de dezenas de milhões de reais - se esse serviço passar a ser limitado, com cortes ou diminuição da velocidade sempre que os dados contratados forem totalmente consumidos, e com certeza isso representará um retrocesso na era digital.

No primeiro momento a Anatel acatou as propostas de novos planos das operadoras que permitiam a limitação da internet fixa de banda larga – mas depois de muita pressão popular essa agência voltou atrás e proibiu a medida por tempo indeterminado – foi aí então que conselho diretor da Anatel resolveu abrir um processo para examinar este tema. Enquanto isso, alguns empresários se antecipam para tentar evitar um aumento exacerbado nos gastos caso a medida seja aprovada. O diretor-executivo da empresa ADTsys, especializada em computação em nuvem, Pascoal Baldasso, conta que decidiu aumentar em 80% os custos com internet fixa, investindo num modelo de conexão sofisticado que não entraria na nova resolução da Anatel. Para ele, o medo de que os gastos mais que dupliquem, se era da internet ilimitada acabar, justifica a manobra.

"Foi o método encontrado pra gente não sofrer caso ocorra uma punição nesse sentido. Ou seja, a gente criou uma situação de contorno para o negócio para dar continuidade e garantir a transferência de dados. Mas não são todas as empresas que têm capital para fazer tal mudança, então provavelmente muitas vão ser impactadas", diz Baldasso.




Uma diretora de Tecnologia da Informação de uma empresa do ramo de gases industriais estima que as multinacionais no país gastem cerca de 10 milhões de reais por ano com internet fixa. Segundo ela, mesmo com um cenário ainda incerto, é possível prever um aumento que pode chegar a quatro vezes mais do valor que se gasta hoje.

"São milhões que a gente gasta. Eu acredito que, como a gente não tem acesso às tarifas do que está sendo discutido, qualquer valor que ele coloque dependendo da nossa utilização eu posso dobrar, triplicar, até quadriplicar (o gasto). E com certeza a gente está falando na ordem de milhões de reais", afirma a diretora de Tecnologia da Informação.

Já os pequenos empresários estão muito preocupados e de acordo com o presidente da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais - os negócios menores podem sentir ainda mais os impactos da internet limitada, sendo obrigados a cortar serviços como wi-fi grátis e perdendo, assim, a clientela.

"É uma coisa que você paga, por exemplo, 50, 100 reais e usa o tempo todo. Não significa nada no custo de uma empresa, principalmente numa empresa de serviços. Agora, se fizer cobrança pelo volume e conforme os valores é preocupante. Em todo o setor de serviços, o cliente está habituado já a usar a internet em todo o lugar. Então se for cortar isso, você pode perder o cliente pro grande, que tem condições de pagar", diz presidente da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais.

O fundador da Arizona, uma plataforma online para armazenamento em nuvem, critica a vontade das operadoras brasileiras. Para ele, limitar a internet fixa é ir na contramão da tendência mundial. 


"Você vê as próprias empresas internacionais, como o google, estão deixando você armazenar cada vez mais espaço ad eternum. Quer dizer, aqui as operadoras tem uma mentalidade do passado. A gente lida com questões do futuro com a cabeça de negócios do passado. Em vez de olhar para o consumidor e querer por limitação, é o contrário, é como que eu posso dar mais para o consumidor, para ter mais consumo e ter uma melhor regulamentação junto ao governo do nosso país", conta o fundador da Arizona.


Nas próximas semanas deverão acontecer audiências públicas no Senado que irão reunir representantes das grandes operadoras com associações de defesa do consumidor. O professor de Direito Digital da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Renato Leite Monteiro, acredita, no entanto, que apesar de a Anatel ter anunciado a suspensão da nova cobrança da internet fixa, a decisão pode ser encarada mais como uma medida para acalmar os ânimos do que algo resolutivo. 

"O que nós queremos na próxima semana são determinações em nível de governo federal ou até mesmo propostas legislativas no sentido de tentar barrar esse novo modelo de negócios. E isso vai depender até mesmo do cenário de governo que teremos nas próximas semanas", diz Monteiro.

Até a presente data, 30/04/2016 o julgamento da limitação da banda larga fixa no país ainda não tem data para acontecer - enquanto isso, as operadoras foram proibidas de reduzir a velocidade, suspender ou cobrar pelo serviço se o cliente, pessoa física ou jurídica, superar limites de franquia.












Fonte e Sítios Consultados


http://cbn.globoradio.globo.com



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